Monday, May 3, 2010

OS DEMOCRATAS SÓ PENSAM NO POVO

'Face Oculta'
Cargo no Tagus negociado à beira de eleições
Por Felícia Cabrita
Para convencer o governador civil de Coimbra a ser candidato à autarquia, Rui Pedro Soares e Paulo Penedos prometeram-lhe lugar no Taguspark




Rui Pedro Soares, ex-administrador da PT, disponibilizou-se para garantir a um membro do PS colocação no Taguspark, caso este perdesse as eleições autárquicas em Coimbra.

No âmbito do processo Face Oculta, foi interceptada e transcrita uma conversa telefónica em que Paulo Penedos (membro da Comissão Nacional do PS, vice-presidente da comissão política da concelhia de Coimbra e assessor jurídico da PT) procurou convencer o governador civil, Henrique Fernandes, a aceitar candidatar-se a presidente da Câmara de Coimbra. Este, porém, levantou reservas, pois receava perder as eleições e ficar como vereador – o que não lhe convinha, segundo afirmou, por afectar a conclusão da sua tese de doutoramento.



‘Uma coisa onde possa acabar o doutoramento’

A conversa foi a 6 de Junho, quando se preparavam as listas de candidatos às eleições autárquicas. Henrique Fernandes, que acumula o cargo de governador civil com a presidência da concelhia do PS/Coimbra, recebeu então um telefonema do seu vice, Paulo Penedos. Este insistia para que se candidatasse – mas Henrique Fernandes, que é professor universitário na Fundação Miguel Torga, tinha «apenas um ano e pouquinho» para entregar a tese de doutoramento. E explicou: «Eu gostava era de uma coisa onde pudesse acabar o doutoramento. É uma questão de brio, sou um eterno doutorado adiado».

O governador civil estava consciente de que tinha «uma vaguíssima hipótese de ganhar». Se ganhasse, tudo bem («põe-se lá um bom segundo e depois, com ordens dadas como deve ser, como no Governo Civil, a coisa endireita»). Mas «o problema é que, se um gajo perder, não fica bem na fotografia, dizer assim: ‘Eh pá, eu não sou candidato a vereador, portanto tenham um bom dia’».

Penedos prometeu-lhe então que, se se candidatasse e perdesse, ele próprio se responsabilizaria por lhe arranjar um lugar numa empresa que suportasse as suas despesas enquanto estivesse a fazer o doutoramento: «Pelo menos metade do que tu dizes que precisas eu responsabilizo-me por arranjar. Não tenho dificuldade, nas empresas com que me relaciono, de resolver isso. Precisávamos era de ter a garantia de que os outros gajos arranjavam um lugar não executivo que desse o mesmo».

De seguida, pergunta a Fernandes: «Quanto é que vencem os administradores não executivos na sociedade Metro Mondego?». O governador civil responde: «Não faço ideia, mas também se pergunta isso no sábado. (...) Pois, a questão do não executivo era a solução, pá. Porque outra coisa qualquer não resolve. Porque obriga a estar, pá».

Após referir a carga horária de um administrador não executivo («uma reunião de conselho uma vez por mês»), Penedos propõe: «Ó Henrique, se o que te separa de aceitar for isso, eu ainda hoje ponho um administrador da PT a garantir-te que tu a seguir, se não te correr bem, serás administrador não executivo do Taguspark».

O governador civil pergunta se o «Taguspark é o Thomati» e Penedos esclarece: «É o CEO, entrou na última assembleia-geral. Pusemos lá o João Carlos Silva, como executivo». Recorde-se que, na sequência de uma certidão extraída do processo Face Oculta, o Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa acusou entretanto Américo Thomati, João Carlos Silva e Rui Pedro Soares pelo crime de corrupção passiva, no âmbito do chamado caso Figo.



1500 a 2000 euros

À época deste telefonema entre Penedos e Henrique Fernandes, Rui Pedro Soares negociava a compra da TVI pela PT. Segundo as conversas interceptadas, estava-lhe destinado um lugar de administrador executivo na Media Capital, proprietária da estação.

Na conversa com Henrique Fernandes (quando este insistia que o seu problema era o prazo para a entrega da tese de doutoramento), Penedos explicou o que se passava: «O Rui Pedro Soares está na iminência de querer saltar de lá. Por isso, se o que te separa de uma aceitação é isso… Eh, nessa casa dos 1500 a 2000. E depois, se alguém puder ajudar noutra, pronto, já ficavas com uma coisa composta».

