Wednesday, March 15, 2017

RENTES DE CARVALHO UM AUTOR A MIJAR FORA DO PENICO...


Rentes de Carvalho vota Geert Wilders. E explica porquê
14 Março 2017812

Tiago Pereira
Em entrevista ao Observador, o escritor português que vive há mais de 60 anos na Holanda fala sobre as razões que o levam a apoiar o líder populista e as suas ideias sobre o Islão, a imigração e a UE


José Rentes de Carvalho, o escritor português que vive na Holanda há mais de 60 anos, já decidiu em quem vai votar esta quarta-feira, dia 15: no candidato populista Geert Wilders. Numa publicação no seu blogue, Tempo Contado, revelava a sua opção. O escritor afirmava partilhar algumas ideias do candidato de extrema-direita: a de “deportar os marroquinos que, na Holanda, encabeçam as estatísticas da criminalidade”; a de que a Holanda teria vantagem “em se separar da UE (o que não acontecerá)”; e a de que “deveriam ter fechado as fronteiras (o que está provado ser impossível )”.

Ao mesmo tempo, Rentes de Carvalho escreveu que discorda de Wilders “pela irrealidade das suas intenções, pelo seu autoritarismo, pela nada democrática prática de ter um partido em que se pode votar, mas não aceita filiados”. Ainda assim, assume que vai votar nele: “Dando-lhe o meu voto — o meu protesto — espero contribuir para que, alcançando um bom resultado eleitoral, ele tenha em mãos a possibilidade de fazer uma oposição construtiva”. Por email, José Rentes de Carvalho respondeu às perguntas do Observador sobre o porquê deste voto.

Escreveu no seu blogue que vai votar em Geert Wilders. Pedia-lhe que explicasse porquê, apesar de já ter dado algumas pistas no texto que publicou.
O motivo deste meu voto necessitaria de uma explicação demasiado longa e complexa, pois decorre de sessenta anos de vida numa sociedade a que pertenço, e cujos problemas partilho, mas não é aquela onde nasci. Essa situação particular, a de outsider inside, tem vantagens e desvantagens. Entre as vantagens de certeza conta a possibilidade de analisar os fenómenos sociais com um certo afastamento e independência, mantendo-me à distância de partidos políticos, grupos de interesse e correntes académicas, procurando, na medida do possível, ver claro naquilo que me rodeia.

Daí resulta que uma das conclusões a que chego é a de que os partidos políticos na Holanda não só têm deliberadamente ignorado ou adiado a resolução dos problemas da sociedade, como funcionam num ambiente de wishful thinking, esperando que, não lhes mexendo, os problemas acabem sempre por ter solução.

Vai o partido de Wilders resolver isso? Não vai. Contudo, se a sua posição for suficientemente forte, de certeza irá dando aos partidos no governo a possibilidade, ou os argumentos, de alguma mudança, o que eles, cautelosamente, têm vindo a fazer nos últimos meses.



Não teme eventuais consequências junto dos seus leitores habituais, por ter declarado esta intenção de voto? Pergunto isto porque Wilders é sobretudo associado a ideais como a islamofobia, nacionalismo, princípios de extrema-direita…
Temer eventuais consequências? Nunca isso me passaria pela cabeça. Nada tenho a ver com os meus leitores, não lhes devo coisa nenhuma, tão-pouco me interessa o seu favor ou desfavor, ou que eles suponham poder-me associar com Wilders, a islamofobia, a extrema-direita, o partido dos animais ou os vegetarianos. Não pertenço, não me associo, não tiro proveito. Sou livre e ajo com liberdade, nenhum interesse material, político, económico, social ou outro tem poder para coartar a minha liberdade.

Claro que sofro as consequências e sei o preço dessa liberdade. O não ter cantado loas ao 25 de Abril, paguei-o com quarenta anos de desdém e ostracismo. De nada contou ser na Holanda um escritor bestseller, um jornalista respeitado, um docente universitário de boa fama, um sujeito estimado. Em vez de dizer que nem as moscas nem o excremento tinham mudado, teria sido proveitoso entrar no coro e gritar que, finalmente, o sol brilhava para todos, até para os deserdados.

