Thursday, August 6, 2020
A COVID-19 VAI TER MUITA FESTA INTERNACIONALISTAS NAS ESCOLAS PORTUGUESAS MUITO INTERCULTURAIS.DAS QUE FAZEM FESTA POR TEREM 100 NACIONALIDADES COM TUDO PAGO PELO INDIGENATO BRANCO CLARO...
Covid-19 may spread more easily among children than thought, report warns
DEPOIS ESPERA-SE QUE OS MENINOS E MENINAS LEVEM O BICHO CHINÊS PARA CASA ONDE OS PAPÁS E AVÓS MODERNOS SEMPRE CHEIOS DE AFECTOS E PRONTOS A DISTRIBUIR O QUE NÃO É DELES TENHAM DIREITO AO SEU EUROMILHÕES...E JÁ NEM SEQUER FALAMOS DA "SENHORA LÁ DE CASA" NEM DA MÁQUINA DE LAVAR ESCURINHA...VAMOS ASSISTIR A UMA LIMPEZA NOS ANTI-RACISTAS CERTAMENTE...
OS ESQUERDISTAS QUE DESERTARAM PARA NÃO IREM À GUERRA E ANDARAM A LAVAR PRATOS POR ESSA EUROPA FORA DEVERIAM SER OBRIGADOS A ESTAGIAR POR SUA CONTA EM ÁFRICA PARA MEDIREM BEM OS AFECTOS DA AFRICANIDADE COM QUE AGORA NOS COLONIZAM
Trusted friend murdered and raped childhood companion after her birthday night out
Wesley Streete repeatedly returned to the murder scene to cover Keeley Bunker's body with more branches to try and hide his crime

EXEMPLOS COMO ESTE NOS PALOP´S SÃO ÀS RESMAS MAS COMO INTERNACIONALISTAS QUE SÃO "CENSURAM" PARA LIXAREM OS CRENTES NAS SUAS PROMESSAS DE AMANHÃS CANTANTES E INTERCULTURAIS...
TEMOS QUE OS(AS) OBRIGAR AO TAL ESTÁGIO DE UNS ANINHOS EM ÁFRICA PARA ELES SEREM TREINADOS AO ESTILO IN JOB TRAINING...E FAZEREM O QUE QUISEREM LÁ PELO BEM DOS PRETINHOS QUERIDOS
PS
NO TEMPO DA URSS AS BRANCAS QUE ACREDITARAM ACABARAM EM PUTAS BRANCAS EM ÁFRICA...
Wesley Streete repeatedly returned to the murder scene to cover Keeley Bunker's body with more branches to try and hide his crime

EXEMPLOS COMO ESTE NOS PALOP´S SÃO ÀS RESMAS MAS COMO INTERNACIONALISTAS QUE SÃO "CENSURAM" PARA LIXAREM OS CRENTES NAS SUAS PROMESSAS DE AMANHÃS CANTANTES E INTERCULTURAIS...
TEMOS QUE OS(AS) OBRIGAR AO TAL ESTÁGIO DE UNS ANINHOS EM ÁFRICA PARA ELES SEREM TREINADOS AO ESTILO IN JOB TRAINING...E FAZEREM O QUE QUISEREM LÁ PELO BEM DOS PRETINHOS QUERIDOS
PS
NO TEMPO DA URSS AS BRANCAS QUE ACREDITARAM ACABARAM EM PUTAS BRANCAS EM ÁFRICA...
COM TANTO OURO PRETO A SER SALVO O AMARELO DISPARA...E "ARRASA"
55.58
+0.44+0.81%
Gold
EUR Euro
g
NÃO SEI COMO É QUE VÃO SACAR O OURO AMARELO PARA DISTRIBUIR PELO OURO PRETO...VÊ-SE CLARAMENTE VISTO QUE A RAPAZIADA NÃO CONFIA NA CLASSE POLÍTICA NEM NAS SONDAGENS AMESTRADAS QUE NOS GARANTEM QUE TODA A MALTA QUER QUE O MUNDO SEJA UM SÓ ( E MARCELO COMO PRESIDENTE) E POR NOSSA CONTA(DO BRANCO EVIDENTEMENTE) CLARO...
