Obras públicas só reduzem desemprego "de Cabo Verde ou Ucrânia"
11h11m
A presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite, declarou que a aposta do Governo nas obras públicas pode ajudar a reduzir o desemprego em Cabo Verde ou na Ucrânia, mas duvida que tenha efeitos no emprego em Portugal.
Em entrevista ao Diário de Notícias e à TSF divulgada este domingo, Manuela Ferreira Leite sustentou que a aposta nas obras públicas não vai fomentar o crescimento do país.
Interrogada se não considera que "as obras públicas ajudarão, pelo menos, ao factor desemprego", a presidente do PSD respondeu: "[Ao] desemprego de Cabo Verde, desemprego da Ucrânia, isso ajudam. Ao desemprego de Portugal, duvido".
"Nós temos jovens licenciados desempregados: não está a querer mandá-los para as obras públicas? Nós estamos com pessoas entre os 40 e 50 anos desempregados, [que eram] empregados administrativos", apontou.
De acordo com Manuela Ferreira Leite, "uma política dirigida às obras públicas evidentemente que é boa para as empresas de obras públicas, está fora de causa, é boa para empresas de consultadoria, para escritórios de advogados", mas "não é fomentadora de emprego".
"A estrutura económica do país está na base das pequenas e médias empresas e é aí que se está a criar o emprego, é aí que se defende o emprego", advogou.
"Eu não sou contra as obras públicas, como às vezes se pretende dizer, sou contra o facto de se pensar que a política de obras públicas é uma política de crescimento da actividade económica, porque não é", salientou a presidente do PSD.
Segundo Ferreira Leite, "as obras públicas podem e devem fazer-se com certeza, muitas têm de ser feitas, desde que não se pense que a política de obras públicas vai fomentar o crescimento do país, porque não vai".
Sobre as obras públicas que não faria, a presidente do PSD declarou: "Sou capaz, sem nenhum estudo, de dizer que não farei a terceira via auto-estrada Lisboa-Porto".
No que respeita à alta velocidade, disse: "Se for confirmado que aquilo que se ganha no tempo de Lisboa-Porto for 20 minutos então não faço porque realmente não estamos em condições de entrar numa despesa de tal forma grande".
Sobre a ligação Lisboa-Madrid, Manuela Ferreira Leite ressalvou que desconhece os estudos e os encargos futuros, mas adiantou que "se é uma linha que não for rentável" tem "fortíssimas dúvidas" de que possa ser feita "só por uma questão de luxo".
A presidente do PSD frisou a sua oposição a "uma terceira via de auto-estrada Lisboa-Porto", referindo que não se refere "a uma terceira faixa de rodagem, mas a uma terceira via".
"Nós temos dinheiro para isso? Existe um ranking do número de quilómetros de auto-estradas em relação à riqueza do país. Em que lugar estamos? Estamos em segundo, em que o primeiro é o Canadá, portanto pode ver-se a loucura que nós andamos a fazer. Quando se quer investir ainda mais nessa loucura eu não preciso de estudos para dizer que loucuras nem vale a pena olhar para elas", declarou.
LEI DA IMIGRAÇÃO E NACIONALIDADE E SE TIVER TEMPO A DA DROGA...
Sunday, November 2, 2008
ISTO TAMBÉM FOI NACIONALIZADO?
Instituições Financeiras Internacionais
Banco Insular (IFI)
Autorizado pela Portaria nº 81/97,de 08 de Dezembro
Data de Início de Actividade: 30 Outubro de 1998
Endereço: : Conjunto Residencial Comunidades Lote 8-Bloco D Fracção 8ª
Achada de Stº António-Praia Cabo Verde
C.P.: 556
Telefone: (238) 262 60 50/262 60 51/262 60 52/262 60 53
Fax: (238) 262 27 50
E-mail: bancoinsular@cvtelecom.cv
Conselho de Administração:
Presidente: Dr. José João Ferreira Vaz de Mascarenhas
Administradores:
Dr. José Luís Fernandes Lopes
Dr. Sérgio Augusto Cardoso Centeio
Banco Insular (IFI)
Autorizado pela Portaria nº 81/97,de 08 de Dezembro
Data de Início de Actividade: 30 Outubro de 1998
Endereço: : Conjunto Residencial Comunidades Lote 8-Bloco D Fracção 8ª
Achada de Stº António-Praia Cabo Verde
C.P.: 556
Telefone: (238) 262 60 50/262 60 51/262 60 52/262 60 53
Fax: (238) 262 27 50
E-mail: bancoinsular@cvtelecom.cv
Conselho de Administração:
Presidente: Dr. José João Ferreira Vaz de Mascarenhas
Administradores:
Dr. José Luís Fernandes Lopes
Dr. Sérgio Augusto Cardoso Centeio
ESPERO QUE O JOSÉ MIGUEL JUDICE SE INDIGNE...
