Tuesday, May 8, 2007
ÉTICA REPUBLICANA TIPO SICILIANO
Pedro Santana Lopes foi escolhido pelo presidente da Câmara de Vila Real de Santo António, o social-democrata Luís Gomes, para dar quatro pareceres jurídicos à autarquia, numa prestação de serviços avaliada em quase 37 mil euros, dos quais 17 mil terão sido pagos no final de Março.
A ÁFRICA EM PORTUGAL
Portugal
2007-05-08 - 00:00:00
Detido em Lisboa
Carta guineense rejeitada
Pedro Catarino
Apesar dos acordos mesmo cidadãos angolanos são inibidos de conduzir
O antigo genro do ex-presidente de Guiné-Bissau. Kumba Ialá, foi detido em Lisboa no passado sábado por conduzir em Portugal com carta de condução guineense. As autoridades daquele país deverão emitir hoje um parecer oficial. Prossegue assim a ‘guerra das cartas’, iniciada após a detenção por igual motivo do futebolista Pedro Mantorras.
“Estava parado quando o meu telemóvel tocou e eu só atendi para dizer que não podia falar. Fui abordado pela polícia. Disseram que a minha carta não era válida em Portugal”, disse ao CM Serge Espoir Matomba, nascido nos Camarões, mas com carta da Guiné-Bissau, país onde passou grande parte da sua vida.
Serge Matomba é actualmente casado com uma guineense filha de um português e possui autorização de residência permanente em Portugal. No entanto, todos estes argumentos não foram suficientes para evitar que fosse tornado arguido e de se apresentar a tribunal.
AINDA ONTEM OUVI O PORTAS, AQUELE DO BE, A DIZER NÃO GOSTAR DA PALAVRA "ILEGAL" O QUE TRADUZINDO À LETRA QUER DIZER QUE TODO O IMIGRANTE TEM QUE SER ACEITE E COM O DEVIDO RESPEITO PELOS DIREITOS HUMANOS POIS CLARO QUE QUER DIZER CASINHA , RENDIMENTOS ,CIDADANIA POR CONTA DE QUEM?
TEMOS QUE SER CLAROS.OS EX-PALOP´S PORTUGUESES LEGÍTIMOS OU VIERAM COM AS INDEPENDÊNCIAS OU FORAM EM MUITOS CASOS ASSASSINADOS POR ESTES QUE AGORA ANDAM JÁ POR AÍ A FAZEREM-SE DE OVELHINHAS BRANCAS.E A QUEREREM MAMAR DUMA VAQUINHA QUE NÃO PODE SER A SUA.
ESTE REGIME FORMADO POR ALGUMAS PESSOAS SEM VERGONHA QUE CONTRIBUIRAM PARA O DESCALABRO E AS INDEPENDÊNCIAS SEM NENHUMAS GARANTIAS PARA OS PORTUGUESES ESTÃO MAIS UMA A VEZ A PACTUAR NUM SEGUNDO ROUBO AOS CONTRIBUINTES PORTUGUESES, AGORA PARA ALIMENTAR QUEM NOS CORREU...
ALTOS DIRIGENTES DOS PALOP´S OU OS SEUS FILHOS A VIVEREM POR NOSSA CONTA É VULGAR MAS QUAIS AS CONTRAPARTIDAS PARA PORTUGUESES NOS SEUS TERRITÓRIOS?
ESTE CONTINUO ABAIXAR DE CALÇAS TEM QUE ACABAR.NÃO LUCRAMOS NADA COM ISSO E SÓ NOS PREJUDICA.
TUDO TEM QUE SER DADO NUMA BASE DE RECIPROCIDADE SEM A QUAL DEVE SER IMPLEMENTADO O DITADO "AMIGOS AMIGOS NEGÓCIOS À PARTE"
ESSE MITO DE SE PRECISAR DOS PALOP´S TEM QUE SER DEVIDAMENTE ESCLARECIDO COM NÚMEROS.POIS SE NÓS ACTUALMENTE NADA PRODUZIMOS PARA EXPORTAÇÃO QUAIS OS LUCROS OU PREJUIZOS QUE PODEMOS TER?
LEGALIZAR QUEM NOS LEGALIZA, DAR NACIONALIDADE A QUEM NOS DÁ NACIONALIDADE E NAS MESMAS CIRCUNSTÂCIAS.EXTRADIÇÃO GARANTIDA.O DIREITO A FUNCIONAR ESTÃO A VER? COISA QUE NÃO ACONTECE...
