Um novo modelo de supervisão financeira
Mais decisivo que a arquitectura do sistema, é o modo de efectivar a supervisão. É necessário que a sua actuação não seja apenas reactiva, formalista e procedimental, mas sobretudo preventiva, dissuasora e repressiva.
ANTÓNIO BAGÃO FÉLIX
VAI PELA REPRESSÃO QUANDO OS CONTRIBUINTES SE RECUSAREM A PAGAR AS SIMPLES MÁS GESTÕES QUE COLOCAM NO BOLSO DE AMIGOS MILHÕES E MILHÕES QUE DESAPARECEM...E COM MUITO POUQUINHAS CONSEQUÊNCIAS...
CONTINUA LÁ A GERIR O DESENTUPIMENTO DOS TRIBUNAIS E A DAR UMA PENSÃO EXTRA AOS PENSIONISTAS QUE NÃO GOSTAM DE LARGAR TACHOS...
Tuesday, September 26, 2017
O PSD NÃO POPULISTA ANDA NA OPOSIÇÃO COM MONTES DE GAJOS JÁ DESESPERADOS DE CARGOS...
Costa diz que PSD fez "balão de ensaio" de discurso populista em Loures
ENTRETANTO CONTINUA O RUMO PARA O SOCIALISMO COMO MANDA A DITOSA CONSTITUIÇÃO QUE EM BOA HORA PREVIU A GLOBALIZAÇÃO E A NACIONALIZAÇÃO DO PLANETA A EITO E ATÉ REFERENDOS NA LINHA DE SINTRA PARA DAR REPRESENTAÇÃO AOS GUERRILHEIROS SALVOS E DESCONTENTES DA DESCOLONIZAÇÃO VIRTUOSA
EVIDENTEMENTE QUE O PSD A ARRASTAR FISCALMENTE E A CHICOTEAR A SUA BASE ELEITORAL PARA SUSTENTAR A DOS OUTROS, CADA VEZ QUE FOR PARA O PODER VAI DEFINHAR E DESAPARECER...ATÉ APARECER UM POPULISTA A SÉRIO QUE TUDO DERRUBE.E MEUS BASTA UM SOPRO FRAQUINHO QUE O BARALHO DE CARTAS CAI LOGO...
ENTRETANTO CONTINUA O RUMO PARA O SOCIALISMO COMO MANDA A DITOSA CONSTITUIÇÃO QUE EM BOA HORA PREVIU A GLOBALIZAÇÃO E A NACIONALIZAÇÃO DO PLANETA A EITO E ATÉ REFERENDOS NA LINHA DE SINTRA PARA DAR REPRESENTAÇÃO AOS GUERRILHEIROS SALVOS E DESCONTENTES DA DESCOLONIZAÇÃO VIRTUOSA
EVIDENTEMENTE QUE O PSD A ARRASTAR FISCALMENTE E A CHICOTEAR A SUA BASE ELEITORAL PARA SUSTENTAR A DOS OUTROS, CADA VEZ QUE FOR PARA O PODER VAI DEFINHAR E DESAPARECER...ATÉ APARECER UM POPULISTA A SÉRIO QUE TUDO DERRUBE.E MEUS BASTA UM SOPRO FRAQUINHO QUE O BARALHO DE CARTAS CAI LOGO...
O FAZ DE CONTAS DO SIRESP NÃO É TODO O TERRENO.DEVE SER PARA NÃO DANIFICAR AS DUNAS DO SÉRGIO SILVA PINTO...

MAS QUE ISTO NÃO DEVE SUBIR MONTANHAS NEM ATRAVESSAR PLANÍCIES ESTÁ GARANTIDO.MAS PRONTOS AFINAL A COISA É PARA NÃO FUNCIONAR CERTO?
A LEI NÃO É IGUAL PARA TODOS.SE FOI PARA MILITAR NÃO TEM DIREITO A NADA.SE É ILEGAL INSCRITO NUMA ESCOLA TEM DIREITO A TUDO...ENFIM O BELO ESTADO DE DIREITO DOS DEMOCRATAS ABRILISTAS...
Obrigar jovens médicos a ficar anos no SNS é "mau" em democracia, diz bastonário
Para Outubro já há várias greves marcadas pelos sindicatos que representam os médicos e as estruturas que estão a negociar com o Governo aumentos remuneratórios para os enfermeiros
OS PILOTOS DA FAP QUE QUEIRAM IR PARA O PRIVADO UI UI UI E NEM A TRANSPORTAR OS RINS CHEGARÃO ALGUM DIA A GANHAR 24000 EUROS DOS MÉDICOS...