"Geert Wilders tem dito, e repetiu-o no tribunal, que, sendo governo, deportaria todos os marroquinos com cadastro criminal."
Se houvesse um candidato ou uma candidata semelhante numas eleições portuguesas, votaria nele ou nela? Ou a sua escolha seria diferente porque são países diferentes?
Não votaria. Mas o problema não se põe. As duas sociedades não se comparam. Os atritos que se dão na Holanda têm um potencial explosivo impensável no contexto português. Quando os turcos, dias atrás, em Roterdão e Amesterdão, depois do incidente com a diplomata, saíram à rua em multidão empunhando centenas de bandeiras turcas, um pequeno nada teria sido suficiente para fazer explodir o ressentimento e o ódio latente em ambas as partes.

Diz que apoia a ideia da “deportação de marroquinos” defendida por Geert Wilders, porque “encabeçam as estatísticas da criminalidade”. Mas essa é uma ideia que parece dizer que todos os marroquinos são criminosos, não? Não é uma generalização perigosa e injusta?
Não há generalização. Wilders tem dito, e repetiu-o no tribunal, que, sendo governo, deportaria todos os marroquinos com cadastro criminal.

Desislamizar a Holanda é um dos princípios de Geert Wilders e isso inclui encerrar escolas islâmicas e mesquitas, proibir o Corão… Não são atentados à liberdade?
Pode ser que sim. Mas o que é proibir a celebração do Natal? Retirar os crucifixos das escolas? Ditar o traje feminino?



Ao mesmo tempo, discorda de Wilders pela “irrealidade das suas intenções”. Que intenções irreais são essas?
Mesmo sendo governo nunca seria possível o que ele denomina desislamizar a Holanda, pois não vejo como poderia proibir a crença, os ritos e a maneira de viver de um milhão ou mais de pessoas. Do mesmo modo é ilusório querer encerrar as escolas ou proibir o Corão. Quer aos holandeses agrade ou desagrade, facto é que o Islão e os muçulmanos já fazem parte da estrutura social.

A politóloga holandesa Saskia Bonjour dizia há poucos dias em entrevista ao Observador: “Ao contrário de Donald Trump, que sempre quis governar e que agora vemos que está a aplicar um programa que assentava em questões económicas e de imigração, Geert Wilders não parece estar verdadeiramente disposto a governar. Ninguém sabe ao certo o que é que ele quer para a economia, para a saúde ou para a segurança social. Ele só fala dos muçulmanos.”
Essa afirmação é inexata. Wilders não fala apenas dos muçulmanos. Defende a saída da Europa, a reestruturação da segurança social e do caríssimo sistema da saúde. Pode ser que a politóloga não leia os jornais, nem se dê suficientemente conta da sociedade à sua volta.

É esta a ideia que também tem, que Geert Wilders não estará disposto a governar? Então, qual será a verdadeira intenção?
Ele pode ter os votos, mas não tem assessores, candidatos para lugares governamentais ou quadros. Verdadeira não sei, mas uma possível intenção é a de tornar difícil a política governamental, fazer a modos de uma guerrilha.

"Eu não defendo o fecho das fronteiras, simplesmente constato que, abertas ou fechadas, as fronteiras de modo nenhum impedem as vagas de refugiados."
Fala também da “autoridade” do candidato como uma coisa negativa. Escreve que este seu voto será um voto de protesto e que acredita numa oposição construtiva de Geert Wilders. Mas, se Wilders chegar ao poder, essa autoridade não corre o risco de se tornar ainda mais perigosa? Um voto de protesto não pode ter outras consequências inesperadas?
O carácter autoritário não o abona e é um obstáculo ao seu funcionamento numa coligação, mas se de qualquer modo a sua atividade se tornasse perigosa para as instituições, a sociedade holandesa é suficientemente sólida e excelentemente estruturada para que a um indivíduo seja dada a possibilidade de a desestabilizar.

Defende a ideia de fecho de fronteiras. Porquê?
Eu não defendo o fecho das fronteiras, simplesmente constato que, abertas ou fechadas, as fronteiras de modo nenhum impedem as vagas de refugiados. E por vezes pergunto-me se o desleixo em tomar medidas preventivas não será menos acidental do que nos fazem crer. Porque afinal a Europa precisa de juventude, de trabalho barato…

Wilders tem estado, desde há mais de dez anos, sob escolta, devido a ameaças de morte. Muitos acusam-no de, por isso mesmo, viver à parte daquilo que acontece na sociedade holandesa. Isto não o assusta?
O ter segurança permanente por certo não o impede de estar ao corrente do que se passa. As suas intervenções no parlamento e as entrevistas dão mostra de que se mantém bem informado do dia-a-dia do país.