2007-05-08 - 00:00:00
Detido em Lisboa
Carta guineense rejeitada
Pedro Catarino
Apesar dos acordos mesmo cidadãos angolanos são inibidos de conduzir
O antigo genro do ex-presidente de Guiné-Bissau. Kumba Ialá, foi detido em Lisboa no passado sábado por conduzir em Portugal com carta de condução guineense. As autoridades daquele país deverão emitir hoje um parecer oficial. Prossegue assim a ‘guerra das cartas’, iniciada após a detenção por igual motivo do futebolista Pedro Mantorras.
“Estava parado quando o meu telemóvel tocou e eu só atendi para dizer que não podia falar. Fui abordado pela polícia. Disseram que a minha carta não era válida em Portugal”, disse ao CM Serge Espoir Matomba, nascido nos Camarões, mas com carta da Guiné-Bissau, país onde passou grande parte da sua vida.
Serge Matomba é actualmente casado com uma guineense filha de um português e possui autorização de residência permanente em Portugal. No entanto, todos estes argumentos não foram suficientes para evitar que fosse tornado arguido e de se apresentar a tribunal.
AINDA ONTEM OUVI O PORTAS, AQUELE DO BE, A DIZER NÃO GOSTAR DA PALAVRA "ILEGAL" O QUE TRADUZINDO À LETRA QUER DIZER QUE TODO O IMIGRANTE TEM QUE SER ACEITE E COM O DEVIDO RESPEITO PELOS DIREITOS HUMANOS POIS CLARO QUE QUER DIZER CASINHA , RENDIMENTOS ,CIDADANIA POR CONTA DE QUEM?
TEMOS QUE SER CLAROS.OS EX-PALOP´S PORTUGUESES LEGÍTIMOS OU VIERAM COM AS INDEPENDÊNCIAS OU FORAM EM MUITOS CASOS ASSASSINADOS POR ESTES QUE AGORA ANDAM JÁ POR AÍ A FAZEREM-SE DE OVELHINHAS BRANCAS.E A QUEREREM MAMAR DUMA VAQUINHA QUE NÃO PODE SER A SUA.
ESTE REGIME FORMADO POR ALGUMAS PESSOAS SEM VERGONHA QUE CONTRIBUIRAM PARA O DESCALABRO E AS INDEPENDÊNCIAS SEM NENHUMAS GARANTIAS PARA OS PORTUGUESES ESTÃO MAIS UMA A VEZ A PACTUAR NUM SEGUNDO ROUBO AOS CONTRIBUINTES PORTUGUESES, AGORA PARA ALIMENTAR QUEM NOS CORREU...
ALTOS DIRIGENTES DOS PALOP´S OU OS SEUS FILHOS A VIVEREM POR NOSSA CONTA É VULGAR MAS QUAIS AS CONTRAPARTIDAS PARA PORTUGUESES NOS SEUS TERRITÓRIOS?
ESTE CONTINUO ABAIXAR DE CALÇAS TEM QUE ACABAR.NÃO LUCRAMOS NADA COM ISSO E SÓ NOS PREJUDICA.
TUDO TEM QUE SER DADO NUMA BASE DE RECIPROCIDADE SEM A QUAL DEVE SER IMPLEMENTADO O DITADO "AMIGOS AMIGOS NEGÓCIOS À PARTE"
ESSE MITO DE SE PRECISAR DOS PALOP´S TEM QUE SER DEVIDAMENTE ESCLARECIDO COM NÚMEROS.POIS SE NÓS ACTUALMENTE NADA PRODUZIMOS PARA EXPORTAÇÃO QUAIS OS LUCROS OU PREJUIZOS QUE PODEMOS TER?
LEGALIZAR QUEM NOS LEGALIZA, DAR NACIONALIDADE A QUEM NOS DÁ NACIONALIDADE E NAS MESMAS CIRCUNSTÂCIAS.EXTRADIÇÃO GARANTIDA.O DIREITO A FUNCIONAR ESTÃO A VER? COISA QUE NÃO ACONTECE...
Monday, May 7, 2007
OS AMIGOS DO ALTO COMISSÁRIO
Um homem de 22 anos, guineense, foi detido ontem de madrugada pela GNR, em Vilamoura, por tentativa de homicídio de um turista inglês de 34 anos. O suspeito atacou a vítima na cabeça com uma pedra, repetidas vezes, deixando-a inconsciente.