DESDE QUE ENVOLVA O CANTE DA INTERNACIONAL É SEMPRE A BOMBAR...E POR CONTA DO ZÉ POVINHO QUE SE LEVANTA CABELO PODE APANHAR COM 5 CINCO 5 ANOS DE CADEIA POR SER "RACISTA" E OUTROS NOMES FEIOS...
Para Outubro já há várias greves marcadas pelos sindicatos que representam os médicos e as estruturas que estão a negociar com o Governo aumentos remuneratórios para os enfermeiros
OS PILOTOS DA FAP QUE QUEIRAM IR PARA O PRIVADO UI UI UI E NEM A TRANSPORTAR OS RINS CHEGARÃO ALGUM DIA A GANHAR 24000 EUROS DOS MÉDICOS...
DESDE QUE ENVOLVA O CANTE DA INTERNACIONAL É SEMPRE A BOMBAR...E POR CONTA DO ZÉ POVINHO QUE SE LEVANTA CABELO PODE APANHAR COM 5 CINCO 5 ANOS DE CADEIA POR SER "RACISTA" E OUTROS NOMES FEIOS...
Monday, September 25, 2017
AGORA?ORA ORA É TUDO AFECTOS.MESMO SEMPRE COM ARMA LÁ EM CASA.E NAVALHA NO BOLSO...
“Esquartejaram à catanada os meus camaradas” Um tiro entrou no meu ombro. Ajoelhei-me. Esperava o veredicto final. Por um qualquer milagre fui poupado. 24.09.17PARTILHE 165 0 165 0 A minha primeira comissão de serviço foi na Guiné, entre fevereiro de 1964 e março de 1966, no Destacamento de Fuzileiros Especiais n.º 9. A missão foi espinhosa – tivemos quatro mortos em combate e uma grande quantidade de feridos. Mas lá vencemos a difícil tarefa que nos tinha sido pedida: defender a Pátria com sacrifício da própria vida. Em novembro de 1966 embarquei para Angola, a bordo do ‘Vera Cruz’, agora incorporado na Companhia nº 1 de Fuzileiros. O destino do meu pelotão foi Massabi. Lá estivemos três meses em patrulhamento. Foi-nos depois destinado um posto fronteiriço chamado Pedra do Feitiço, onde nos instalámos no início do mês de fevereiro de 1967. Um dia a alimentação chegou-nos estragada de Santo António do Zaire, onde ficava a base logística. Eu era responsável pelo rancho e com o meu grande amigo acordeonista Jerónimo, que era o condutor do jipe, fomos com segurança adequada – Cerdeiral, Silva, Rodrigues e Xabregas – a uma sanzala que ficava a 18 quilómetros, onde negociámos um porco e algumas galinhas. Mas nunca chegaram à mesa dos meus camaradas. No regresso, a uns três ou quatro quilómetros da sanzala, fomos apanhados numa emboscada. Fiquei encharcado em sangue. Atingido por um tiro no pescoço, o meu camarada Silva, que viajava de pé, encostado à cabina do jipe, tinha tombado por cima de mim. O Jerónimo tinha sido também atingido. E eu, no meio da chuva de balas, tinha sido também atingido – dois tiros na perna direita, um na mão direita e outro no braço esquerdo. A custo, sai do carro com a fiel G-3. Mas na berma da estrada deparei-me com o inimigo. Apontaram-me uma pistola de pequeno calibre à cabeça. Um tiro entrou no meu ombro. Ajoelhei-me. Esperava o veredicto final. Por um qualquer milagre fui ignorado e a custo pude arrastar-me para fora da estrada. Refugiei-me por detrás de um embondeiro, onde já estava o meu camarada Rodrigues, que saiu ileso daquela terrível refrega. Quando a calma parecia ter vencido, surgem vindos do capim vários guerrilheiros. Com uma violência brutal descarregavam as suas Kalashnikov contra o nosso jipe. Bastante ferido, lembro-me de dizer ao Rodrigues que lhe cabia derrubar a tiro os nossos inimigos, caso nos descobrissem. Visitado pelas hienas Horrorizado, vi o que ninguém quer alguma vez ver: esquartejaram à catanada os meus camaradas Silva e Xabregas. Senti-me