Como cidadão com dupla nacionalidade a viver na Holanda, não teme que eventualmente políticas anti imigração o possam atingir?
Desculpe que lho diga, mas a sua pergunta denota irrealidade. Com Wilders a governar, a Holanda é bem capaz de decidir pela deportação de criminosos, e eu não me incluo na categoria. Fora essa improvável situação, a Holanda não vai deportar ninguém.

"Se o Presidente Trump mantiver o financiamento da NATO e se mostre compincha com o presidente Putin, durmo descansado."
O que quer dizer com “vinte e tal anos de governos tão politicamente corretos” na Holanda? Que “correção política” é esta de que fala?
Não me diga que ignora o significado da expressão, mas vou fingir que sim: as substanciais ajudas a países subdesenvolvidos que resultam no financiamento da corrupção; o extraordinário interesse pelo aquecimento do planeta, as energias limpas, a poluição, raro dando oportunidade a que se façam ouvir os que defendem outros pontos de vista.

Vê semelhanças entre as políticas propostas por Geert Wilders e as de Donald Trump? E, já agora, o que lhe parece a nova administração americana?
Não estou suficientemente ao corrente, mas, para lhe ser franco, de momento a América está um bocadinho fora dos meus interesses. Contudo, se o Presidente Trump mantiver o financiamento da NATO e se mostre compincha com o presidente Putin, durmo descansado.

VAMOS LÁ VER SE ISTO NÃO ACABA COMO NAS FP´S - 25.QUEM SE LIXOU FOI QUEM COLABOROU...

Advogados de Sócrates: prazo para a investigação "terminou segunda"
João Araújo considera que todos os atos de investigação realizados desde as 00:00 são ilegais
OPERAÇÃO MARQUÊS
Advogado: "Isto não é o da Joana, é o da lei"


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CARLOS ANJOS
As críticas de Sócrates Processo vai decidir-se no domínio da chamada prova indiciária. 00 Por Carlos Anjos|00:30PARTILHE 0 0 No final do último interrogatório, José Sócrates voltou a criticar o Ministério Público em dois planos. O primeiro tem a ver com os prazos do inquérito. O segundo com o facto de até ao presente momento não ter sido confrontado com nenhuma prova concreta relativa aos crimes de que é acusado. Referiu existir uma escuta aqui ou uma escuta ali. A primeira das suas dúvidas é fácil de resolver. Como o Tribunal da Relação já plasmou de forma clara, os prazos de inquérito são ordenadores, não são imperativos. Nesta matéria, pode José Sócrates gritar, protestar, apresentar recursos, que o resultado vai ser sempre o mesmo. Perde. Mas relativamente a esta matéria, nem devia levantar a questão. O pior que lhe podia acontecer era ganhar na secretaria. Estava politicamente acabado se o processo fosse encerrado por caducidade. Todos íamos pensar que ele era culpado, mas que não tinha sido condenado por ser importante ou, então, incapacidade do Ministério Público. Sobre a segunda é mais difícil, pois desconhecemos o processo. Mas se por provas concretas Sócrates quer uma conta em seu nome, onde o dinheiro tenha sido depositado, ou uma escritura pública sobre os factos ocorridos, bom, então nunca existirão essas provas. Mas não existirão nem neste nem em qualquer outro processo de crime económico. Concorde ou não, este processo vai decidir-se no domínio da chamada prova indiciária, onde funciona a valoração da lógica e das presunções, tendo o chamado juízo de inferência de ser razoável, não arbitrário e respeitador da experiência de vida do homem médio. Não acredito que José Sócrates exija que lhe mostrem a existência de uma conta em seu nome, onde tenha sido depositado o dinheiro de um ato corrupto e, já agora, onde esteja uma declaração narrativa do ato, assinada pelo corruptor ativo e passivo. Isso não existe, até porque seria burrice e os corruptos costumam ser pessoas inteligentes.

Ler mais em: http://www.cmjornal.pt/opiniao/colunistas/carlos-anjos/detalhe/as-criticas-de-socrates?ref=HP_opiniao

AS CONDIÇÕES ESTÃO REUNIDAS.PS NO GOVERNO E MAÇONARIA A "REPARAR" SEM DESCANSO...

OLHEM UM DANO COLATERAL DO MELHOR ACOLHIMENTO DO MUNDO.O ACOLHIDO FAZ UM GRANDE NEGÓCIO QUE PODE SER DE IMPORTAÇÃO.VENDE E NUNCA MAIS É ENCONTRADO...PORQUE FICOU RICO LÁ NA TERRA DELE...

