Tuesday, June 2, 2026
PORTANTO SÃO OS IMPOSTOS EUROPEUS QUE NOS ANDAM A COLONIZAR SUBSTITUINDO O NOSSO POVO...E ATÉ TEMOS UM GRANDE COMBATENTE DO "ÓDIO" A GOVERNAR...
A fraude dos novos valores europeus (II)
Esta é a ‘Europa’ de Bruxelas e estes são os seus valores e a sofisticada máquina para proteger estes anti-valores.
Diogo Pacheco de Amorim
01 de junho 2026 às 15:40
A ‘Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão’ de 1789 proclama que os homens nascem livres e iguais em direitos; a soberania reside na nação; a lei deve ser igual para todos e, principalmente, que existem direitos naturais anteriores ao Estado, que a liberdade de opinião e expressão é fundamental e que a propriedade é um direito inviolável e sagrado. Esta declaração resume o essencial dos principais velhos valores europeus e assim traduzidos para o século XIX com continuidade até ao terceiro quartel do século XX.
Como surgem os ‘novos valores europeus’? Esta expressão não corresponde a uma categoria jurídica formal única da União Europeia, mas antes a uma evolução político-cultural progressiva, numa primeira fase e a uma total distorção e inversão, numa segunda fase, do conceito tradicional de ‘valores europeus’, sobretudo a partir das décadas de 1990 e 2000, no essencial após o fim da guerra fria
O artigo 2.º do Tratado da União Europeia fixa formalmente os ‘valores da União’: dignidade humana; liberdade; democracia; igualdade; Estado de direito; direitos humanos; direitos das minorias. Já menos densos do que os de 1789 mas ainda ‘aceitáveis’. Contudo, aquilo a que hoje se chama ‘novos valores europeus’ corresponde a uma expansão interpretativa e ideológica destes valores fixados no TUE. De facto, entre os anos 2000 e 2020, o conceito deixa progressivamente de se limitar ao núcleo liberal-democrático clássico e passa a incorporar: políticas identitárias; multiculturalismo; igualdade de género em sentido expansivo; ideologia de género; políticas LGBTQ+; linguagem inclusiva; políticas climáticas como imperativo moral; inclusão e diversidade como critérios transversais de governação e um conceito cada vez mais amplo de ‘extremismo’, ou seja, a matriz básica da teologia woke transformada no pilar axiológico da visão política ditada pela oligarquia de Bruxelas. Estes não aceitam qualquer outra alternativa política que surja atacando-a como ‘desinformação’ e ‘discurso de ódio’ através do sistema judicial com base na monitorização ideológica das plataformas digitais.
Esta mudança não surge de um único tratado, neste caso o Tratado de Lisboa, onde são dados os primeiros passos, mas de vários mecanismos cruzados e cumulativos: jurisprudência do Tribunal de Justiça da União Europeia, decisões da Comissão Europeia e resoluções do Parlamento Europeu; financiamento europeu a ONG e redes ativistas, políticas educativas e culturais, expansão do direito antidiscriminação e múltipla legislação digital recente profundamente limitadora da liberdade de expressão particularmente em períodos eleitorais. É neste contexto que aparecem programas de ‘resiliência democrática’, estruturas de combate à ‘desinformação’ ou os sistemas de ‘trusted flaggers’ (sinalizadores de confiança) traduzidos num corpo legislativo que inclui instrumentos como o Digital Services Act (DSA) e o European Democracy Shield (EDS); O Chat Control e o Protect EU; O European Media Freedom Act (EMFA) e o AI Act. E, ainda, o Euro Digital e a EU Digital Walet. O leitor coloque os nomes destes instrumentos no ChatGPT e pergunte-lhe o que significa cada um deles em particular e todos no seu conjunto e verá a resposta: a mais sofisticada máquina de censura e controle ideológico que possa imaginar em ação.
Esta é a ‘Europa’ de Bruxelas e estes são os seus valores e a sofisticada máquina para proteger estes anti-valores. O fim da velha Europa greco-romana e cristã e dos velhos valores europeus dos quais o valor ancilar e central é o da liberdade: liberdade de ser e de parecer, de pensar, de falar e de agir. Porque sem esta fundacional liberdade, a vida perde todo o seu sentido.
Vice-presidente da Assembleia da República
OS LUSITANOS QUE COLQUEM OS FERREIROS A FAZER FALCATAS.AS REVOLUÇÕES VENCEDORAS QUE ELIMINARÃO TODA A TRAIÇÃO E DESCOLONIZARÃO OS QUE NÃO NOS QUEREM BEM...
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