infinitamente impotente. A muito custo consegui abandonar o local com o Rodrigues. Disse-lhe que o melhor seria que ele me deixasse ali, que fosse embora e que pedisse socorro. Ainda estávamos a 17 quilómetros da Pedra do Feitiço. O Rodrigues partiu e eu ali fiquei. Graças a alguns conhecimentos ministrei a mim próprio primeiros socorros. Estive 14 horas no meio do capim, visitado pelas hienas que, felizmente, não me atacaram. Estava já a ficar sem esperança quando ouvi o roncar de motores e alguém a falar português. Eram camaradas do Exército que tinham vindo em meu socorro. Ganhei ânimo para gritar com quantas forças tinha. Quando cheguei ao posto já tinham sido ministrados os primeiros-socorros ao Jerónimo, baleado com dois tiros no peito, e também ao Cerdeiral, ferido com um tiro no braço. Fui transportado de avião para Luanda, onde permaneci três meses internado. De seguida, em Lisboa, estive outros três meses no hospital da Marinha. E ainda voltei a ser internado – ao todo, foram 34 meses. As sequelas físicas daquele dia estão quase debeladas. As psicológicas, essas, serão eternas. Depoimento de José Manuel Parreira Comissão Guiné (1964-1966) e Angola (1966-1967) Força fuzileiros +INFO Este relato foi publicado pela primeira vez em janeiro de 2011
Ler mais em: http://www.cmjornal.pt/mais-cm/domingo/detalhe/esquartejaram-a-catanada-os-meus-camaradas?ref=HP_Outros
DEIXEM-SE EMBEIÇAR PELAS SEREIAS TRAIDORAS DEIXEM..
Ler mais em: http://www.cmjornal.pt/mais-cm/domingo/detalhe/esquartejaram-a-catanada-os-meus-camaradas?ref=HP_Outros
DEIXEM-SE EMBEIÇAR PELAS SEREIAS TRAIDORAS DEIXEM..
ORA ORA COM TANTO ACONCHEGO A INTERPRETAÇÃO VAI DAR NUMA NOVA MESQUITA...
Sondagem: Medina vence em Lisboa com maioria absoluta
Uma sondagem da Aximage, feita para o Negócios e o Correio da Manhã, dá uma vitória esmagadora a Fernando Medina. O PSD fica pela primeira vez atrás do CDS. À esquerda, não há surpresas.
AGORA QUEM NÃO SEJA ESPECIALISTA EM DEPENDÊNCIAS E NA SUA GESTÃO NÃO É NADA.DEPOIS O ZÉ POVINHO PAGA...
Uma sondagem da Aximage, feita para o Negócios e o Correio da Manhã, dá uma vitória esmagadora a Fernando Medina. O PSD fica pela primeira vez atrás do CDS. À esquerda, não há surpresas.
AGORA QUEM NÃO SEJA ESPECIALISTA EM DEPENDÊNCIAS E NA SUA GESTÃO NÃO É NADA.DEPOIS O ZÉ POVINHO PAGA...
OS QUERIDOS QUE ANDAM A INVENTAR O SEU POSTO DE TRABALHO AGORA COLONIZANDO-NOS NUMA DE TODOS IGUAIS, TODOS DIFERENTES DEPOIS DE TEREM ENTREGUE TUDO O QUE TINHA PRETO E NÃO ERA NOSSO QUE PENSEM NO QUE FAZER SEM OS 5 CINCO 5 ANOS DE CADEIA PARA QUEM NÃO CONCORDE E SEJA CARIMBADO DE RACISTA...
EXTREMA-DIREITA
O que querem os eleitores da Alternativa para a Alemanha?
Os eleitores da AfD não são mais pobres ou precários do que os dos outros partidos. O que motiva o voto deles é o medo em relação ao futuro. Esta segunda-feira, mais um sinal das divisões no partido de extrema-direita: Frauke Petry, a candidata mais votada, demitiu-se.
Maria João Guimarães
MARIA JOÃO GUIMARÃES em Berlim 25 de Setembro de 2017, 11:48 Partilhar notícia
Medo do crime, medo de perder o controlo, medo de não ser tido em conta. A Alternativa para a Alemanha (AfD) alimentou-se de uma característica muito alemã, um medo existencial, o Angst, para o seu sucesso – com 13% dos votos é o primeiro partido de extrema-direita a entrar no Bundestag (Parlamento) no pós-guerra.