Grandes devedores do fisco concentram mais de 8000 milhões de dívida incobrável
Ao todo, os contribuintes “estratégicos” com dívidas ao fisco têm por regularizar perto de 14.000 milhões.
PEDRO CRISÓSTOMO 14 de Março de 2017, 14:06 Partilhar notícia


A auditoria da IGF, serviço do Ministério das Finanças, foi aprovada em 2015 mas só agora divulgadaFoto

A dívida em execução dos grandes devedores da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) ronda os 13.700 milhões de euros e a grande maioria é considerada potencialmente incobrável, na ordem dos 8200 milhões de euros, revela uma auditoria da Inspecção-geral de Finanças (IGF) relativa aos anos de 2012 e 2013, mas só agora revelada por esta entidade de controlo do Ministério das Finanças.

As conclusões da auditoria, avançadas na edição desta terça-feira do Correio da Manhã, estão publicadas no site da IGF, embora a auditoria já tenha sido aprovada há mais de um ano e meio, a 30 de Junho de 2015.

Ao avaliar o plano de acompanhamento feito pelo fisco dos grandes devedores, a Inspecção-geral de Finanças concluiu que cerca de 60% da dívida em execução dos chamados “devedores estratégicos” é potencialmente incobrável. Cerca de 5200 milhões de euros, o equivalente a 38% do total, referem-se a processos julgados em falhas, em que “o executado, seus sucessores e responsáveis solidários ou subsidiários não têm bens penhoráveis”.

OS CONCORRENTES INDÍGENAS ESSES PENAM E VÃO À FALÊNCIA PORQUE NÃO PODEM NEM TÊM PARA ONDE FUGIR...E DONDE NÃO HÁ TRATADOS DE EXTRADIÇÃO...COISA QUE OS NOSSOS DEMOCRATAS NUNCA SE INTERESSARAM EM IMPÔR...
COMO SABEM NENHUM ACOLHIDO NOS TRÁS POBREZA.SÃO TODOS UNS ENRIQUECEDORES...MAS CURIOSAMENTE O JÁ SOBADO APESAR DE NÃO OS PODEREM CONTAR ESTÁ HÁ ANOS E ANOS NO FIO DA NAVALHA DA FALÊNCIA E AÍ IMAGINEM QUEM É QUE SE VAI LIXAR...

ESSA DE O MUNDO SER AGORA UM SÓ ACABA OU NÃO?E O DA NACIONALIDADE PARA TODOS EVIDENTEMENTE...

O homem com quem ninguém quer governar
15 DE MARÇO DE 2017 - 07:36
Geert Wilders está em segundo lugar nas sondagens sobre as eleições holandesas, mas dificilmente chegará ao governo porque nenhum dos outros partidos quer coligar-se com ele.

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Urnas abriram na Holanda para eleição considerada barómetro do populismo

O Partido da Liberdade, anti-islão, de Geert Wilders, está em segundo lugar nas sondagens

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El ultraderechista Geert Wilders ha asegurado que el profeta Mahoma es "un 'señor de la guerra' y un pedófilo"

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Le FN mise sur une victoire du populiste néerlandais Geert Wilders

Pour Marine Le Pen, une victoire du leader du Parti pour la liberté, qui prône une ligne souverainiste, anti-islam et libérale, serait un signal de plus du «réveil des peuples», qu'elle appelle de ses voeux.

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Pays-Bas : ces électeurs du PVV qui expriment leur malaise identitaire face aux musulmans

A RAPAZIADA DO TUDO E DO SEU CONTRÁRIO QUE SE CUIDE.SE NÃO FOR DESTA É DA PRÓXIMA.AS COISAS ANTI-NATURA SÃO MESMO ASSIM.ACABAM POR SER ABORTADAS...PORTANTO O MELHOR É FAZEREM-NO A BEM PORQUE A MAL VÃO TAMBÉM COM A ÁGUA DO BANHO...

Tuesday, March 14, 2017

CURTO E GROSSO.POR CÁ ATÉ VAI REGRESSAR O FASSISMO A SÉRIO SE NÃO VIRAREM O BICO À AGULHA...