Governo anuncia nacionalização do BPN
02.11.2008 - 14h13
Por PÚBLICO
José Carlos Coelho (arquivo)
A nacionalização do BPN será a primeira desde 1975
O ministro das Finanças anunciou hoje que o Governo vai propor à Assembleia da República a nacionalização do Banco Português de Negócios (BPN) que, a confirmar-se, passará a ser gerido pela Caixa Geral de Depósitos.
Em conferência de imprensa, no final de uma reunião extraordinária do Conselho de Ministros, o ministro das Finanças justificou aquela que é a primeira nacionalização em Portugal desde 1975 com a situação “excepcional”, “delicada” e “anómala” vivida por aquela instituição bancária, cujas perdas acumuladas rondam os 700 milhões de euros, das quais 360 milhões associadas a operações com o Banco Insular, de Cabo Verde.
O BPN, propriedade da Sociedade Lusa de Negócios, está “numa situação muito perto da iminente ruptura de pagamentos”, sublinhou Teixeira dos Santos, lembrando que a instituição “não tendo vindo a cumprir os rácios mínimos solvabilidade” impostos pelo Banco de Portugal e não existem perspectivas de que encontre, a curto prazo, "novas fontes de liquidez".
“Face à inexistência de uma solução que permita defender o interesse dos depositantes, o Governo viu-se obrigado a propor à Assembleia da República a nacionalização do BPN”, declarou o ministro, acrescentando que, já a partir de amanhã, a instituição o funcionamento da instituição será acompanhada por dois administradores do Banco de Portugal.
Assim que a proposta de nacionalização for aprovada, a gestão do BPN será entregue à CGD, que será encarregue de “gerir e apresentar um plano de desenvolvimento”.
O Governo remeteu mais pormenores para uma conferência de imprensa conjunta de Teixeira dos Santos e Vítor Constâncio, governador do Banco de Portugal, agendada para esta tarde.
MAIS UMA BATELADA DOS IMPOSTOS AGORA PARA SALVAR CAPITALISTAS ARROJADOS ESPECIALISTAS EM OFF SORES &CIA BASTANDO PARA TAL VER O CONTRIBUTO DE EX-IMPÉRIO, NESTE CASO CABO VERDE O BANCO INSULAR... ESTES ANTICOLONIALISTAS DE SEMPRE A CONTINUAR A SUA BOA ACÇÃO...
O SR JUDICE, QUE AGORA ESCREVE NUM BLOG DA SEDES E QUE LOGO NO INICIO NÃO PUBLICA(CENSURA) O QUE LHE NÃO INTERESSA NOS COMENTÁRIOS DEVE INDIGNAR-SE E INFORMAR-NOS BEM ACERCA DESTE TIPO DE NEGÓCIOS EM QUE SÓ OS IMPOSTOS SÃO AFECTADOS...
PARA DISTRIBUIREM DESTA MANEIRA GENEROSA É QUE OS QUE NÃO TÊM SINDICATO VÃO PAGANDO AS FAVAS E SENDO ENXOVALHADOS PELOS CORRUPTOS QUE POR AÍ SE PASSEIAM...
02.11.2008 - 14h13
Por PÚBLICO
José Carlos Coelho (arquivo)
A nacionalização do BPN será a primeira desde 1975
O ministro das Finanças anunciou hoje que o Governo vai propor à Assembleia da República a nacionalização do Banco Português de Negócios (BPN) que, a confirmar-se, passará a ser gerido pela Caixa Geral de Depósitos.
