Mulher usava vagina para esconder tesouro
00h10m
CARLOS VARELA
Peças em ouro foram furtadas, de Leiria a Setúbal, por grupo de nómadas.
Na vagina de uma mulher, a PSP encontrou onze jóias em ouro e um relógio Omega Speed Master. Faz parte de um grupo nómada, cujo julgamento está marcado mas pode não realizar-se; o tribunal não encontra os arguidos para os notificar.
Com efeito, e segundo o JN apurou, as primeiras sessões do julgamento estavam marcadas para amanhã e depois de amanhã, no Tribunal da Moita, na Margem Sul do rio Tejo, mas a verdade é que as autoridades não conseguiram notificar os arguidos, por desconhecerem o seu paradeiro.
Como consequência, o tribunal teve que adiar o início dos trabalhos, mas sem ter qualquer certeza de quando os poderá reiniciar, o que poderá conduzir à impunidade dos autores dos crimes, acusados da prática de associação criminosa, onze furtos qualificados em residências, receptação, falsificação de documentos, condução sem carta e falsas declarações.
Os indivíduos, catorze homens e mulheres, ligados aos romi, com origem na sua maioria, na zona dos Balcãs, mas também em Itália. A acusação do Ministério Público dá conta que vieram para Portugal, até 2006, para praticarem furtos em residências.
O principal objectivo do grupo era o furto de ouro, relógios, dinheiro e telemóveis, artigos de fácil transporte e venda, num modus operandi em tudo similar a um outro inquérito que decorre no DIAP do Porto e que está também sob investigação da PSP.
O grupo em fuga, no entanto, começou a ser investigado pela PSP da Moita, em 2007, e foi na sequência dessas operações policiais que a polícia veio a detectar, em Março, uma mulher, de nome L.D., de 29 anos, natural da Croácia, depois de buscas na residência que ocupava no Montijo, na Rua João das Regras. A arguida só veio a ser detida na cidade de Elvas, junto à fronteira com a Espanha, para onde se prepararia para fugir.
Na revista efectuada por uma agente da PSP, segundo os autos, foram-lhe encontradas na vagina dois anéis, três brincos, três pendentes com pedras preciosas, um fio com cerca de meio metro, um relógio Omega Speed Master, duas pulseiras e duas medalhas com motivos religiosos.
L.D. era uma das mulheres que foram usadas pelo grupo para a prática dos furtos em residências que ocorreram em Palmela, em Setúbal, na Moita, no Seixal e em Lisboa (Telheiras e Pontinha) e em Leiria, enquantos os homens ficavam em casa a tomar conta das crianças.
Foram arrendadas casas no Montijo, Pinhal Novo e Moita, onde as famílias viviam, assim como em rulotes, e onde guardavam os objectos furtados. Quando as mulheres chegavam, os homens encarregavam-se, então, dos objectos, procedendo à sua venda ou ao seu encaminhamento para fora do país.
De acordo com os autos, o chefe do grupo, tido como muito bem organizado, era um indivíduo de nome Z.M., de 44 anos, natural da Jugoslávia, que distribuía todas as tarefas.
Num dos furtos, em Palmela, o grupo conseguiu entrar numa moradia, numa urbanização de luxo, de onde conseguiram retirar um cofre com 600 quilos, que continha mais de 200 mil euros em jóias.
Seis elementos do grupo foram detidos e ficaram em preventiva e os outros constituídos arguidos, com termo de identidade e residência, mas por causa da reforma do Código de Processo Penal, eles acabaram por ser libertados, enquanto os outros nunca cumpriram as apresentações periódicas às autoridades.
As autoridades admite que terão todos fugido para fora do país, se bem que um novo grupo tenha sido detectado, desta feita pela PSP do Porto, em assaltos realizados também em Lisboa. As autoridades estão agora a tentar perceber se haverá alguma ligação ligação entre as duas estruturas organizadas.
O EXTREMISMO DE ESQUERDA RADICAL A GOVERNAR DO QUAL SAIU A LEI DA NACIONALIDADE, O CÓDIGO DO PROCESSO PENAL, AQUELE DAS GARANTIAS TOTAIS E A TRAIÇÃO GENÉTICA HABITUAL TRANSFORMARAM OS PORTUGUESES INDÍGENAS EM VÍTIMAS DE TODA A MERDA QUE AQUI CHEGAR E A QUEM OS DITOS RECONHECEM LOGO TODOS OS DIREITOS...O QUE NÃO É BARATO NEM OS DITOS CONTABILIZAM E EXPLICAM AOS SEUS CONTRIBUINTES...
COMO JÁ TINHAMOS POUCOS CIGANOS VÁ DE FACILITAR A VINDA DE MAIS...
Monday, November 9, 2009
Sunday, November 8, 2009
POR CÁ ATÉ OS APOIANTES DO PPC SÃO CONTRA CRUZES...