The Dutch election shows what will happen to the rest of Europe if mass migration is not addressed
TIM STANLEY
Tim Stanley 14 MARCH 2017 • 5:59PM
48 Comments
Dutch far-right politician Geert Wilders has been climbing in the polls ahead of Wednesday's election
Dutch far-right politician Geert Wilders has been climbing in the polls ahead of Wednesday's election CREDIT: DYLAN MARTINEZ/REUTERS
Why is the long-haired nationalist Geert Wilders poised to poll top in the Dutch elections? The Netherlands is a liberal country. The economy is strong. Crime is so low that the government has been renting out prison cells. The answer has to be that the Dutch don’t like mass migration. So if Europe wants to stop Wilders, Le Pen and their far-Right gang, Europe is going to have to stop mass migration.

ISTO NÃO É UMA CASA DE PUTAS QUE TANTO SERVEM HOMENS COMO MULHERES.VAMOS LÁ A RETOMAR A HISTÓRIA INTERROMPIDA A 25...

OS ADEPTOS DA TÁCTICA DO SALAME AO ESTILO UNIDOS VENCEREMOS...

Dilma diz em Lisboa que sofreu golpe parlamentar com ingredientes misóginos
A ex-Presidente do Brasil Dilma Rousseff disse hoje que sectores da sociedade brasileira aproveitaram a crise financeira para criar uma crise política e organizar um golpe parlamentar, com ingredientes misóginos, contra o seu Governo.

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PCP recebeu Dilma e “reafirmou a posição solidária” para com a “presidente eleita do Brasil”
Jerónimo de Sousa, secretário-geral do PCP, recebeu Dilma Rousseff. Durante o encontro, foi reafirmada “a posição solidária do PCP para com a presidente eleita do Brasil, Dilma Rousseff, e de denúncia e condenação do autêntico golpe de Estado que representou a sua ilegítima destituição”.

É SABIDO QUE OS NOSSOS COMUNISTAS SE DÃO COM O PIORIO DO PLANETA.COISAS DA SUPERIORIDADE MORAL QUE É UM BRUXEDO MAIOR DO QUE O 5º SEGREDO DE FÁTIMA...
A QUERIDA DILMA ENQUANTO PRESIDENTA NÃO LIGAVA NADA A PORTUGAL.SÓ CÁ ATERROU NO PORTO AO QUE SE DIZ POR CAUSA DE UMA MALA...MAS COMO OS COMUNISTAS ADORAM TUDO O QUE SEJA CONTRA NÓS...
IMAGINEM QUE AGORA O SEU ZÉ POVINHO SÓ QUER TER DIREITO A UM CAPATAZ ESCURINHO E TER POSSIBILIDADE DE ENTREGAR A FILHINHA A UM DIFERENTE...

PARA VER O ESTILO DOS COMUNISTAS CASEIROS, O SOL NA TERRA (RECUADO) DA EX-URSS VEJA-SE:

COPIADO NO DRAGOSCÓPIO



segunda-feira, março 13, 2017
Lendas com pés de barro e nariz desmedido



A propósito de obras sobre a nossa última Guerra Ultramarina, chamou-me a atenção no livro de Simon Innes-Robbins, "Dirty Wars: A Century of Counterinsurgery", um capítulo sobre os portugueses (na verdade, o 2. The last to leave: The portuguese experience, 1961-74). Dei uma leitura rápida, mais a sondar de eventuais e recorrentes minas do que propriamente em digressão colectora e não é que, a páginas tantas, tropeço nesta pequena pérola (relativa à Guiné):
«Following the breakdown of talks and the departure in 1973 of Spinola, who left morale at an all-time high, the counterinsurgency campaign was continued under General Bettencourt Rodrigues. However, the situation on Guinea begun to deteriorat during 1973, and it was clear that Spínola's inspiring leadership had served only to paper over serious cracks in the portuguese war effort. After his departure attitudes hardened on both sides, especially following Cabral's assassination by PAIGC dissidents in January 1973.»
Ora bem, a literatura anglo-saxónica é de um modo geral benevolente para os militares, em contraposição com um certo desdém pela inabilidade dos políticos (leia-se, do regime). Todavia, e mesmo assim, já não embarca nos mitos negros sobre a DGS como autora ubíqua de assassinatos a esmo.