SÓ FALTAVA TER A NACIONALIDADE PORTUGUESA PARA QUE SEJA MAIS UM A VIVER POR CONTA DOS PORTUGAS COMO MUITOS MILHARES QUE POR AÍ ANDAM
SÓ FALTAVA TER A NACIONALIDADE PORTUGUESA PARA QUE SEJA MAIS UM A VIVER POR CONTA DOS PORTUGAS COMO MUITOS MILHARES QUE POR AÍ ANDAM
Sunday, May 6, 2007
A QUALIDADE DOS QUE NOS "SERVEM", SERVINDO-SE...
Por detrás de Carmona Rodrigues, ao lado, em cima, a aplaudir às claras, a conspirar às escuras, a conspirar às claras, a mover-se quer como um polvo, quer como aqueles pombos que vinham nos livros antigos de zoologia, um a que tinham tirado o cérebro e ficava firme e hirto, outro a quem tinham tirado o cerebelo e ficava ali pousado na sua própria gravidade, está uma entidade pouco visível em todo este processo. Na sua declaração, Carmona Rodrigues referiu-se-lhe de passagem sem a nomear. Esta terceira entidade na crise lisboeta, não sendo decisiva em nada de importante como seja ganhar eleições, é fundamental nas peripécias. Ora peripécias é o nome do processo de Lisboa a partir de agora. Esta entidade é o aparelho político do PSD em Lisboa, a distrital de Lisboa.
Duas prevenções são necessárias. Uma é que a distrital de que falo está muito para além da sua actual presidente, e pouco tem a ver com ela, já lá estava antes, estará lá depois. Os presidentes passam, mas os mesmos homens e mulheres lá ficam agarrados aos seus pequenos e pequeníssimos poderes, nas secções, uns na oposição, outros controlando secções onde funcionam como caciques há longos anos. Todos têm um longo historial de conflitos, agudíssimos pela proximidade, uns contra os outros, aliando-se e zangando-se conforme as conveniências, arregimentando-se atrás da "situação" (a distrital e o seu presidente, ou os autarcas em funções), ou combatendo-a sem descanso. São várias centenas de pessoas, do PSD, da JSD e dos TSD, que "militam" no preciso termo da palavra, mantêm as estruturas a funcionar, reúnem-se, discutem, organizam umas sessões, mas, acima de tudo, prosseguem uma actividade de marcação de território, de conquista ou minagem.
A segunda prevenção é que tudo o que eu digo sobre a distrital de Lisboa é aplicável ipsis verbis à estrutura idêntica do PS na capital. Os dois partidos funcionam da mesma maneira e têm um "pessoal" político que parece tirado a papel químico. E a questão está muito para além de ser do PSD ou do PS. Tem a ver com a degradação acentuada dos aparelhos partidários em Portugal. Revelam-se na sua actuação não só velhas tendências diagnosticadas há muito na "oligarquização" dos partidos, mas também as fragilidades do tecido político nacional e a crise dos partidos dentro da crise mais geral das mediações nas sociedades que caminham da democracia para a demagogia.
Eu conheço bem esta realidade porque fui presidente da distrital de Lisboa, onde ganhei duas eleições (uma das quais as primeiras directas no PSD) e perdi vergonhosamente uma. Foi a minha experiência política mais desastrosa, mais desgastante, menos rewarding, mas foi aquela em que aprendi mais e, num certo sentido, uma das mais interessantes para perceber muita coisa que se passa no PSD, e o próprio PSD e o PS. Prometo a mim próprio há muitos anos escrever uma memória destes tempos, mas talvez ainda seja cedo ou tarde de mais, até porque os nomes circulantes continuam por aí, e continuarão até morrer porque esse é o seu modo de vida. Já estiveram comigo, com os meus opositores, com os opositores dos meus opositores, com os amigos e com os inimigos, mas estão lá, que é o que interessa. Muitos deles são instrumentais na crise de Lisboa, uns a favor de Carmona, outros de Marques Mendes, outros virulentamente contra os dois, ou só contra um deles. Farão tudo para se defender e aos seus lugares, e farão tudo para varrer os outros dos lugares. É a lei da selva mais dura que para aí anda, com um grau de produção de "inimigos íntimos" sem dimensão fora da política, mas "eles" são a distrital de Lisboa e não há outra.