PUB
O partido ganhou eleitores preocupados sobretudo com a identidade alemã e um medo que esta seja perdida por influência do islão. Segundo um inquérito aos eleitores do partido feito pela televisão pública ARD, 99% dos eleitores da AfD disseram que o partido “percebeu melhor do que os outros que as pessoas já não se sentem seguras”, e também concordam com acções para “diminuir a influência do islão na Alemanha”.
Eleições abrem período de incerteza na Alemanha
Outros 96% acham bem que sejam impostos limites à vinda de refugiados e 85% dos entrevistados viram este partido como o único meio de fazer um voto de protesto. Finalmente, um último dado interessante: 55% dos eleitores defendem que o partido não se distancia suficientemente de posições de extrema-direita.
Na manhã de segunda-feira, uma surpresa: Frauke Petry, uma das líderes do partido, anunciou a sua saída e criticou os comentários de Alexander Gauland em que este prometeu “caçar Merkel”. O que esta saída significa ninguém sabe: Petry foi a figura mais votada da AfD no seu círculo eleitoral.
A base de extrema-direita
A AfD tem flirtado com esta retórica como meio de ganhar publicidade a par de outras declarações polémicas (normalmente racistas) e assegurar cobertura mediática. Mas também, como explicou o analista do German Marshall Fund Joerg Forbrig ao PÚBLICO, para assegurar o voto claramente nazi, que no passado tinha ido para partidos que tiveram altos e baixos, como o Partido Nacional Democrata (NPD), mas que nunca chegaram a ser eleitos para o Parlamento nacional e apenas tiveram presença nos estados-federados.
Nos comícios do AfD, Merkel é uma "traidora do povo alemão"
A AfD tem de assegurar que mantém estes votos de extrema-direita, uma base relativamente estável, enquanto ganha os votos de protesto e de medo, uma base mais volátil. O partido conseguiu a maioria dos seus votos de pessoas que não tinham antes votado, 1,2 milhões, e cerca de um milhão de votos de antigos eleitores da CDU (os democratas-cristãos da chanceler Angela Merkel, que venceram as eleições), 500.000 do SPD (os sociais-democratas de Martin Schulz, partido de centro-esquerda) e outros 500.000 de Die Linke (partido de esquerda).
Refugiados, o ponto de viragem
Formada como partido anti-resgates do euro mesmo a tempo das eleições de 2013, a AfD começou a aproveitar um movimento de protesto contra a imigração logo em 2014, mas deu um salto sobretudo na sequência da entrada de quase um milhão de refugiados no ano seguinte.
O que aconteceu entre o momento em que os alemães foram recebê-los às estações de comboio no Verão de 2015 e os meses seguintes foi que em muitos locais o processo arrastou-se: a burocracia alemã não estava a conseguir acompanhar os casos, ginásios de escolas ficaram meses a fio ocupados por refugiados, e em algumas pessoas começou a criar-se uma sensação de que o país não estava preparado e não ia conseguir integrar os recém-chegados. Dois anos depois, os sinais de integração são promissores, a maioria dos menores estão a estudar, e tudo parece estar, aos poucos, a funcionar. Mas a AfD tornou-se o único partido para os eleitores que queriam expressar este medo dos refugiados.
Sentimento de insegurança
Richard Hilmar, especialista em sondagens que fez um inquérito sobre a AFD, disse antes da votação que o principal factor que leva ao voto na AfD é “o medo do futuro”: “Estas pessoas vêem muito mais problemas do que os outros, sentem-se muito mais inseguras”, diz, dando mais atenção a relatos de crimes, acreditando mais em teorias da conspiração.
A vida destes eleitores corre bem, sublinha. “Não são, em média, mais pobres ou mais precários”, diz, notando que ele próprio foi surpreendido por isso: há pessoas com alto nível de instrução e também de rendimentos entre os eleitores da AfD. Têm é medo de que a sua situação mude para pior. (Aliás, esta não é uma característica apenas alemã, muitos partidos de extrema-direita ou direita populista têm apelo em países com boa situação económica e social como a Áustria ou a Suíça).
Os eleitores da AfD “sentem que perderam o controlo da sua vida, e que a Alemanha está a perder o controlo”, resume Richard Hilmar. “Sentem que não são ouvidos e que a sua vida é decidida de um modo em que não participam.”