Em conferência de imprensa, no final de uma reunião extraordinária do Conselho de Ministros, o ministro das Finanças justificou aquela que é a primeira nacionalização em Portugal desde 1975 com a situação “excepcional”, “delicada” e “anómala” vivida por aquela instituição bancária, cujas perdas acumuladas rondam os 700 milhões de euros, das quais 360 milhões associadas a operações com o Banco Insular, de Cabo Verde.
O BPN, propriedade da Sociedade Lusa de Negócios, está “numa situação muito perto da iminente ruptura de pagamentos”, sublinhou Teixeira dos Santos, lembrando que a instituição “não tendo vindo a cumprir os rácios mínimos solvabilidade” impostos pelo Banco de Portugal e não existem perspectivas de que encontre, a curto prazo, "novas fontes de liquidez".
“Face à inexistência de uma solução que permita defender o interesse dos depositantes, o Governo viu-se obrigado a propor à Assembleia da República a nacionalização do BPN”, declarou o ministro, acrescentando que, já a partir de amanhã, a instituição o funcionamento da instituição será acompanhada por dois administradores do Banco de Portugal.
Assim que a proposta de nacionalização for aprovada, a gestão do BPN será entregue à CGD, que será encarregue de “gerir e apresentar um plano de desenvolvimento”.
O Governo remeteu mais pormenores para uma conferência de imprensa conjunta de Teixeira dos Santos e Vítor Constâncio, governador do Banco de Portugal, agendada para esta tarde.
MAIS UMA BATELADA DOS IMPOSTOS AGORA PARA SALVAR CAPITALISTAS ARROJADOS ESPECIALISTAS EM OFF SORES &CIA BASTANDO PARA TAL VER O CONTRIBUTO DE EX-IMPÉRIO, NESTE CASO CABO VERDE O BANCO INSULAR... ESTES ANTICOLONIALISTAS DE SEMPRE A CONTINUAR A SUA BOA ACÇÃO...
O SR JUDICE, QUE AGORA ESCREVE NUM BLOG DA SEDES E QUE LOGO NO INICIO NÃO PUBLICA(CENSURA) O QUE LHE NÃO INTERESSA NOS COMENTÁRIOS DEVE INDIGNAR-SE E INFORMAR-NOS BEM ACERCA DESTE TIPO DE NEGÓCIOS EM QUE SÓ OS IMPOSTOS SÃO AFECTADOS...
PARA DISTRIBUIREM DESTA MANEIRA GENEROSA É QUE OS QUE NÃO TÊM SINDICATO VÃO PAGANDO AS FAVAS E SENDO ENXOVALHADOS PELOS CORRUPTOS QUE POR AÍ SE PASSEIAM...
AGRADEÇAM AO SAMPAIO DAS CIVILIZAÇÕES
Novembro 2008 - 00h30
Comércio - Lojistas locais prevêem o encerramento de dezenas de lojas
Chinatown invade comércio de Beja
Um autêntica Chinatown está a crescer em Beja, para desespero dos comerciantes locais. Pelas ruas da cidade alentejana, com pouco mais de 25 mil habitantes, já existem 16 comércios geridos pelos orientais. Em breve vai abrir um megabazar chinês que irá ocupar as 22 lojas de um centro comercial do centro da cidade.
Perplexos com esta ‘invasão’, os lojistas prevêem um futuro negro para muitos comerciantes. "Vai ser a completa ruína", disse amargurado ao CM Albino Jorge, proprietário da Casa das Vergas, que vende brinquedos e cestas.
ESTE JUDEU HUMANISTA DEU A CIDADANIA A TODOS OS CHINESES DE MACAU QUANDO A ENTREGOU Á CHINA PELO QUE VEJAM BEM QUE DEVEM SER COMPATRIOTAS VOSSOS...
E NÃO REFILEM QUE ISSO É SÓ PARA O VOSSO ENRIQUECIMENTO SEGUNDO AS CONTAS DO XUXAS, COM APOIO DE TODA A UNIÃO NACIONAL DE ESQUERDA.TANTO É ASSIM QUE AGORA ANDAM A NACIONALIZAR OS AFRICANOS.UM DIA CADA PORTUGUÊS TERÁ DIREITO A MORDOMIAS NUNCA DANTES VISTAS, EMBORA POR ENQUANTO SÓ TENHA QUE IR PAGANDO...E SERVIR DE CRIADO...