Tiro já da equação factores que têm hoje um pequeno papel em todo este processo. Um é a componente ideológica e partidária, a adesão a um corpo de ideias e políticas, uma obrigação de intervenção cívica, que nos primeiros anos do PSD era um motivador das suas "bases" e que agora é apenas uma sobrevivência inútil. As listas nas secções e na JSD não têm qualquer lastro ideológico e político e são quase inteiramente "posicionais": contra este ou aquele, de "oposição ao líder", ou ao seu serviço, a favor deste ou daquele grupo, deste ou daquele interesse. O essencial é constituir sindicatos de votos que ou são livres de se deslocarem ao serviço dos seus donos, ou são emanações de outros grupos e de outras pessoas, de cujo sucesso político ficam dependentes, como é o caso dos "santanistas".
As velhas classificações, como a de "sá carneirista", são hoje meramente instrumentais e usam-se cada vez menos. Um dos grandes "sá carneiristas" que conheci numa secção dos subúrbios de Lisboa mal verificou que não seria recandidato a uma vereação, depois de fazer tudo, e foi mesmo tudo, para conseguir manter o lugar, acabou depois por procurar o PRD, o PSN e por fim o PDC, partidos que existiam apenas nominalmente, para conseguir candidatar-se contra o PSD. Existe ainda a "camisola", uma identidade laranja forte, principalmente nos mais velhos, mas é uma atitude póstuma nas cidades, embora ainda haja pelo país fora sobrevivências desta antiga cultura de partido, feita da resistência nos anos difíceis dos anos 70 e 80, ela está em extinção.
O segundo factor é a ilusão de que haja qualquer ética de serviço público, qualquer vontade cívica, qualquer projecto que não esteja ao serviço de objectivos que são para eles "profissionais" no sentido pleno, para si ou para os seus familiares e amigos. Ninguém quer verdadeiramente ganhar nada, mas querem manter o statu quo e esse statu quo é medido pelo número de lugares de que dispõe um grupo ou uma secção e a sua categoria (a resistência do aparelho do PS a eleições em Lisboa é da mesma natureza). Esses lugares são aqueles que aparecem nas estatísticas da oposição como as dezenas e centenas de militantes do PSD e da JSD (lembro, no PS é a mesma coisa) que entraram para este ou aquele departamento da Câmara de Lisboa, esta ou aquela empresa municipalizada, gabinete da vereação ou serviço municipal.
Há os fiéis de Santana que Carmona afastou e que são violentamente anti-Marques Mendes, há os fiéis de Paula Teixeira da Cruz herdados de António Preto, que são pró-Marques Mendes, há os opositores a Paula Teixeira da Cruz e ligados a Helena Lopes da Costa, secretária-geral proposta por Luís Filipe Menezes, há os que se colaram a Carmona e ao seu poder autárquico e que sabem que, se este cair, caem com ele para o ajuste de contas dos seus adversários, lugar a lugar, secção a secção, há os "companheiros" do vereador A ou B, o seu grupo de apoiantes a quem atribuiu lugares na estrutura da câmara e que sabem que tão cedo não voltam, há uma miríade de interesses instalados que resistirão manu militari. Não me admira pois que mandem o partido às malvas e queiram desesperadamente lá ficar, a não ser que percebam que a sua atitude é inútil.
Face a eles não adianta perguntar qual o poder de Carmona, Paula Teixeira da Cruz ou Marques Mendes, porque a resposta é quase nenhum. Terão, talvez, algum poder em 2008, mas todos os seus adversários trabalham afincadamente para que não estejam lá em 2008 a fazer as listas para 2009. Há uma frase atribuída a Jaime Gama sobre os jornalistas, que dizia que "ou se tinha poder para os despedir ou dinheiro para os comprar". Infelizmente para todos, a situação nos partidos não é muito diferente e ninguém tem nem uma coisa nem outra.
( Público de 5 de Maio de 2007)
10:14 (JPP)
Duas prevenções são necessárias. Uma é que a distrital de que falo está muito para além da sua actual presidente, e pouco tem a ver com ela, já lá estava antes, estará lá depois. Os presidentes passam, mas os mesmos homens e mulheres lá ficam agarrados aos seus pequenos e pequeníssimos poderes, nas secções, uns na oposição, outros controlando secções onde funcionam como caciques há longos anos. Todos têm um longo historial de conflitos, agudíssimos pela proximidade, uns contra os outros, aliando-se e zangando-se conforme as conveniências, arregimentando-se atrás da "situação" (a distrital e o seu presidente, ou os autarcas em funções), ou combatendo-a sem descanso. São várias centenas de pessoas, do PSD, da JSD e dos TSD, que "militam" no preciso termo da palavra, mantêm as estruturas a funcionar, reúnem-se, discutem, organizam umas sessões, mas, acima de tudo, prosseguem uma actividade de marcação de território, de conquista ou minagem.