Em suma, a lenda negra do assassínio de Cabral pela DGS e pelos portugueses já só resiste enquanto pinoqueira inveterada dos papagaios ideológicos do costume (1); ou (2), passe a redundância, e por desplante conveniente, recorrente e óbvio).
Qualquer historiografia minimamente séria, juntamente com multíplos testemunhos de dentro do próprio PAIGC da época, há muito que clarificaram o embuste propagandalheiro. Cito apenas alguns desses testemunhos:
«O Primeiro Ministro de Cabo Verde, José Maria Neves, disse que Amílcar Cabral foi morto por dirigentes do PAIGC.»
«O ex-comandante de navio da força marinha do PAIGC, Álvaro Dantes Tavares, afirma que Amílcar Cabral foi assassinado por Inocêncio Kani, um dos principais elementos da força da marinha. Numa entrevista ao Ocean Press Álvaro Dantes Tavares considera que este facto foi desprestigiante para a marinha, a principal base do PAICV.»
« O INVESTIGADOR e professor universitário cabo-verdiano Daniel Santos lança amanhã, na Cidade da Praia, o livro "Amílcar Cabral - Um Novo Olhar", defendendo que Ahmed Sékou Touré, antigo presidente da Guiné-Conacry, terá sido o "provável mandante" do assassinato.»

O ódio dos guineenses aos cabo-verdianos é antigo. Mesmo o Marcelino da Mata, que é guineense retinto (etnia Papel), se lhe perguntarem o que é um Cabo Verdiano (ou mestiço de qualquer zona de África) ele responde, sardonicamente, com um termo pejorativo: "Fotocópia". E depois há outro conceito entranhado no PAIGC (e nas estruturas reinantes da Guiné-Bissau) que diz tudo: a promoção aos altos cargos processa-se por extinção sumária e expedita do superior. A lista é vasta, metódica e conhecida. Principiou no próprio fundador.
Publicada por dragão à(s) 3/13/2017 10:53:00 da tarde Sem comentários:

(1)
DO AVANTE:
Carlos Lopes Pereira

Serviços secretos portugueses
assassinaram Amílcar Cabral
A importância do pensamento de Amílcar Cabral, líder africano desaparecido há quatro décadas, foi reafirmada por estudiosos e investigadores de três continentes num colóquio internacional, na cidade da Praia. Reunido de 18 a 20 de Janeiro na capital cabo-verdiana, o Fórum Amílcar Cabral, sob o lema «Por Cabral, sempre», foi também ocasião para uma reflexão crítica sobre o caminho percorrido pela República de Cabo Verde e sobre as perspectivas futuras dos países africanos.

O evento, que assinalou os 40 anos do assassinato de Cabral, a 20 de Janeiro de 1973, em Conakry, e deu início a um conjunto de actividades para comemorar o 90.º aniversário do seu nascimento, em 2014, levou à Praia cientistas sociais de África (Guiné-Bissau, Senegal, Angola), das Américas (Cuba, Estados Unidos, Canadá) e da Europa (Portugal, Itália) que, com políticos e académicos de Cabo Verde, debateram diferentes facetas do legado teórico cabraliano. Uma das comunicações mais interessantes – sobre o ideal renovado do pan-africanismo – foi a do sociólogo guineense Carlos Lopes, secretário-geral adjunto das Nações Unidas e secretário executivo da Comissão Económica da ONU para África.

Na abertura do fórum, o anfitrião e presidente da Fundação Amílcar Cabral, Pedro Pires, explicou as razões que levaram o colonialismo português e os seus agentes a assassinar barbaramente o líder da gesta libertadora da Guiné-Bissau e de Cabo Verde.

O comandante de brigada Pedro Pires – um dos principais dirigentes cabo-verdianos da luta armada e, depois da independência, primeiro-ministro durante os primeiros 15 anos e, mais tarde, presidente da República ao longo de uma década –, lembrou que, no começo de 1973, «do lado das autoridades coloniais, estava em curso uma campanha militar desesperada, lançada pelo seu comando político-militar, na tentativa de reverter a seu favor o estado de equilíbrio militar, portador de muitos riscos, que vinha prevalecendo, apostando na recuperação das regiões libertadas, o que estava a ser muito difícil, conjugada com uma intensa e diversificada campanha sócio-política demagógica, em torno da chamada Guiné Melhor.»

Sem referir o nome de Spínola, comandante militar português da Guiné nessa altura, Pires foi claro: «O recurso ao assassinato do líder do PAIGC insere-se na busca da saída para o grave dilema que vivia o poder colonial, precisamente, quando sentia que estava em vias de perder a guerra, com consequências desastrosas para o futuro do império colonial. Nada melhor do que decapitar o PAIGC, solução experimentada em outras guerras coloniais. Reside aí a razão principal da decisão última de avançar com a operação do assassinato de Amílcar Cabral pelos serviços secretos portugueses e por seus homens de mão.»