Fernandes concordou: «Já. Isso equivalia a uma bolsa, dá perfeitamente. E permite-me depois voltar, não é? Mas vamos ver, vamos ver». E prometeu ligar a Penedos no dia seguinte, para lhe dar a resposta.

Paulo Penedos ligou, entretanto, a Rui Pedro Soares: «Desculpa lá estar-te a chatear. Eu vou-te pedir aqui ajuda porque talvez tu possas salvar aqui esta questão de Coimbra. Se o Henrique Fernandes perder a Câmara – que neste momento é um cenário que podemos admitir – tu achas que durante seis meses, para ele concluir a tese de doutoramento, que nós lhe conseguíamos arranjar uma avença no Tagus, de cerca de 1500 euros?».



«Não há problema»

Soares responde imediatamente que sim e acrescenta: «Mas podia ser ou seis vezes 1500 ou uma vez 7500?». Pergunta a seguir ao interlocutor qual é a formação de Henrique Fernandes e Penedos responde que «é sociólogo». O administrador da PT remata: «Compromete-te. Não há problema».

O esquema não foi posto em prática, já que o PS avançou com outro candidato – Álvaro Seco, que, confirmando os temores de Henrique Fernandes e de Penedos, viria a perder o escrutínio.

Confrontado pelo SOL com as propostas de Paulo Penedos para o lugar no Taguspark, Henrique Fernandes negou ter «alguma recordação dessas conversas». «Se as houve, não passaram de mera efabulação generosa de Paulo Penedos», acrescenta, salientando que, «se ele o fez, não me parece que isso corresponda a um comportamento menos bom».

Em relação ao facto de também não lhe ter respondido com um ‘não’ claro, o governador civil (que entretanto foi reconduzido no cargo) diz que pode ter sido por uma questão de delicadeza: «Nesse caso não lhe disse que não, deve ter sido uma resposta delicada». E terminou dizendo mesmo que nunca teve a ambição de se candidatar à autarquia: «Fui vereador e vice-presidente da Câmara durante dez anos e disse várias vezes a quem me fez essa proposta que a água não passava duas vezes debaixo da mesma ponte».

E PODEM TER A CERTEZA QUE PARA ELES POVO TANTO É BRANCO DE COIMBRA COMO PRETO DA GUINÉ...

MATAR TENENTES DEVIA DAR PENSÃO ANTI-FASSISTA NÃO?

La viuda del último fusilado por Franco presenta una demanda
Pide responsabilidades en Argentina por el asesinato

Su marido, también de 21 años y miembro del FRAP, había sido detenido, juzgado por el asesinato del teniente de la Guardia Civil Antonio Pose y condenado a muerte en el último consejo de guerra de la dictadura franquista.

LÁ DIZ O DITADO:QUEM AOS INIMIGOS PERDOA ÁS MÃOS LHES MORRE...
POR CÁ OS DESCOLONIZADORES TAMBÉM ANDAM A FAZER O CONTRÁRIO DA "DITADURA".ESTA COLONIZAVA EM ÁFRICA?AGORA OS DEMOCRATAS COLONIZAM NA EUROPA...

ACHO BEM.FODER MAS COM DIREITOS!

02 Maio 2010 - 00h30

1.º de Maio: Cerca de 70 activistas defendem reconhecimento laboral
Profissionais do sexo querem pagar imposto
Os profissionais do sexo querem ver o seu trabalho reconhecido como qualquer outra profissão, sem preconceitos e com direitos sociais e laborais iguais aos de todos os profissionais. A defesa dos direitos dos trabalhadores sexuais reuniu ontem cerca de 70 pessoas em Lisboa, que se associaram às cerca de 300 da parada Mayday-2010 para celebrar o Dia do Trabalhador.


"A prostituição é um trabalho como qualquer outro e deve ter os mesmos direitos e obrigações das outras profissões", afirmou Anabela Rocha, professora solidária com o movimento, denunciando a existência de "muitos interesses contra a liberalização da prostituição, pois há quem prefira não pagar impostos e viver à custa de uma economia paralela, das mais lucrativas do Mundo".