A segunda prevenção é que tudo o que eu digo sobre a distrital de Lisboa é aplicável ipsis verbis à estrutura idêntica do PS na capital. Os dois partidos funcionam da mesma maneira e têm um "pessoal" político que parece tirado a papel químico. E a questão está muito para além de ser do PSD ou do PS. Tem a ver com a degradação acentuada dos aparelhos partidários em Portugal. Revelam-se na sua actuação não só velhas tendências diagnosticadas há muito na "oligarquização" dos partidos, mas também as fragilidades do tecido político nacional e a crise dos partidos dentro da crise mais geral das mediações nas sociedades que caminham da democracia para a demagogia.
Eu conheço bem esta realidade porque fui presidente da distrital de Lisboa, onde ganhei duas eleições (uma das quais as primeiras directas no PSD) e perdi vergonhosamente uma. Foi a minha experiência política mais desastrosa, mais desgastante, menos rewarding, mas foi aquela em que aprendi mais e, num certo sentido, uma das mais interessantes para perceber muita coisa que se passa no PSD, e o próprio PSD e o PS. Prometo a mim próprio há muitos anos escrever uma memória destes tempos, mas talvez ainda seja cedo ou tarde de mais, até porque os nomes circulantes continuam por aí, e continuarão até morrer porque esse é o seu modo de vida. Já estiveram comigo, com os meus opositores, com os opositores dos meus opositores, com os amigos e com os inimigos, mas estão lá, que é o que interessa. Muitos deles são instrumentais na crise de Lisboa, uns a favor de Carmona, outros de Marques Mendes, outros virulentamente contra os dois, ou só contra um deles. Farão tudo para se defender e aos seus lugares, e farão tudo para varrer os outros dos lugares. É a lei da selva mais dura que para aí anda, com um grau de produção de "inimigos íntimos" sem dimensão fora da política, mas "eles" são a distrital de Lisboa e não há outra.
Tiro já da equação factores que têm hoje um pequeno papel em todo este processo. Um é a componente ideológica e partidária, a adesão a um corpo de ideias e políticas, uma obrigação de intervenção cívica, que nos primeiros anos do PSD era um motivador das suas "bases" e que agora é apenas uma sobrevivência inútil. As listas nas secções e na JSD não têm qualquer lastro ideológico e político e são quase inteiramente "posicionais": contra este ou aquele, de "oposição ao líder", ou ao seu serviço, a favor deste ou daquele grupo, deste ou daquele interesse. O essencial é constituir sindicatos de votos que ou são livres de se deslocarem ao serviço dos seus donos, ou são emanações de outros grupos e de outras pessoas, de cujo sucesso político ficam dependentes, como é o caso dos "santanistas".
As velhas classificações, como a de "sá carneirista", são hoje meramente instrumentais e usam-se cada vez menos. Um dos grandes "sá carneiristas" que conheci numa secção dos subúrbios de Lisboa mal verificou que não seria recandidato a uma vereação, depois de fazer tudo, e foi mesmo tudo, para conseguir manter o lugar, acabou depois por procurar o PRD, o PSN e por fim o PDC, partidos que existiam apenas nominalmente, para conseguir candidatar-se contra o PSD. Existe ainda a "camisola", uma identidade laranja forte, principalmente nos mais velhos, mas é uma atitude póstuma nas cidades, embora ainda haja pelo país fora sobrevivências desta antiga cultura de partido, feita da resistência nos anos difíceis dos anos 70 e 80, ela está em extinção.
O segundo factor é a ilusão de que haja qualquer ética de serviço público, qualquer vontade cívica, qualquer projecto que não esteja ao serviço de objectivos que são para eles "profissionais" no sentido pleno, para si ou para os seus familiares e amigos. Ninguém quer verdadeiramente ganhar nada, mas querem manter o statu quo e esse statu quo é medido pelo número de lugares de que dispõe um grupo ou uma secção e a sua categoria (a resistência do aparelho do PS a eleições em Lisboa é da mesma natureza). Esses lugares são aqueles que aparecem nas estatísticas da oposição como as dezenas e centenas de militantes do PSD e da JSD (lembro, no PS é a mesma coisa) que entraram para este ou aquele departamento da Câmara de Lisboa, esta ou aquela empresa municipalizada, gabinete da vereação ou serviço municipal.