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EUR Euro
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NÃO SEI COMO É QUE VÃO SACAR O OURO AMARELO PARA DISTRIBUIR PELO OURO PRETO...VÊ-SE CLARAMENTE VISTO QUE A RAPAZIADA NÃO CONFIA NA CLASSE POLÍTICA NEM NAS SONDAGENS AMESTRADAS QUE NOS GARANTEM QUE TODA A MALTA QUER QUE O MUNDO SEJA UM SÓ ( E MARCELO COMO PRESIDENTE) E POR NOSSA CONTA(DO BRANCO EVIDENTEMENTE) CLARO...
O MUNDO ESTÁ CHEIO DE FUMADORES QUE NÃO INALAM...
Bridesmaid for Princess Diana was guest on Jeffrey Epstein's island and flew in his jets
Clemmie Hambro, who was Diana's youngest bridesmaid at just five, has revealed she twice visited Jeffrey Epstein's properties within weeks in 1999 and said she had "very lucky" escapes
LÁ QUE OS ROYALES SÃO UNS FODILHÕES A TENTAR CONCORRER COM OS JUDEUS QUE ADORAM ESPALHAR BONS GENES SÃO...E JÁ VAMOS LONGE DO DIREITO DE PERNADA...
POR CÁ HAVERÁ GAJOS A METER A MULHER DEBAIXO DE OUTROS PARA SUBIR NA VIDA?
Clemmie Hambro, who was Diana's youngest bridesmaid at just five, has revealed she twice visited Jeffrey Epstein's properties within weeks in 1999 and said she had "very lucky" escapes
LÁ QUE OS ROYALES SÃO UNS FODILHÕES A TENTAR CONCORRER COM OS JUDEUS QUE ADORAM ESPALHAR BONS GENES SÃO...E JÁ VAMOS LONGE DO DIREITO DE PERNADA...
POR CÁ HAVERÁ GAJOS A METER A MULHER DEBAIXO DE OUTROS PARA SUBIR NA VIDA?
LÁ VIRÁ O DIA EM QUE SERÃO AFECTUOSAMENTE RECEBIDOS A TIRO...E AÍ ACABAM AS INVASÕES...
TUNTE
Barricadas en un pueblo de Gran Canaria para impedir la llegada de inmigrantes en cuarentena
Actualizado Jueves, 6 agosto 2020 - 08:58
Cerca de un centenar de vecinos de Tunte (Gran Canaria), montaron este miércoles barricadas para oponerse a que se traslade a su antigua residencia escolar a un grupo de inmigrantes en cuarentena
~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Abdelghani y Oussama llevan apenas un mes en Melilla y ya andan flojos de esperanza. Para estos dos yemeníes, que pagaron 2.000 euros por cabeza para llegar, mitad a nado, mitad en barco, desde el vecino puerto marroquí de Beni Ensar, la ciudad autónoma no es la España que ansiaban. “Veníamos a Europa”, comenta Abdelghani, de 40 años. “Yo lo que quería era ir a la Península, pedir asilo y poder traer a mis hijos y a mi mujer”.
~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Los temporeros de Lepe piden que acabe “el racismo institucional”
Los trabajadores afectados por tres incendios en los asentamientos de Huelva exigen viviendas dignas en una protesta

A RAPAZIADA DO TUDO E DO SEU CONTRÁRIO QUE INTERPRETE O ZÉ POVINHO LEGÍTIMO E NÃO AQUELE QUE QUEREM IMPORTAR PARA O SUBSTITUIR
Barricadas en un pueblo de Gran Canaria para impedir la llegada de inmigrantes en cuarentena
Actualizado Jueves, 6 agosto 2020 - 08:58
Cerca de un centenar de vecinos de Tunte (Gran Canaria), montaron este miércoles barricadas para oponerse a que se traslade a su antigua residencia escolar a un grupo de inmigrantes en cuarentena
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Abdelghani y Oussama llevan apenas un mes en Melilla y ya andan flojos de esperanza. Para estos dos yemeníes, que pagaron 2.000 euros por cabeza para llegar, mitad a nado, mitad en barco, desde el vecino puerto marroquí de Beni Ensar, la ciudad autónoma no es la España que ansiaban. “Veníamos a Europa”, comenta Abdelghani, de 40 años. “Yo lo que quería era ir a la Península, pedir asilo y poder traer a mis hijos y a mi mujer”.