Força no Leste
A votação da AfD no Leste, nos estados-federados da antiga República Democrática Alemã, foi ainda muito maior do que no Ocidente. Vários factores explicam esta diferença: o Leste foi muito menos exposto a imigração durante a altura da ex-RDA e o sistema comunista desencorajava o debate social; muitos alemães de Leste sentiram-se perdidos quando o seu país desapareceu e se juntaram à República Federal, contribuindo para o desejo de manutenção de uma identidade; muitos cargos importantes em instituições políticas ou empresas no Leste foram ocupados por alemães ocidentais, algo que é ainda apontado como causa de ressentimento.
Como lidar com a AfD?
O modo como os partidos e os media lidaram com a AfD também contribuiu para o seu sucesso, alimentando a ideia de que são injustamente excluídos e vítimas de preconceitos.
A cobertura mediática de polémicas só lhes trouxe mais publicidade, totalmente desproporcional ao seu peso. No seu discurso na noite eleitoral, Merkel disse que quer ganhar os eleitores da AfD, ouvir as suas preocupações e lidar com os seus medos mas, sublinhou, atrás de boas soluções políticas.
A entrada do partido no Parlamento, ainda por cima com esta força, vai trazer-lhes “níveis de financiamento, influência, e visibilidade com que os anteriores partidos de extrema-direita nunca sonharam ter”, diz Joerg Forbrig.
ISTO DO TUDO E DO SEU CONTRÁRIO, A PERDA DE IDENTIDADE NACIONAL E A CONSTANTE HUMILHAÇÃO DO POVO PORTUGUÊS OU ACABA DEPRESSA OU VÃO TER CÁ MAIS DO MESMO.E NA EUROPA NÃO HÁ MAIS POR CAUSA DAS CHAPELADAS DEMOCRATAS COMO CÁ...
O que querem os eleitores da Alternativa para a Alemanha?
Os eleitores da AfD não são mais pobres ou precários do que os dos outros partidos. O que motiva o voto deles é o medo em relação ao futuro. Esta segunda-feira, mais um sinal das divisões no partido de extrema-direita: Frauke Petry, a candidata mais votada, demitiu-se.
Maria João Guimarães
MARIA JOÃO GUIMARÃES em Berlim 25 de Setembro de 2017, 11:48 Partilhar notícia
Medo do crime, medo de perder o controlo, medo de não ser tido em conta. A Alternativa para a Alemanha (AfD) alimentou-se de uma característica muito alemã, um medo existencial, o Angst, para o seu sucesso – com 13% dos votos é o primeiro partido de extrema-direita a entrar no Bundestag (Parlamento) no pós-guerra.
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O partido ganhou eleitores preocupados sobretudo com a identidade alemã e um medo que esta seja perdida por influência do islão. Segundo um inquérito aos eleitores do partido feito pela televisão pública ARD, 99% dos eleitores da AfD disseram que o partido “percebeu melhor do que os outros que as pessoas já não se sentem seguras”, e também concordam com acções para “diminuir a influência do islão na Alemanha”.
Eleições abrem período de incerteza na Alemanha
Outros 96% acham bem que sejam impostos limites à vinda de refugiados e 85% dos entrevistados viram este partido como o único meio de fazer um voto de protesto. Finalmente, um último dado interessante: 55% dos eleitores defendem que o partido não se distancia suficientemente de posições de extrema-direita.
Na manhã de segunda-feira, uma surpresa: Frauke Petry, uma das líderes do partido, anunciou a sua saída e criticou os comentários de Alexander Gauland em que este prometeu “caçar Merkel”. O que esta saída significa ninguém sabe: Petry foi a figura mais votada da AfD no seu círculo eleitoral.
A base de extrema-direita
A AfD tem flirtado com esta retórica como meio de ganhar publicidade a par de outras declarações polémicas (normalmente racistas) e assegurar cobertura mediática. Mas também, como explicou o analista do German Marshall Fund Joerg Forbrig ao PÚBLICO, para assegurar o voto claramente nazi, que no passado tinha ido para partidos que tiveram altos e baixos, como o Partido Nacional Democrata (NPD), mas que nunca chegaram a ser eleitos para o Parlamento nacional e apenas tiveram presença nos estados-federados.