Há os fiéis de Santana que Carmona afastou e que são violentamente anti-Marques Mendes, há os fiéis de Paula Teixeira da Cruz herdados de António Preto, que são pró-Marques Mendes, há os opositores a Paula Teixeira da Cruz e ligados a Helena Lopes da Costa, secretária-geral proposta por Luís Filipe Menezes, há os que se colaram a Carmona e ao seu poder autárquico e que sabem que, se este cair, caem com ele para o ajuste de contas dos seus adversários, lugar a lugar, secção a secção, há os "companheiros" do vereador A ou B, o seu grupo de apoiantes a quem atribuiu lugares na estrutura da câmara e que sabem que tão cedo não voltam, há uma miríade de interesses instalados que resistirão manu militari. Não me admira pois que mandem o partido às malvas e queiram desesperadamente lá ficar, a não ser que percebam que a sua atitude é inútil.
Face a eles não adianta perguntar qual o poder de Carmona, Paula Teixeira da Cruz ou Marques Mendes, porque a resposta é quase nenhum. Terão, talvez, algum poder em 2008, mas todos os seus adversários trabalham afincadamente para que não estejam lá em 2008 a fazer as listas para 2009. Há uma frase atribuída a Jaime Gama sobre os jornalistas, que dizia que "ou se tinha poder para os despedir ou dinheiro para os comprar". Infelizmente para todos, a situação nos partidos não é muito diferente e ninguém tem nem uma coisa nem outra.
( Público de 5 de Maio de 2007)
10:14 (JPP)
AOS PORTUGUESES DA VENEZUELA
Eu se aí vivesse só tratava de preparar a saída pois que tudo leva a admitir que a vossa situação, com esse demagogo esquerdista-populista a mandar do quartel, só pode continuar a piorar.Vender propriedades, transformar o investimento em ouro , jóias e moedas fortes, viver com base no arrendamento.Ter uma base finaçeira no exterior.Exigir medidas por parte do nosso governo que vos salvaguarde.Se andam a receber tão bem estarngeiros não podem abandonar os nossos nacionais não é?Mas nós sabemos que quem não tem força a diplomacia é escarrar para o ar...
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QUAL DEFESA DOS INTERESSES DOS PORTUGUESES?
A MADEIRA É UM JARDIM
O Alberto João vai mais uma vez ganhar, se calhar com mais votos do que na última vez.Tem vivido e bem ele e os madeirenses em virtude da falta de vergonha destes políticos democráticos que nem sequer sabem dividir bem os impostos que rapinam aos poucos que pagam, menos de 50% como se sabe.
Não existe de facto um portugal uno e indivisível.Existem regioões que fazem chantagem que tem compensado e muito os madeirenses e por isso é que eles elegem quem elegem.
As autonomias são uma vergonha em desperdicio, em nepotismo, em número de eleitos.
Já escrevi que se anda a pagar tanto para se fazer um PALOP na ásia podiam muito bem existir mais 2 PALOP´s aqui mesmo à porta.Desde que se acabasse a mama e de vez.Como não acontece com os outros palop´s onde os custos inexplicavelmente continuam, apesar de serem independente há 33 anos...
Reparo finalmemte que contra politicos nunca existe nada na lei que os prejudique contrariamente a qualquer outra actividade de cidadania onde tudo está sempre previsto nem que se recorram a leis monárquicas...
Tudo isso acontece porque de facto estamos estregues a dirigentes lumpen, tipo mafioso, sem qualquer tipo de vergonha.Mentirosos, pouco nacionalistas, sem carácter, tratam unicamente das suas rendas como dizem os brasileiros.Estamos muito mal entregues...
Não existe de facto um portugal uno e indivisível.Existem regioões que fazem chantagem que tem compensado e muito os madeirenses e por isso é que eles elegem quem elegem.
As autonomias são uma vergonha em desperdicio, em nepotismo, em número de eleitos.
Já escrevi que se anda a pagar tanto para se fazer um PALOP na ásia podiam muito bem existir mais 2 PALOP´s aqui mesmo à porta.Desde que se acabasse a mama e de vez.Como não acontece com os outros palop´s onde os custos inexplicavelmente continuam, apesar de serem independente há 33 anos...
Reparo finalmemte que contra politicos nunca existe nada na lei que os prejudique contrariamente a qualquer outra actividade de cidadania onde tudo está sempre previsto nem que se recorram a leis monárquicas...
Tudo isso acontece porque de facto estamos estregues a dirigentes lumpen, tipo mafioso, sem qualquer tipo de vergonha.Mentirosos, pouco nacionalistas, sem carácter, tratam unicamente das suas rendas como dizem os brasileiros.Estamos muito mal entregues...