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Los temporeros de Lepe piden que acabe “el racismo institucional”
Los trabajadores afectados por tres incendios en los asentamientos de Huelva exigen viviendas dignas en una protesta

A RAPAZIADA DO TUDO E DO SEU CONTRÁRIO QUE INTERPRETE O ZÉ POVINHO LEGÍTIMO E NÃO AQUELE QUE QUEREM IMPORTAR PARA O SUBSTITUIR
Wednesday, August 5, 2020
O CABRITA VAI AGRADECER CERTAMENTE NÃO VIREM ARMADOS OU COM ARMAS PARA ARMAR OUTROS...
MINISTÉRIO DA ADMINISTRAÇÃO INTERNA
Eduardo Cabrita reúne-se com homólogo marroquino com migrantes na agenda
Na agenda estão a pressão migratória, nos últimos meses, de jovens marroquinos que chegam à costa algarvia e o futuro reatamento das ligações aéreas.
GRANDE LUTADORES CONTRA AS COLONIZAÇÕES OS MARROQUINOS DERAM ARMAS À UPA ANTES DE 1961 SOCORRENDO-SE DAS SUAS TROPAS AO SERVIÇO DA "ONU" NO CONGO.
COMO AGORA SE TRATA DE SALVAR PRETINHOS CÁ DENTRO DO RACISMO E XENOFOBIA TALVEZ SE DECIDAM A ARMAR OS QUERIDOS PARA NÃO MORREREM ÀS MÃOS DOS BRANCOS MAUS.QUE NOTEM SE MORREREM ÀS MÃOS DE "NEGROS" BONS NINGUÉM REFILA.E CÁ DENTRO SENDO MAIORIA SÃO MAIORITÁRIOS NAS MORTES VIOLENTES ÀS MÃOS DOS COITADINHOS ETERNOS...
HÁ AFINAL UMA COISA CHAMADA TRAIÇÃO INSTITUCIONAL...
Eduardo Cabrita reúne-se com homólogo marroquino com migrantes na agenda
Na agenda estão a pressão migratória, nos últimos meses, de jovens marroquinos que chegam à costa algarvia e o futuro reatamento das ligações aéreas.
GRANDE LUTADORES CONTRA AS COLONIZAÇÕES OS MARROQUINOS DERAM ARMAS À UPA ANTES DE 1961 SOCORRENDO-SE DAS SUAS TROPAS AO SERVIÇO DA "ONU" NO CONGO.
COMO AGORA SE TRATA DE SALVAR PRETINHOS CÁ DENTRO DO RACISMO E XENOFOBIA TALVEZ SE DECIDAM A ARMAR OS QUERIDOS PARA NÃO MORREREM ÀS MÃOS DOS BRANCOS MAUS.QUE NOTEM SE MORREREM ÀS MÃOS DE "NEGROS" BONS NINGUÉM REFILA.E CÁ DENTRO SENDO MAIORIA SÃO MAIORITÁRIOS NAS MORTES VIOLENTES ÀS MÃOS DOS COITADINHOS ETERNOS...
HÁ AFINAL UMA COISA CHAMADA TRAIÇÃO INSTITUCIONAL...
A INTERNACIONALISTA SIC FABRICA O QUE FOR PRECISO.ENTÃO COM OS COLONOS AFRICANOS UI UI UI
OPINIÃO
A SIC caiu numa “kassanjada”
5 de Agosto, 2020
João Melo*
“As imagens da reportagem ´Os meninos de Kassanje´ transmitidas pelo canal de televisão português SIC [no passado dia 28 de julho] foram (...) um embuste usado pela associação Pedacinho do Céu para angariação de donativos de forma ilícita.
Quem o afirma são duas activistas directamente envolvidas [após a exibição da reportagem] no resgate de quatro crianças (...), com a assistência do Instituto Nacional de Emergência Médica de Angola e com o envolvimento da Direcção Nacional de Saúde (...).
Para Laura Macedo e Maria Helena Victória Pereira (...),´as crianças tinham sido recolhidas momentaneamente das casas das suas famílias e colocadas num local para que pudessem fazer o vídeo´.
Após a realização do vídeo, ´as crianças voltaram para junto dos seus familiares, onde habitam, não se encontrando nenhum órfão no processo´, afirmaram, esclarecendo que as quatro crianças resgatadas estavam com as respectivas famílias nos bairros Cassaca 2 e Zango.
´Podemos afirmar que quatro das crianças estão a ser observadas nos hospitais já referidos sob tutela das autoridades sanitárias e acompanhadas por familiares directos´, declararam as activistas.