Sondagem: 84 por cento dos italianos favoráveis aos crucifixos nas escolas
17:12 AFP, PÚBLICO
Quase 84 por cento dos italianos interrogados numa sondagem disseram ser favoráveis à presença dos crucifixos nas salas de aula das escolas.
CONTRA CRUZES, A FAVOR DO ABORTO,DO "CASAMENTO" PANELEIRO E LÉSBICO OU SEJA SÃO DA ESQUERDA RADICAL DO PSD...
17:12 AFP, PÚBLICO
Quase 84 por cento dos italianos interrogados numa sondagem disseram ser favoráveis à presença dos crucifixos nas salas de aula das escolas.
CONTRA CRUZES, A FAVOR DO ABORTO,DO "CASAMENTO" PANELEIRO E LÉSBICO OU SEJA SÃO DA ESQUERDA RADICAL DO PSD...
POR CÁ O GRANDE AFRICANIZADOR VAI CERTAMENTE "AVANÇAR" MAIS...
Home Office covered up immigration risk
Labour's “open door” immigration policy knowingly risked allowing dangerous people to settle in Britain unchecked, according to documents seen by The Sunday Times.
The Whitehall correspondence, which was illegally withheld by the Home Office for four years, shows how ministers were told by the country’s most senior immigration official that his staff were to be “encouraged to take risks” when granting visas, work permits and extended residency to hundreds of thousands of new migrants.
The cover-up of this policy of risk-taking was so concerted that Richard Thomas, the then information commissioner, sent a team of investigators into the Home Office to trawl all the relevant papers. Earlier this year he rebuked the department for breaking the law and ordered it to release the material under the freedom of information (FoI) law.
The documents help to explain the huge rise in the flow of migrants into Britain as the Home Office rushed to clear a backlog of 45,000 cases.
Officials agreed to fast-track 337,000 applications with minimal checks. This led to a rapid rise in immigration. In 1999, 170,000 visas were granted; by 2002, this had risen to 300,000.
As officials were being ordered to take risks, several potentially dangerous people entered the UK. In late 2001, more than 20 Taliban, who had fled from Afghanistan after their defeat by American and British forces, were allowed to stay in the UK.
The documents cast new light on the row over past immigration policy, highlighted by the recent rise of the British National party.
Last week Alan Johnson became the first Labour home secretary to admit the government had made mistakes in its handling of immigration. He said ministers had ignored problems about failed asylum seekers and foreign national prisoners. They had also failed to grasp public unease about the growing pressure on jobs and public services.
http://www.timesonline.co.uk/tol/news/politics/article6907991.ece
EM PORTUGAL QUEM É QUE QUESTIONA ESTA POLÍTICA TRAIDORA?
QUEM SÃO OS RESPONSÁVEIS?
Labour's “open door” immigration policy knowingly risked allowing dangerous people to settle in Britain unchecked, according to documents seen by The Sunday Times.
The Whitehall correspondence, which was illegally withheld by the Home Office for four years, shows how ministers were told by the country’s most senior immigration official that his staff were to be “encouraged to take risks” when granting visas, work permits and extended residency to hundreds of thousands of new migrants.
The cover-up of this policy of risk-taking was so concerted that Richard Thomas, the then information commissioner, sent a team of investigators into the Home Office to trawl all the relevant papers. Earlier this year he rebuked the department for breaking the law and ordered it to release the material under the freedom of information (FoI) law.
The documents help to explain the huge rise in the flow of migrants into Britain as the Home Office rushed to clear a backlog of 45,000 cases.
Officials agreed to fast-track 337,000 applications with minimal checks. This led to a rapid rise in immigration. In 1999, 170,000 visas were granted; by 2002, this had risen to 300,000.
As officials were being ordered to take risks, several potentially dangerous people entered the UK. In late 2001, more than 20 Taliban, who had fled from Afghanistan after their defeat by American and British forces, were allowed to stay in the UK.
The documents cast new light on the row over past immigration policy, highlighted by the recent rise of the British National party.
Last week Alan Johnson became the first Labour home secretary to admit the government had made mistakes in its handling of immigration. He said ministers had ignored problems about failed asylum seekers and foreign national prisoners. They had also failed to grasp public unease about the growing pressure on jobs and public services.
http://www.timesonline.co.uk/tol/news/politics/article6907991.ece
EM PORTUGAL QUEM É QUE QUESTIONA ESTA POLÍTICA TRAIDORA?
QUEM SÃO OS RESPONSÁVEIS?
PORTUGAL ENDIVIDA-SE PARA FAZER O BEM
EEUU Base militar de Fort Hood
¿Fue el tiroteo de Texas un atentado?