PSEUDO LIBERAIS
As religiões laicas
Se retirarmos o problema de Deus, o modelo religioso é frequentemente encontrado na política e em muitos outros campos.
Vítor Bento
Já aqui citei a frase de Alfred Marshall, destacado economista do final do século XIX, segundo a qual “… as duas grandes acções formadoras da história mundial têm sido a religiosa e a económica”. Procurei então contrariar o infundado desprezo que os “intelectuais” geralmente votam à Economia. Volto hoje à mesma frase para recordar que a Religião tem, na vida social, uma importância muito superior à que geralmente lhe é reconhecida, mormente para aqueles que a invectivam.
Uma religião compreende uma “cosmovisão”, escorada num conjunto de verdades aceites pela fé e dogmatizadas por uma teologia doutrinária desenvolvida a partir de um texto sagrado (que pode ser um complexo de livros vários), a que se associa um conjunto de símbolos e rituais. Essa “cosmovisão” religiosa assenta, normalmente, na promessa de um paraíso para além desta vida, a que se contrapõe o mundo onde vivemos, manchado pela imperfeição dos homens, que deve ser combatida.
Com a fé a preceder a razão e distinguindo fiéis e infiéis, como os que estão dentro ou fora da verdade doutrinariamente estabelecida, a organização religiosa preocupa-se sobretudo em preservar a ortodoxia doutrinária, usando a autoridade ao seu alcance para reprimir heresias que procurem explorar as margens da verdade ortodoxa.
Se retirarmos o problema de Deus, o modelo religioso é frequentemente encontrado na política e em muitos outros campos, nomeadamente em quadrantes ostensivamente adversos às ideias religiosas. No campo da política há vários exemplos, com maior ou menor identificação de ingredientes do modelo.
O exemplo mais fácil de identificar é o do marxismo-leninismo, onde se encontram todos os ingredientes: os textos sagrados (a começar por “Das Kapital”), os profetas (Marx, Engels e Lenine, entre outros), a escatologia (com a promessa de uma sociedade perfeita, a comunista, que ninguém viu em vida, e a que se contrapõe o imperfeito mundo onde vivemos, incluindo as experiências do chamado “socialismo real”), os rituais (comícios e manifestações), a ortodoxia (partidos comunistas ‘mainstream’), as heresias (grupos da extrema-esquerda que se reclamam da pureza da matriz) e a enorme fé (apelidada de esperança) que liga tudo isto. E a que não escapa sequer o culto dos santos, como testemunham ainda hoje as permanentes romarias aos túmulos Lenine e Mao.
Mas com “cosmovisões” mais restritas e mais terrenas, o modelo religioso – com fiéis e infiéis, com cerrada ortodoxia contra as heresias, tudo envolvido numa grande fé (que os fiéis tomam por razão que os outros não entendem e esgrimida em indiscutíveis argumentos de autoridade) – está presente em quase tudo à nossa volta.
Dois exemplos recentes. Segundo relata a imprensa, um conflito opõe a Ordem dos Advogados a uma advogada que pretende abrir escritórios nos centros comerciais. A Ordem sustenta a sua oposição no argumento de não querer “mercantilizar” a profissão. Não adianta recorrer à Razão para explicar que o que a profissão faz, trocando serviços por dinheiro, sempre foi “mercantilizado”, porque a Fé do convento leva a acreditar que não, que se trata apenas de uma espécie de “sacerdócio remunerado”. A advogada surge, pois, como herética que desafia a ortodoxia estabelecida e esta reage como todas as ortodoxias: com a autoridade ao seu alcance.
Outro exemplo é retirado de um blog auto-qualificado de liberal, situado no quadrante político convencionalmente de direita e com uma designação inspirada no léxico religioso, mas sugestiva de oposição à ideia religiosa. Há meia dúzia de meses foi ali convidado a escrever aquele que há década e meia era considerado o “primaz” libertário. Escolhendo, provocadoramente, abordar temas fracturantes para a ortodoxia do politicamente correcto, rapidamente assustou os guardiões do templo, acabando “excomungado”. Raramente as suas ideias foram racionalmente confrontadas, mas foram frequentemente invectivadas como heréticas. Como curiosidade, de entre os guardiões do templo, o mais assanhado “argumentador religioso” contra o herege foi o que mais militantemente se assume como anti-religioso e anti-clerical.
Este exemplo não teria relevância de maior e não passaria de mera trivialidade se não servisse para mostrar que a principal religião laica da actualidade, com devastadores efeitos na liberdade de pensamento e de expressão, é precisamente a do politicamente correcto.