Laura Macedo contou que foi contactada pela SIC[após a exibição da reportagem e da consequente reacção das autoridades angolanas, que solicitaram informações à emissora portuguesa para poderem socorrer as crianças], que lhe forneceu o número de Helder da Silva, de forma a encontrar a localização das crianças para obterem a ajuda necessária.
´Nesse seguimento, eu, Laura Macedo, entrei em contacto com várias entidades governamentais, de forma a obter o apoio necessário para o resgate das crianças´.
Questionada pela LUSA, Laura Macedo considerou que se tratou de ´uma tentativa de fraude realizada em Portugal´, já que não foi feito qualquer pedido de ajuda ou apelo junto das autoridades angolanas.
´As crianças são angolanas, nós somos angolanos, mas o apelo feito pelo sr. Helder é para os portugueses, a fraude vem de Portugal, alegadamente de uma senhora que se chama Fátima (da associação Pedacinho do Céu), que, segundo Helder Silva, coordenou toda esta operação´, disse Laura Macedo.
´A nossa percepção é que houve uma manipulação´, no sentido de ´montar esta encenação, acrescentou Maria Helena Pereira.
(...)
Também uma fonte do Ministério da Família e Promoção da Mulher (MASFAMU) considera que se trata de uma tentativa de fraude, depois de uma delegação multissectorial ter estado no Bairro da Estalagem, em Viana [igualmente após a transmissão da reportagem], onde não encontrou qualquer vestígio das crianças.”
Todo o trecho usado até aqui corresponde à reprodução parcial e ipis verbis de um artigo do semanário angolano Novo Jornal, citando duas activistas sociais locais. Sublinhe-se que o Novo Jornal é um semanário privado cujo profissionalismo e independência não podem ser questionados, sendo aquilo que se pode chamar um “meio de referência”. Quanto às duas activistas que fizeram a denúncia da manipulação da associação Pedacinho do Céu, basta acompanhar as suas redes sociais para constatar que não morrem de amores pelo atual Governo angolano.
Ou seja, a SIC caiu numa “kassanjada”.
Da leitura do artigo, podemos inferir todo o processo que levou o canal português a veicular a reportagem “Os meninos de Kassanje”. Possivelmente, a estação recebeu uma denúncia da associação Pedacinho do Céu, com sede em Olhão, que lhe deu o contacto do seu funcionário em Angola, Helder Silva. Este preparou as condições para o efeito, “esquecendo-se” de uma delas, que, em jornalismo, é fundamental: contactar “o outro lado”. Quem viu a reportagem constatou que a SIC não ouviu ninguém ligado às instituições que lidam com este tipo de assuntos e muito menos às autoridades locais.
Mais grave: segundo as duas activistas, as crianças mostradas na reportagem vivem com as suas famílias, tendo sido reunidas num barracão, como se estivessem abandonadas, apenas “para o boneco”. Acresce que as próprias imagens foram produzidas e enviadas pelo funcionário da Pedacinho do Céu. Se tudo isso não é manipulação, então os trumpistas e bolsonaristas têm razão: “a Terra é plana”.
Só faltou passar o rodapé com o IBAN da associação Pedacinho do Céu, para a recolha de donativos, a fim de ajudar “os pretitos angolanos”.
Duas notas finais: a primeira para assinalar que problema da fome e da subnutrição infantil em Angola é real e gravíssimo, mas não se resolve com estas encenações de mau gosto, disfarçadas de caridade e “jornalismo” denuncista; a segunda para elogiar as duas activistas, que fizeram o seu trabalho de maneira independente e patriótica, demonstrando que é possível ser crítico – e até, quem o quiser, opositor -, sem sofrer de complexo de vira-lata ou ter mentalidade de cachico.
*Jornalista e escritor
A SIC caiu numa “kassanjada”
5 de Agosto, 2020
João Melo*
“As imagens da reportagem ´Os meninos de Kassanje´ transmitidas pelo canal de televisão português SIC [no passado dia 28 de julho] foram (...) um embuste usado pela associação Pedacinho do Céu para angariação de donativos de forma ilícita.
Quem o afirma são duas activistas directamente envolvidas [após a exibição da reportagem] no resgate de quatro crianças (...), com a assistência do Instituto Nacional de Emergência Médica de Angola e com o envolvimento da Direcção Nacional de Saúde (...).