Pedro Pires recordou tentativas anteriores do colonial-fascismo português de assassinar os dirigentes da luta de libertação nacional guineense e cabo-verdiana: «Em Novembro de 1970, o comando político-militar colonial tinha fracassado vergonhosamente na sua tentativa desesperada e vã de provocar a mudança do regime guineense [de Conakry], aliado do PAIGC, e de destruição das instalações de retaguarda do Partido e de simultaneamente perpetrar o assassinato dos seus dirigentes. [Tratou-se da Operação «Mar Verde», chefiada por Alpoim Galvão, oficial da marinha de guerra portuguesa e do estado-maior de Spínola.] Tinha, igualmente, fracassado uma outra operação secreta, mais perversa, de desmembramento da organização militar do PAIGC, a partir do seu interior, através da infiltração e da corrupção de dirigentes das FARP [Forças Armadas Revolucionárias do Povo, o exército guerrilheiro] na Frente Norte. Os três majores dos serviços de informação militar colonial, que conduziam a operação malograda de infiltração e de corrupção de responsáveis militares daquela frente, caíram numa cilada e foram abatidos.»

Em suma, para Pedro Pires, esses desaires, conjugados com os riscos iminentes de um colapso militar e do afundamento do império colonial, «obrigaram o poder colonial a ir mais longe na sua miopia política e na sua acção criminosa e recorreu decididamente ao assassinato do líder do PAIGC.»

Um revolucionário
dos nossos tempos

Amílcar Cabral nasce em 1924, em Bafatá, na Guiné, filho de pais cabo-verdianos. Passa parte da infância e juventude em Cabo Verde, onde completa o liceu. Em 1945 vem para Lisboa estudar Agronomia, convive com jovens das colónias portuguesas (em particular na Casa dos Estudantes do Império e no Centro de Estudos Africanos) e inicia-se nas actividades anti-colonialistas e anti-fascistas, chegando a militar com outros companheiros africanos e portugueses no MUD Juvenil. Concluído o curso, vai em 1952 trabalhar para a Guiné e prossegue as acções independentistas clandestinas. Em 1955 está em Luanda, colabora com os nacionalistas angolanos e, no ano seguinte, de novo em Bissau, funda o Partido Africano da Independência (PAI), mais tarde PAIGC. Continua a trabalhar como agrónomo, na Guiné, em Portugal e em Angola e, de forma clandestina, intensifica as actividades com outros patriotas das colónias portuguesas. Em 1960 deixa definitivamente Portugal e empenha-se no reforço da organização política e militar do PAIGC que, em 1963, desencadeia a luta armada na Guiné.

Relendo hoje Amílcar Cabral, surpreende a modernidade do seu pensamento, aliada à originalidade e à criatividade da abordagem de diferentes temáticas.

A contemporaneidade do seu legado teórico é um traço tanto mais notável quando se sabe que Cabral desapareceu há quatro décadas, ainda antes das independências das suas pátrias, das profundas transformações em África (com a derrota do apartheid na África do Sul e as mudanças do mapa político da África Austral) e no Mundo (com o desaparecimento da União Soviética e do campo socialista europeu), das alterações nas relações internacionais, das realidades políticas, económicas, sociais, culturais, tecnológicas e ambientais diferentes que vivemos nos nossos dias.

São diversos os aspectos do pensamento de Amílcar Cabral que continuam válidos.

Desde logo, a ideia da necessidade e da possibilidade da independência nacional. Cabral compreendeu, no contexto do pós-II Guerra Mundial e ao longo dos anos 50, com companheiros de outras colónias portuguesas (Mário de Andrade, Viriato da Cruz, Agostinho Neto, Lúcio Lara, Marcelino dos Santos, Noémia de Sousa, Francisco Tenreiro, Hugo Menezes e outros) e no quadro da resistência antifascista em Portugal, que não havia nenhuma alternativa para a libertação dos povos dominados que não fosse a independência e que o momento histórico de a conquistar tinha chegado. E teve o génio de idealizar, mobilizar pessoas e meios, organizar, fazer avançar e liderar o movimento que havia de conduzir à independência da Guiné-Bissau em 1973 e de Cabo Verde em 1975.

Outra questão actual é a da luta que continua para além da independência. Desde muito cedo Cabral estabeleceu como objectivos não só a libertação nacional mas também a emancipação social, sendo este um dos eixos teóricos fundamentais da sua reflexão sobre a luta contra o colonialismo e o imperialismo, tema que retomou em diversos momentos. Ainda em 1961, escreve que «libertar-se do domínio estrangeiro não é a única preocupação dos nossos povos», que «aprenderam por experiência e sob a opressão colonial que a exploração do homem pelo homem é o maior obstáculo ao desenvolvimento e progresso do povo, para além da libertação nacional.»