____
Se retirarmos o problema de Deus, o modelo religioso é frequentemente encontrado na política e em muitos outros campos.
Vítor Bento
Já aqui citei a frase de Alfred Marshall, destacado economista do final do século XIX, segundo a qual “… as duas grandes acções formadoras da história mundial têm sido a religiosa e a económica”. Procurei então contrariar o infundado desprezo que os “intelectuais” geralmente votam à Economia. Volto hoje à mesma frase para recordar que a Religião tem, na vida social, uma importância muito superior à que geralmente lhe é reconhecida, mormente para aqueles que a invectivam.
Uma religião compreende uma “cosmovisão”, escorada num conjunto de verdades aceites pela fé e dogmatizadas por uma teologia doutrinária desenvolvida a partir de um texto sagrado (que pode ser um complexo de livros vários), a que se associa um conjunto de símbolos e rituais. Essa “cosmovisão” religiosa assenta, normalmente, na promessa de um paraíso para além desta vida, a que se contrapõe o mundo onde vivemos, manchado pela imperfeição dos homens, que deve ser combatida.
Com a fé a preceder a razão e distinguindo fiéis e infiéis, como os que estão dentro ou fora da verdade doutrinariamente estabelecida, a organização religiosa preocupa-se sobretudo em preservar a ortodoxia doutrinária, usando a autoridade ao seu alcance para reprimir heresias que procurem explorar as margens da verdade ortodoxa.
Se retirarmos o problema de Deus, o modelo religioso é frequentemente encontrado na política e em muitos outros campos, nomeadamente em quadrantes ostensivamente adversos às ideias religiosas. No campo da política há vários exemplos, com maior ou menor identificação de ingredientes do modelo.
O exemplo mais fácil de identificar é o do marxismo-leninismo, onde se encontram todos os ingredientes: os textos sagrados (a começar por “Das Kapital”), os profetas (Marx, Engels e Lenine, entre outros), a escatologia (com a promessa de uma sociedade perfeita, a comunista, que ninguém viu em vida, e a que se contrapõe o imperfeito mundo onde vivemos, incluindo as experiências do chamado “socialismo real”), os rituais (comícios e manifestações), a ortodoxia (partidos comunistas ‘mainstream’), as heresias (grupos da extrema-esquerda que se reclamam da pureza da matriz) e a enorme fé (apelidada de esperança) que liga tudo isto. E a que não escapa sequer o culto dos santos, como testemunham ainda hoje as permanentes romarias aos túmulos Lenine e Mao.
Mas com “cosmovisões” mais restritas e mais terrenas, o modelo religioso – com fiéis e infiéis, com cerrada ortodoxia contra as heresias, tudo envolvido numa grande fé (que os fiéis tomam por razão que os outros não entendem e esgrimida em indiscutíveis argumentos de autoridade) – está presente em quase tudo à nossa volta.
Dois exemplos recentes. Segundo relata a imprensa, um conflito opõe a Ordem dos Advogados a uma advogada que pretende abrir escritórios nos centros comerciais. A Ordem sustenta a sua oposição no argumento de não querer “mercantilizar” a profissão. Não adianta recorrer à Razão para explicar que o que a profissão faz, trocando serviços por dinheiro, sempre foi “mercantilizado”, porque a Fé do convento leva a acreditar que não, que se trata apenas de uma espécie de “sacerdócio remunerado”. A advogada surge, pois, como herética que desafia a ortodoxia estabelecida e esta reage como todas as ortodoxias: com a autoridade ao seu alcance.
Outro exemplo é retirado de um blog auto-qualificado de liberal, situado no quadrante político convencionalmente de direita e com uma designação inspirada no léxico religioso, mas sugestiva de oposição à ideia religiosa. Há meia dúzia de meses foi ali convidado a escrever aquele que há década e meia era considerado o “primaz” libertário. Escolhendo, provocadoramente, abordar temas fracturantes para a ortodoxia do politicamente correcto, rapidamente assustou os guardiões do templo, acabando “excomungado”. Raramente as suas ideias foram racionalmente confrontadas, mas foram frequentemente invectivadas como heréticas. Como curiosidade, de entre os guardiões do templo, o mais assanhado “argumentador religioso” contra o herege foi o que mais militantemente se assume como anti-religioso e anti-clerical.
Este exemplo não teria relevância de maior e não passaria de mera trivialidade se não servisse para mostrar que a principal religião laica da actualidade, com devastadores efeitos na liberdade de pensamento e de expressão, é precisamente a do politicamente correcto.
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