Comércio - Lojistas locais prevêem o encerramento de dezenas de lojas
Chinatown invade comércio de Beja
Um autêntica Chinatown está a crescer em Beja, para desespero dos comerciantes locais. Pelas ruas da cidade alentejana, com pouco mais de 25 mil habitantes, já existem 16 comércios geridos pelos orientais. Em breve vai abrir um megabazar chinês que irá ocupar as 22 lojas de um centro comercial do centro da cidade.
Perplexos com esta ‘invasão’, os lojistas prevêem um futuro negro para muitos comerciantes. "Vai ser a completa ruína", disse amargurado ao CM Albino Jorge, proprietário da Casa das Vergas, que vende brinquedos e cestas.
ESTE JUDEU HUMANISTA DEU A CIDADANIA A TODOS OS CHINESES DE MACAU QUANDO A ENTREGOU Á CHINA PELO QUE VEJAM BEM QUE DEVEM SER COMPATRIOTAS VOSSOS...
E NÃO REFILEM QUE ISSO É SÓ PARA O VOSSO ENRIQUECIMENTO SEGUNDO AS CONTAS DO XUXAS, COM APOIO DE TODA A UNIÃO NACIONAL DE ESQUERDA.TANTO É ASSIM QUE AGORA ANDAM A NACIONALIZAR OS AFRICANOS.UM DIA CADA PORTUGUÊS TERÁ DIREITO A MORDOMIAS NUNCA DANTES VISTAS, EMBORA POR ENQUANTO SÓ TENHA QUE IR PAGANDO...E SERVIR DE CRIADO...
O VERÃO CONTINUA .E A GUERRILHA TAMBÉM...
01 Novembro 2008 - 00h30
Vítimas foram agredidas em Lisboa
Dois carjackings em cinco minutos
Dois homens foram anteontem à noite vítimas de roubos por carjacking, em Lisboa, perpetrados apenas com cinco minutos de diferença. Em ambas as situações as vítimas foram agredidas.
Pelas 22h35 de quinta-feira dois homens, com idades entre os 20 e os 25 anos, obrigaram um homem, de 57, a sair da sua viatura, um Opel Astra de cor preta, e agrediram-no violentamente.
O assalto ocorreu na rua Tristão Vaz, em Belém, tendo os ladrões abandonado o local no automóvel da vítima. O proprietário do Opel teve de receber assistência médica no Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental.
Cinco minutos depois, três homens, entre os 17 e os 20 anos, atacaram outro condutor na avenida de Berlim, também em Lisboa. Os assaltantes fugiram no Mercedes C220 da vítima, de 47 anos, que recebeu assistência médica no local, prestada pelo INEM, a hematomas na face.
AGORA OS JORNALISTAS FICARAM DALTÓNICOS.NUNCA CONSEGUEM DISTINGUIR UMA CORZINHA DA MALTA QUE NOS ANIMA...
Vítimas foram agredidas em Lisboa
Dois carjackings em cinco minutos
Dois homens foram anteontem à noite vítimas de roubos por carjacking, em Lisboa, perpetrados apenas com cinco minutos de diferença. Em ambas as situações as vítimas foram agredidas.
Pelas 22h35 de quinta-feira dois homens, com idades entre os 20 e os 25 anos, obrigaram um homem, de 57, a sair da sua viatura, um Opel Astra de cor preta, e agrediram-no violentamente.
O assalto ocorreu na rua Tristão Vaz, em Belém, tendo os ladrões abandonado o local no automóvel da vítima. O proprietário do Opel teve de receber assistência médica no Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental.
Cinco minutos depois, três homens, entre os 17 e os 20 anos, atacaram outro condutor na avenida de Berlim, também em Lisboa. Os assaltantes fugiram no Mercedes C220 da vítima, de 47 anos, que recebeu assistência médica no local, prestada pelo INEM, a hematomas na face.
AGORA OS JORNALISTAS FICARAM DALTÓNICOS.NUNCA CONSEGUEM DISTINGUIR UMA CORZINHA DA MALTA QUE NOS ANIMA...
TERÁ DESPACHADO ISSO NUM MAGALHÃES?
