Sunday, May 17, 2026

ORA ORA POR CÁ TEMOS A GARANTIA DO MAI DE QUE IMIGRAÇÃO NADA TEMA VER COM CRIME...

Ontem, sábado, em Modena, no norte de Itália, um homem acelerou o carro que conduzia no centro da localidade. Depois galgou o passeio atropelando oito pessoas. Uma delas, uma mulher, ficou com as pernas esmagadas sob as rodas. Em seguida o homem saiu do carro e ainda tentou esfaquear aqueles com quem se cruzava na tentativa de fuga. Detido, foi identificado como Salim El Koudri, um cidadão italiano de origem marroquina. Tem de 31 anos. Quase de imediato soube-se também que sofre de problemas psiquiátricos. Onde há alguns anos se falaria de terrorismo, atentados, agressões, agora estamos perante a manifestação de uma doença mental. Foi assim este sábado num atropelamento colectivo em Itália. Foi igualmente assim há poucas semanas em Leipzig: “Suspeito de atropelamento em Leipzig esteve internado em psiquiatria“. E foi também assim em Barcelona quando um imigrante marroquino degolou uma mulher também ela imigrante, chinesa, com quem se cruzou na rua. Para as autoridades catalãs o homem estaria acometido de um surto psicótico. O mais interessante é que enquanto se equacionou a possibilidade de se estar perante um caso de violência de género era disso mesmo que se tratava: violência, sofresse ou não o agressor de surtos psicóticos ou doutra natureza. Assim que começaram a ser veiculados os testemunhos de alguns vizinhos que dizem ter ouvido o homem gritar “Alá é grande” enquanto esfaqueava a mulher, a violência da agressão deixou de ter classificação socialmente censória e passou a ser o resultado duma doença mental. Quem seguir as notícias dos atropelamentos em massa e esfaqueamentos que acontecem nas ruas da Europa será levado a concluir que os doentes mentais passaram a vaguear por aí com facas na mão ou o pé no acelerador à espera do momento em que o surto os leva atacar. Tudo isto acontece perante o silêncio dos psiquiatras. Ninguém vislumbra aqui estigmatizações. Ninguém alerta para os riscos que essa estigmatização acarreta para os doentes mentais. Afinal, numa Europa que vive as questões da segurança e da imigração como um novo tabu (e vários destes agressores são de origem estrangeira), cada uma destas agressões suscita uma reacção quase automática por parte das autoridades: garantir que está tudo bem e sob controlo. Se em seguida puderem afiançar que o agressor não é estrangeiro e por fim que é doente psiquiátrico quase se ouve um suspiro de alívio. O atacante com problemas psiquiátricos tornou-se não apenas o culpado óbvio na Europa do século XXI mas também e sobretudo o bode expiatório para o nosso medo. PS. Segundo a agência LUSA “activistas do Climáximo redistribuem alimentos que tiraram de supermercado”. Traduzindo: os activistas da agência LUSA redistribuem propaganda que tiram da extrema-esquerda.

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