A questão da unidade foi amplamente tratada por Cabral desde os primeiros escritos. Unidade na Guiné (ligada à construção da nação), unidade em Cabo Verde, unidade entre a Guiné e Cabo Verde, unidade entre as lutas dos povos das colónias portuguesas, unidade africana, unidade das forças anti-imperialistas.

Mais aspectos inovadores no pensamento e na acção de Cabral foram também, entre outros, a escolha do partido de tipo leninista como forma de organização e direcção da luta; a compreensão de que a guerra é a continuação da política por outros meios e que, no caso da Guiné e de Cabo Verde, apesar da opção pela via armada e da intransigência dos colonialistas, a resolução final do conflito seria política; a relevância da Cultura na libertação nacional e o seu carácter de classe; a análise do imperialismo e da dominação imperialista – resultando a dominação directa no colonialismo e a dominação indirecta no neocolonialismo; a luta de classes e o motor da História nas sociedades sem classes; o posicionamento das diferentes classes e camadas sociais face à luta de libertação nacional; o dilema da pequena burguesia («trair a revolução ou suicidar-se como classe»); e a questão da natureza do Estado pós-colonial.

Se a segunda metade do século XX foi o tempo do fim do colonialismo e a emergência das independências nacionais em África, incluindo as de Cabo Verde e da Guiné-Bissau, as próximas décadas testemunharão decerto a continuação das lutas dos trabalhadores e dos povos africanos e de todo o Mundo pela construção de países pacíficos e prósperos, desenvolvidos e justos.

Ideais por que lutou e morreu Amílcar Cabral.


ARTIGO / POLÍTICA / AMÍLCAR CABRAL FOI ASSASSINADO HÁ 41 ANOS
Amílcar Cabral foi assassinado há 41 anos
Há exatamente 41 anos, Amílcar Lopes Cabral era assassinado pela PIDE-DGS. Por ocasião de mais um aniversário da morte deste histórico dirigente da libertação dos povos da Guiné-Bissau e de Cabo Verde, o esquerda.net republica a crónica de Diana Andringa: “Conversas sobre Amílcar”.

OS INSURGENTES À PROCURA DE REPRESENTAÇÃO NA LINHA DE SINTRA E QUARTEL GENERAL NA COVA DA MOURA QUANDO PEDIREM O APOIO DOS REVOLUCIONÁRIOS CUBANOS PARA AJUDAREM NA LUTA DE LIBERTAÇÃO DO JUGO BRANCO JÁ TÊM UM VASTO APOIO POLÍTICO CLANDESTINO:O PCP E A ESQUERDA.NET...

OS BRANCOS PORTUGUESES NEM COM ESTE PAI OU MÃE AFRICANA COM UM MILHÃO DE ANOS SE LIVRARAM DA DESCOLONIZAÇÃO VIRTUOSA.EM ÁFRICA...

Según Zilhão, estos humanos serían descendientes de los Homo erectus, los primeros humanos que salieron de África hace más de un millón de años. En Europa comenzaron a evolucionar dando lugar al Homo antecessor de Atapuerca y, cientos de miles de años después, a los neandertales. Para Zilhão, el hallazgo invita a “dejar de hablar de especies ganadoras y perdedoras o a considerar a los Homo sapiens como si fueran elegidos de Dios”.

AGORA ESPEREMOS PELA DESCOBERTA DE UM AFRICANO DOS TEMPOS DO VIRIATO.SE É QUE ESTE NÃO ERA AFRICANO...TUDO A BEM DA NOSSA COLONIZAÇÃO AFRICANA QUE TANTA RIQUEZA NOS TROUXE...E TRAZ... SEGUNDO OS NOSSOS INTERNACIONALISTAS DO TUDO E DO SEU CONTRÁRIO QUE NESTA "GESTÃO" ANDAM SEMPRE NO BEM BOM.O SEU ZÉ POVINHO?ORA ORA QUE PARTICIPEM NA FEITURA DA RAÇA MISTA POIS QUE SÓ QUEREM UM CAPATAZ ESCURINHO E ENTREGAR A FILHINHA A UM DIFERENTES.ISTO LENDO OS SEUS LÍDERES E VANGUARDAS DO HOMEM NOVO...