Nos comícios do AfD, Merkel é uma "traidora do povo alemão"
A AfD tem de assegurar que mantém estes votos de extrema-direita, uma base relativamente estável, enquanto ganha os votos de protesto e de medo, uma base mais volátil. O partido conseguiu a maioria dos seus votos de pessoas que não tinham antes votado, 1,2 milhões, e cerca de um milhão de votos de antigos eleitores da CDU (os democratas-cristãos da chanceler Angela Merkel, que venceram as eleições), 500.000 do SPD (os sociais-democratas de Martin Schulz, partido de centro-esquerda) e outros 500.000 de Die Linke (partido de esquerda).
Refugiados, o ponto de viragem
Formada como partido anti-resgates do euro mesmo a tempo das eleições de 2013, a AfD começou a aproveitar um movimento de protesto contra a imigração logo em 2014, mas deu um salto sobretudo na sequência da entrada de quase um milhão de refugiados no ano seguinte.
O que aconteceu entre o momento em que os alemães foram recebê-los às estações de comboio no Verão de 2015 e os meses seguintes foi que em muitos locais o processo arrastou-se: a burocracia alemã não estava a conseguir acompanhar os casos, ginásios de escolas ficaram meses a fio ocupados por refugiados, e em algumas pessoas começou a criar-se uma sensação de que o país não estava preparado e não ia conseguir integrar os recém-chegados. Dois anos depois, os sinais de integração são promissores, a maioria dos menores estão a estudar, e tudo parece estar, aos poucos, a funcionar. Mas a AfD tornou-se o único partido para os eleitores que queriam expressar este medo dos refugiados.
Sentimento de insegurança
Richard Hilmar, especialista em sondagens que fez um inquérito sobre a AFD, disse antes da votação que o principal factor que leva ao voto na AfD é “o medo do futuro”: “Estas pessoas vêem muito mais problemas do que os outros, sentem-se muito mais inseguras”, diz, dando mais atenção a relatos de crimes, acreditando mais em teorias da conspiração.
A vida destes eleitores corre bem, sublinha. “Não são, em média, mais pobres ou mais precários”, diz, notando que ele próprio foi surpreendido por isso: há pessoas com alto nível de instrução e também de rendimentos entre os eleitores da AfD. Têm é medo de que a sua situação mude para pior. (Aliás, esta não é uma característica apenas alemã, muitos partidos de extrema-direita ou direita populista têm apelo em países com boa situação económica e social como a Áustria ou a Suíça).
Os eleitores da AfD “sentem que perderam o controlo da sua vida, e que a Alemanha está a perder o controlo”, resume Richard Hilmar. “Sentem que não são ouvidos e que a sua vida é decidida de um modo em que não participam.”
Força no Leste
A votação da AfD no Leste, nos estados-federados da antiga República Democrática Alemã, foi ainda muito maior do que no Ocidente. Vários factores explicam esta diferença: o Leste foi muito menos exposto a imigração durante a altura da ex-RDA e o sistema comunista desencorajava o debate social; muitos alemães de Leste sentiram-se perdidos quando o seu país desapareceu e se juntaram à República Federal, contribuindo para o desejo de manutenção de uma identidade; muitos cargos importantes em instituições políticas ou empresas no Leste foram ocupados por alemães ocidentais, algo que é ainda apontado como causa de ressentimento.
Como lidar com a AfD?
O modo como os partidos e os media lidaram com a AfD também contribuiu para o seu sucesso, alimentando a ideia de que são injustamente excluídos e vítimas de preconceitos.
A cobertura mediática de polémicas só lhes trouxe mais publicidade, totalmente desproporcional ao seu peso. No seu discurso na noite eleitoral, Merkel disse que quer ganhar os eleitores da AfD, ouvir as suas preocupações e lidar com os seus medos mas, sublinhou, atrás de boas soluções políticas.
A entrada do partido no Parlamento, ainda por cima com esta força, vai trazer-lhes “níveis de financiamento, influência, e visibilidade com que os anteriores partidos de extrema-direita nunca sonharam ter”, diz Joerg Forbrig.
ISTO DO TUDO E DO SEU CONTRÁRIO, A PERDA DE IDENTIDADE NACIONAL E A CONSTANTE HUMILHAÇÃO DO POVO PORTUGUÊS OU ACABA DEPRESSA OU VÃO TER CÁ MAIS DO MESMO.E NA EUROPA NÃO HÁ MAIS POR CAUSA DAS CHAPELADAS DEMOCRATAS COMO CÁ...
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