O largo de Camões, em Lisboa, foi o ponto de encontro de um movimento ainda sem líderes, cujo objectivo é ver reconhecidos os direitos sociais, humanos e laborais de todos os profissionais do sexo. Nesta definição, explicou Mariana Lemos, está incluída "desde a prostituição feminina e masculina, à de rua ou de acompanhantes de luxo, passando pelas strippers ou pelo electricista ou técnico de luz de um filme pornográfico".

O momento mais significativo da manifestação aconteceu quando os cerca de 70 activistas chegaram ao Intendente e abriram os respectivos chapéus de chuva vermelhos, símbolo da luta pelos direitos dos trabalhadores sexuais. ‘Prostituição é trabalho sexual. Trabalho sexual é trabalho’ ou ‘Eu não me vendo, alugo’ foram algumas das palavras de ordem escritas em vários cartazes.

PRECISAM-SE CASA DE PUTAS, COM CONTROLO SANITÁRIO E PAGAMENTO DE IMPOSTOS

ISTO BEM CONTADO DAVA PANO PARA MANGAS...

03 Maio 2010 - 00h30

Faro: Acabou detida pela PSP por estar ilegal em Portugal
Mulher ia nua a perseguir jovem
Completamente nua, a mulher, uma brasileira de 27 anos, queria sexo e saiu para a rua em perseguição do jovem que tinha acabado de se recusar a manter relações com ela. Acabaria por ser detida pela PSP por estar em situação ilegal em Portugal.


A insólita situação ocorreu anteontem de manhã, na Estrada Senhora da Saúde, em Faro, onde se encontravam alojados em casa de um amigo do jovem.

Segundo o CM apurou junto de fonte do Comando de Polícia na região, ambos tinham vindo de Ourém para a capital algarvia, a fim de participar nos festejos da Semana Académica.

A noite e madrugada foram de copos e, quando regressaram a casa, a mulher não esteve com meias medidas: despiu-se e tentou forçar o jovem, que tinha sido operado a um braço, a manter sexo com ela, o que ele recusou, pois, segundo explicou à PSP, 'eram só amigos e já lhe tinha frisado isso' antes de se deslocarem para Faro.

Confrontada com a ‘nega’ do objecto do seu desejo, a mulher zangou-se e terá começado a arremessar objectos no interior da habitação. Foi nessa altura que o jovem optou por fugir... mas ela seguiu--o, mesmo sem roupa. E o dono da casa optou por fechar a porta. A vizinhança alertou a PSP, e a mulher, que estava em hipotermia, foi levada ao hospital antes de ter sido detida.

VEJAM SÓ AS MARAVILHOSAS LEIS FEITAS PELOS DEMOCRATAS.O CRIME COMPENSA OU NÃO?

03 Maio 2010 - 00h30

Felgueiras: Acusado de posse de arma ilegal e excesso de legítima defesa
Trava assalto a tiro em escola e é preso
Um assaltante foi atingido com dois tiros quando se preparava para invadir a Escola EB 1 de Felgueiras. O autor dos disparos foi o vigilante do estabelecimento de ensino, que utilizou uma arma ilegal.


O primeiro foi posto em liberdade depois de ter sido assistido aos ferimentos numa mão e na perna esquerda, enquanto o funcionário da escola continua detido, após ter sido indiciado pelos crimes de posse ilegal de arma e de excesso de legítima defesa.

O vereador da Câmara Municipal de Felgueiras, responsável pela Escola D. Manuel Faria e Sousa, desconhecia que o vigilante do estabelecimento de ensino usava uma arma para se defender. "É óbvio que não sabia", afirmou, ao CM, João Sousa, antes de lamentar a vaga de assaltos que atingiu as escolas do concelho. "Ainda na semana passada, a escola e o pavilhão de Idães foram assaltados. E há duas semanas uma outra escola foi vandalizada", queixou-se.

Ontem, pelas 10h30, um homem de 30 anos, residente naquela localidade e já referenciado pela GNR por vários crimes, invadiu a Escola D. Manuel Faria e Sousa e foi surpreendido pelo vigilante, quando já tinha partido o vidro de uma sala.