02 Novembro 2008 - 02h35
Evo Morales trava luta anti-droga
O presidente boliviano, Evo Morales, suspendeu todas as actividades da DEA, acusando a agência antidrogas americana de realizar espionagem e conspiração contra o país.
O COCALERO NÃO QUER RESTRIÇÕES Á PRODUÇÃO DE DROGA FEITA PELOS SEUS IRMÃOS.AS NOSSAS ALFÂNDEGAS QUE NÃO VISTORIEM BEM TUDO O QUE VEM DA AMÉRICA LATINA E DE ÁFRICA QUE QUALQUER DIA SOMOS CORRIDOS DA EUROPA POR SERMOS UM PAÍS DE NARCO TRAFICANTES.
EUROPA QUE DEVERIA PAGAR PARA QUE SE MELHORASSEM OS MEIOS E OS CUSTOS DESSA DEFESA.
Evo Morales trava luta anti-droga
O presidente boliviano, Evo Morales, suspendeu todas as actividades da DEA, acusando a agência antidrogas americana de realizar espionagem e conspiração contra o país.
O COCALERO NÃO QUER RESTRIÇÕES Á PRODUÇÃO DE DROGA FEITA PELOS SEUS IRMÃOS.AS NOSSAS ALFÂNDEGAS QUE NÃO VISTORIEM BEM TUDO O QUE VEM DA AMÉRICA LATINA E DE ÁFRICA QUE QUALQUER DIA SOMOS CORRIDOS DA EUROPA POR SERMOS UM PAÍS DE NARCO TRAFICANTES.
EUROPA QUE DEVERIA PAGAR PARA QUE SE MELHORASSEM OS MEIOS E OS CUSTOS DESSA DEFESA.
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QUANTO FALTARÁ PARA ISTO FICAR INGOVERNÁVEL?
Saturday, November 1, 2008
SÃO AS GARANTIAS TOTAIS E A AFRICANIZAÇÃO...
Opinião
Um país a saque e um Governo que se contradiz
Por Paulo Pinto de Albuquerque
Os Portugueses estão chocados com a situação de insegurança no país. O balanço é catastrófico e a catástrofe não se mede apenas nos milhões de euros roubados, com prejuízos astronómicos para empresas e cidadãos
A catástrofe mede-se, sobretudo, nas vidas ceifadas de maneira gratuita e no sentimento de impunidade reinante, que tem um efeito multiplicador junto dos criminosos que já cá estão e um efeito atractivo de criminosos estrangeiros.
Esta situação de descalabro tem causas directas. Por um lado, o Governo pôs na rua centenas de reclusos com a revisão do Código Penal e do Código de Processo Penal, ao mesmo tempo que procedia a uma sangria dos funcionários da reinserção social, no âmbito do PRACE.
Por outro lado, o Governo aprovou uma lei de armas cujo efeito preventivo é inexistente e cujo efeito repressivo é laxista, sobretudo ao nível da cassação de licenças. Acresce a isto uma lei de política criminal morta, sem sintonia com as necessidades do país e as estratégias dos nossos parceiros europeus. O resultado conjugado destas opções políticas está à vista.
O Governo reagiu, finalmente, à situação de insegurança e pretendeu fazê-lo sem mexer nas leis de revisão do CP e do CPP de Agosto de 2007 e nas orientações de política criminal. Foi anunciado pelo Governo que a lei das armas vai ser revista no sentido de permitir a prisão preventiva em todos os casos em que o agente do crime use uma arma durante a prática do crime.
O Governo não disse que tipos de armas serão incluídos. As armas brancas, os aerossóis de defesa e as armas eléctricas estão também incluídos? Por outro lado, não excluiu nenhum tipo de crime, o que levará a que crimes como uma simples ameaça ou uma violação de domicílio cometidos com um aerossol darão lugar a prisão preventiva. Ou seja, a prisão preventiva poderá ser aplicada a crimes puníveis com pena inferior a 5 anos e mesmo a 3 anos de prisão.
O Governo pôs centenas de presos na rua com a revisão penal e processual penal porque havia presos a mais – e agora prepara-se para abrir as portas das prisões para lá meter o maior número possível das pessoas que pôs na rua e mais outras que não poderiam ser sequer presas à luz da lei anterior a Agosto de 2007. Esta é uma modificação profundíssima do regime de prisão preventiva, que contraria as opções do próprio Governo feitas no CPP.