Para Laura Macedo e Maria Helena Victória Pereira (...),´as crianças tinham sido recolhidas momentaneamente das casas das suas famílias e colocadas num local para que pudessem fazer o vídeo´.
Após a realização do vídeo, ´as crianças voltaram para junto dos seus familiares, onde habitam, não se encontrando nenhum órfão no processo´, afirmaram, esclarecendo que as quatro crianças resgatadas estavam com as respectivas famílias nos bairros Cassaca 2 e Zango.
´Podemos afirmar que quatro das crianças estão a ser observadas nos hospitais já referidos sob tutela das autoridades sanitárias e acompanhadas por familiares directos´, declararam as activistas.
Laura Macedo contou que foi contactada pela SIC[após a exibição da reportagem e da consequente reacção das autoridades angolanas, que solicitaram informações à emissora portuguesa para poderem socorrer as crianças], que lhe forneceu o número de Helder da Silva, de forma a encontrar a localização das crianças para obterem a ajuda necessária.
´Nesse seguimento, eu, Laura Macedo, entrei em contacto com várias entidades governamentais, de forma a obter o apoio necessário para o resgate das crianças´.
Questionada pela LUSA, Laura Macedo considerou que se tratou de ´uma tentativa de fraude realizada em Portugal´, já que não foi feito qualquer pedido de ajuda ou apelo junto das autoridades angolanas.
´As crianças são angolanas, nós somos angolanos, mas o apelo feito pelo sr. Helder é para os portugueses, a fraude vem de Portugal, alegadamente de uma senhora que se chama Fátima (da associação Pedacinho do Céu), que, segundo Helder Silva, coordenou toda esta operação´, disse Laura Macedo.
´A nossa percepção é que houve uma manipulação´, no sentido de ´montar esta encenação, acrescentou Maria Helena Pereira.
(...)
Também uma fonte do Ministério da Família e Promoção da Mulher (MASFAMU) considera que se trata de uma tentativa de fraude, depois de uma delegação multissectorial ter estado no Bairro da Estalagem, em Viana [igualmente após a transmissão da reportagem], onde não encontrou qualquer vestígio das crianças.”
Todo o trecho usado até aqui corresponde à reprodução parcial e ipis verbis de um artigo do semanário angolano Novo Jornal, citando duas activistas sociais locais. Sublinhe-se que o Novo Jornal é um semanário privado cujo profissionalismo e independência não podem ser questionados, sendo aquilo que se pode chamar um “meio de referência”. Quanto às duas activistas que fizeram a denúncia da manipulação da associação Pedacinho do Céu, basta acompanhar as suas redes sociais para constatar que não morrem de amores pelo atual Governo angolano.
Ou seja, a SIC caiu numa “kassanjada”.
Da leitura do artigo, podemos inferir todo o processo que levou o canal português a veicular a reportagem “Os meninos de Kassanje”. Possivelmente, a estação recebeu uma denúncia da associação Pedacinho do Céu, com sede em Olhão, que lhe deu o contacto do seu funcionário em Angola, Helder Silva. Este preparou as condições para o efeito, “esquecendo-se” de uma delas, que, em jornalismo, é fundamental: contactar “o outro lado”. Quem viu a reportagem constatou que a SIC não ouviu ninguém ligado às instituições que lidam com este tipo de assuntos e muito menos às autoridades locais.
Mais grave: segundo as duas activistas, as crianças mostradas na reportagem vivem com as suas famílias, tendo sido reunidas num barracão, como se estivessem abandonadas, apenas “para o boneco”. Acresce que as próprias imagens foram produzidas e enviadas pelo funcionário da Pedacinho do Céu. Se tudo isso não é manipulação, então os trumpistas e bolsonaristas têm razão: “a Terra é plana”.
Só faltou passar o rodapé com o IBAN da associação Pedacinho do Céu, para a recolha de donativos, a fim de ajudar “os pretitos angolanos”.
Duas notas finais: a primeira para assinalar que problema da fome e da subnutrição infantil em Angola é real e gravíssimo, mas não se resolve com estas encenações de mau gosto, disfarçadas de caridade e “jornalismo” denuncista; a segunda para elogiar as duas activistas, que fizeram o seu trabalho de maneira independente e patriótica, demonstrando que é possível ser crítico – e até, quem o quiser, opositor -, sem sofrer de complexo de vira-lata ou ter mentalidade de cachico.
*Jornalista e escritor
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