Em circunstâncias ainda não conhecidas, o funcionário, de 42 anos, baleou o assaltante com uma pistola de calibre 6.35mm. As balas atingiram uma mão e a perna do ladrão que, mesmo ferido, ainda conseguiu fugir. Acabou por ser apanhado por uma patrulha da GNR de Felgueiras nas imediações.

PORMENORES

NÃO OUVIRAM

A escola fica na rua onde decorrem as Festas de Maio. No entanto, nenhum dos donos ou funcionários das rulotes ouviu os disparos.

FICOU PRESO

O vigilante ficou detido para ser presente, hoje, ao juiz de instrução criminal de Felgueiras. Confessou de imediato o disparo e entregou a arma.

FOI PARA CASA

O assaltante foi transportado ao hospital pela GNR de Felgueiras depois de ter sido capturado. Horas depois teve alta e foi para casa.

Aumentam adolescentes condenados por crime violento

As consequências de misturar jovens delinquentes com reclusos mais velhos levaram a anterior directora-geral dos Serviços Prisionais a ordenar que presos dos 16 aos 21 anos - independentemente do seu local de residência - fossem colocados na prisão-escola de Leiria. "Foi desastroso. Misturar miúdos que cometeram crimes violentos e menos graves, de bairros problemáticos do Norte e do Sul, resultou em motins e fugas [início de Março]", explicou ao DN Jorge Alves, presidente do Sindicato do Corpo de Guarda Prisional, que já apresentou alternativas à actual Direcção (ver caixa).

Há cada vez mais jovens condenados por crimes violentos. Juristas defendem alargamento da Lei Tutelar Educativa em vez de misturar miúdos com adultos nas cadeias.

Já não são crianças, mas ainda não são adultos. Mataram, violaram, agrediram, roubaram ou traficaram droga. No final do ano passado, eram 153 os reclusos dos 16 aos 21 anos que cumpriam penas por crimes graves nas cadeias portuguesas.

Os polícias que os detêm dizem que estes jovens são maioritariamente reincidentes. Praticaram pequenos crimes, como o furto, e libertados pela tenra idade consideram-se inimputáveis. "Pensam que o sistema não funciona", diz uma fonte policial ao DN.

"Quando são presentes a um juiz de instrução criminal e libertados, acreditam que foram julgados. Não percebem que o processo ainda não terminou e voltam a cometer crimes", constata ao DN o procurador José Ramos, à frente da investigação dos crimes violentos que chegam ao Ministério Público de Loures, mas com larga experiência no Tribunal de Família e Menores de Setúbal. O conhecimento, embora empírico, diz-lhe, porém, que há cada vez mais jovens "a partir dos 12 anos" que começam a cometer crimes. Estes não entram nas estatísticas porque são inimputáveis. Mas, no momento em que a lei prevê a detenção (aos 16 anos), têm já uma vasta folha criminal. "São crianças entregues a si próprias que não encontram um caminho."

De acordo com dados da Direcção-Geral dos Serviços Prisionais, dos 153 jovens imputáveis e a cumprir pena nas cadeias portuguesas, 11 foram condenados por homicídio, oito por ofensas à integridade física e nove por violação. A maior parte (66) - entre eles a única miúda presa com idade de 16 a 21 anos - cumpre pena por roubo violento. Só dez cumprem pena efectiva por tráfico de droga.

Para o advogado Jorge Cabral, que se tem dedicado à problemática dos menores, "há uma falha nas instituições". Há já 11 anos, quando foram criadas a Lei de Protecção de Jovens em Perigo e a Lei Tutelar Educativa, "teve-se consciência de que era necessário separar duas realidades distintas".

A primeira lei serve para proteger, mesmo que pela via da institucionalização, "crianças que cometem incivilidades" ou cujos pais não têm condições para as manter. Já a Lei Tutelar Educativa é uma espécie de lei penal para jovens dos 12 aos 16 anos. A partir dos 16, os jovens são condenados como os adultos.

Para Jorge Cabral, há quem defenda que a lei penal - aplicável a partir dos 16 anos - devia abranger miúdos a partir dos 14. Para o advogado, a solução devia ser outra: alargar a Lei Tutelar Educativa para os 18 anos. "Grande parte dos jovens que cometem crimes já foi abrangida pela lei de promoção e protecção. Alguma coisa não está a funcionar", refere.