Mas esta não é a única contradição. Este Governo proibiu a prisão preventiva nos crimes de furto mais frequentes, como o furto com introdução em casa alheia ou de furto como modo de vida. Este Governo acabou com o recurso das decisões sobre prisão preventiva quando elas sejam favoráveis ao recluso, proibindo o MP de recorrer do despacho de soltura. Este Governo esqueceu as vítimas de crimes e acantonou o MP, impedindo-o de reagir com eficácia à criminalidade grave.
A insegurança não é uma fatalidade. O crime não é uma fatalidade. Portugal precisa de uma outra política de segurança, que saiba atacar eficazmente a criminalidade, respeitando o padrão europeu dos direitos das vítimas e dos arguidos.
Paulo Pinto de Albuquerque
Professor da Faculdade de Direito da Universidade Católica
Um país a saque e um Governo que se contradiz
Por Paulo Pinto de Albuquerque
Os Portugueses estão chocados com a situação de insegurança no país. O balanço é catastrófico e a catástrofe não se mede apenas nos milhões de euros roubados, com prejuízos astronómicos para empresas e cidadãos
A catástrofe mede-se, sobretudo, nas vidas ceifadas de maneira gratuita e no sentimento de impunidade reinante, que tem um efeito multiplicador junto dos criminosos que já cá estão e um efeito atractivo de criminosos estrangeiros.
Esta situação de descalabro tem causas directas. Por um lado, o Governo pôs na rua centenas de reclusos com a revisão do Código Penal e do Código de Processo Penal, ao mesmo tempo que procedia a uma sangria dos funcionários da reinserção social, no âmbito do PRACE.
Por outro lado, o Governo aprovou uma lei de armas cujo efeito preventivo é inexistente e cujo efeito repressivo é laxista, sobretudo ao nível da cassação de licenças. Acresce a isto uma lei de política criminal morta, sem sintonia com as necessidades do país e as estratégias dos nossos parceiros europeus. O resultado conjugado destas opções políticas está à vista.
O Governo reagiu, finalmente, à situação de insegurança e pretendeu fazê-lo sem mexer nas leis de revisão do CP e do CPP de Agosto de 2007 e nas orientações de política criminal. Foi anunciado pelo Governo que a lei das armas vai ser revista no sentido de permitir a prisão preventiva em todos os casos em que o agente do crime use uma arma durante a prática do crime.
O Governo não disse que tipos de armas serão incluídos. As armas brancas, os aerossóis de defesa e as armas eléctricas estão também incluídos? Por outro lado, não excluiu nenhum tipo de crime, o que levará a que crimes como uma simples ameaça ou uma violação de domicílio cometidos com um aerossol darão lugar a prisão preventiva. Ou seja, a prisão preventiva poderá ser aplicada a crimes puníveis com pena inferior a 5 anos e mesmo a 3 anos de prisão.
O Governo pôs centenas de presos na rua com a revisão penal e processual penal porque havia presos a mais – e agora prepara-se para abrir as portas das prisões para lá meter o maior número possível das pessoas que pôs na rua e mais outras que não poderiam ser sequer presas à luz da lei anterior a Agosto de 2007. Esta é uma modificação profundíssima do regime de prisão preventiva, que contraria as opções do próprio Governo feitas no CPP.
Mas esta não é a única contradição. Este Governo proibiu a prisão preventiva nos crimes de furto mais frequentes, como o furto com introdução em casa alheia ou de furto como modo de vida. Este Governo acabou com o recurso das decisões sobre prisão preventiva quando elas sejam favoráveis ao recluso, proibindo o MP de recorrer do despacho de soltura. Este Governo esqueceu as vítimas de crimes e acantonou o MP, impedindo-o de reagir com eficácia à criminalidade grave.
A insegurança não é uma fatalidade. O crime não é uma fatalidade. Portugal precisa de uma outra política de segurança, que saiba atacar eficazmente a criminalidade, respeitando o padrão europeu dos direitos das vítimas e dos arguidos.
Paulo Pinto de Albuquerque
Professor da Faculdade de Direito da Universidade Católica
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