As medidas tutelares educativas - que correspondem a penas a aplicar - passam pela admoestação ou trabalho a favor da comunidade, por exemplo, para crimes menos graves. Para os mais graves, é aplicado o internamento em regimes diferentes: aberto, semiaberto (para penas superiores a três anos de cadeia) ou fechado (superiores a cinco, como o homicídio). O comportamento do miúdo dita a data da sua libertação - que nunca pode ser após mais que três anos.

Esta lei está a ser revista desde o final do ano passado numa comissão integrada pela actual directora do Instituto de Reinserção Social, Leonor Furtado. Até agora desconhecem-se conclusões. No final do ano passado, cerca de 200 jovens abrangidos por esta lei estavam internados em centros educativos do país - pouco mais dos jovens imputáveis.

A CONSTRUÇÃO DO SOBADO ESTÁ DIFÍCIL.IMAGINEM OS JOVENS DO NORTE MISTURADOS COM OS JOVENS AFRICANOS DO SUL...NA CADEIA DE LEIRIA!
ANDEI PELO PORTO E LÁ NÃO SE VIA A AFRICANIDADE DE LISBOA.E JULGO QUE SE O ZÉ POVINHO DO NORTE VIESSE AO SUL TINHA UM ATAQUE DE NERVOS SEMELHANTE AOS JOVENS DELINQUENTES.SURPRESAS DESAGRADÁVEIS QUEM QUER?
MAS PELOS VISTOS A PROPAGANDA NACIONAL TRAIDORA TEM TRABALHADO BEM.AGORA O TODOS IGUAIS, TODOS DIFERENTES PRECISA DE MUITO DINHEIRINHO, QUE VAI SER CADA VEZ MAIS DIFÍCIL DE PEDIR LÁ FORA...

Sunday, May 2, 2010

A GUERRILHA IMPORTADA

02 Maio 2010 - 00h30

Odivelas: Trio de encapuzados agride em assalto a café
“Levem tudo mas não matem ninguém”
O café Rosa já estava fechado aos clientes mas, no seu interior, ainda estavam o casal de proprietários, as respectivas mães e um amigo. Depois de um longo dia de trabalho, preparavam-se para descontrair com um chá de camomila e alguma conversa que, pelas 23h30 de anteontem, foi abruptamente interrompida por um assalto à mão armada com muita violência gratuita.


Se o produto do roubo ao café situado na quinta da Várzea, Odivelas, não foi o esperado para os três encapuzados, munidos de uma caçadeira, um bastão extensível e uma barra de ferro – fugiram apenas com um telemóvel e um fio de ouro –, já o método de acção surpreendeu as cinco vítimas, tamanha foi a violência empregue. Foram as duas mulheres mais velhas, uma de 78 e outra de 65, que sentiram na pele o aparente descontrolo dos ladrões, que agrediram a primeira com uma bastonada na cabeça – levou três pontos no hospital de Santa Maria, em Lisboa – e a segunda num braço. Pelo meio, o ladrão que tinha a caçadeira ameaçou todos de morte.

"Preparávamo-nos para beber chá e ir para casa, quando vi três encapuzados partirem o vidro da porta com a coronha da espingarda e entrarem aos gritos, a ameaçarem--nos de morte", começou por dizer a proprietária Cristina Santos. "Só gritei para não matarem ninguém e para levarem o que quisessem. Eles mal entraram no café e nem pediram o dinheiro. Roubaram o fio de ouro à minha mãe e o telemóvel do meu marido, que estava em cima da mesa", relatou, surpreendida com a acção dos assaltantes. "Em cima de uma mesa ao lado estava uma bolsa com o dinheiro do dia, já retirado da caixa registadora, e eles nem isso levaram."

Luísa Simão, de 78 anos, foi uma das vítimas do grupo. "O meu filho pegou numa cadeira para tentar expulsá-los e percebi que o iam matar. Meti-me à frente, mas o homem que tinha a arma empurrou-me e depois levei uma bastonada na cabeça. Nunca vi nada assim."

PORMENORES

DOIS CARROS DE FUGA

Os três ladrões usaram dois carros na fuga, que estacionaram à porta do café: um Honda Civic branco e um Hyundai.

PSP APARECE EM PESO

Dado o alerta, a PSP chegou ao local cerca de dez minutos depois, com quatro patrulhas.