El presidente del Comité de Seguridad Nacional del Senado apunta que Hasán se había convertido en un extremista islámico.
lei da nacionalidade(portuguesa):UMA LEI JUSTA E EUILIBRADA CONTRA A EXCLUSÃO SOCIAL
OS PORTUGUESES INDÍGENAS TÊM MUITO QUE PENAR.O MUNDO E EM ESPECIAL A ÁFRICA SÃO GRANDES E COMO VEMOS PELO MAJOR OS ACOLHIDOS PODEM "CONVERTER-SE EM EXTEMISTAS"...
NADA QUE AMEDRONTE A PALMA E COMPANHIA QUE DÃO O SEU MÁXIMO PARA JUSTIFICAR A ALTA TRAIÇÃO QUE ANDAM A COMETER...
¿Fue el tiroteo de Texas un atentado?
El presidente del Comité de Seguridad Nacional del Senado apunta que Hasán se había convertido en un extremista islámico.
lei da nacionalidade(portuguesa):UMA LEI JUSTA E EUILIBRADA CONTRA A EXCLUSÃO SOCIAL
OS PORTUGUESES INDÍGENAS TÊM MUITO QUE PENAR.O MUNDO E EM ESPECIAL A ÁFRICA SÃO GRANDES E COMO VEMOS PELO MAJOR OS ACOLHIDOS PODEM "CONVERTER-SE EM EXTEMISTAS"...
NADA QUE AMEDRONTE A PALMA E COMPANHIA QUE DÃO O SEU MÁXIMO PARA JUSTIFICAR A ALTA TRAIÇÃO QUE ANDAM A COMETER...
O DESARMAMENTO POPULAR COMO MEIO DE METER A CANGA NO ZÉ POVINHO
A SUÍÇA É UMA DEMOCRACIA AVANÇADA ONDE OS REFERENDOS SÃO NORMA E BASTAS VEZES EXIGIDOS.OS POLÍTICOS LOCAIS NÃO SE ATREVEM A "INTERPRETAR" EM DEMASIA COMO CÁ...
OS SUÍÇOS SÃO UM POVO EM ARMAS.TÊM AS ARMAS DE GUERRA EM CASA.POR ISSO MESMO É QUE O POVO É BEM ESCUTADO E RESPEITADO...
POR CÁ OS CANDIDATOS E CORRUPTOS QUEREM E ESTÃO A DESARMAR O ZÉ POVINHO BOM PARA VOTAR EM CARNEIRADA DEPOIS DE LHE LAVAREM BEM A MENTE PELA MASSIVA PROPAGANDA MAS IMBECIL E IRRESPONSÁVEL PARA TER UMA ARMA À MÃO DE SEMEAR...
A PROGRESSIVA ESCRAVIZAÇÃO A QUE OS EX-FALSOS LIBERTADORES ESTÃO A SUJEITAR OS CIDADÃOS ATRAVÉS DE EXPERIÊNCIAS EXÓTICAS QUE METEM SEMPRE ROUBALHEIRAS E CORRUPÇÕES E DIFERENTES NÍVEIS DE BEM ESTAR RESULTADO DA TAL REDE TENTACULAR QUE TUDO FAZ POR SI E PELA FAMÍLIA NOMEADAMENTE O DAS "MISTURAS" VIRTUOSAS PARA QUE ALGUNS SE SINTAM MELHOR EM CASA...
QUE BANDIDO IMPORTADO SEJA UM BOM SELVAGEM PARA OS DITOS NÃO ADMIRA NADA, AGORA QUE INDÍGENA SEJA IMPEDIDO DE SE DEFENDER DO ARRASTO , MESMO EM CASA E DE NOITE É UM ACTO DE ALTA TRAIÇÃO COMETIDO PELAS DITAS ELITES QUE QUEREM IGUALAR A RÉGUA E ESQUADRO OS INDÍGENAS COM AS ARARAS QUE IMPORTAM DAS MAIS EXÓTICAS FLORESTAS TROPICAIS...
NÃO ME ADMIRA NADA QUE TENHAM JÁ ACONTECIDO CASOS EM QUE O EX-CAPATAZ EM ÁFRICA, DONDE FOI CORRIDO E SEM BENS TENHA COMO CAPATAZ, CÁ, MERCÊ DA DISCRIMINAÇÃO POSITIVA, ALGUM DOS SEUS EX-CHEFIADOS... ISSO É QUE É A MÁXIMA EJACULAÇÃO DESTA ESQUERDA TRAIDORA QUE DE EX-DESCOLONIZADORES PASSARAM DE MANSINHO A COLONIZADORES COM PREJUÍZO SEMPRE DO POVO QUE DIZEM ESCLARECIDAMENTE GOVERNAR...
CALCULEM LÁ QUANTO É QUE CUSTA ALOJAR E ALIMENTAR EM TODOS OS ASPECTOS QUASE 1000000
DE "IMPORTADOS" A MAIORIA MILAGROSAMENTE JÁ "NACIONAIS" COMO NO ANTIGAMENTE COMO SE NÃO TIVESSE HAVIDO "INDEPENDÊNCIAS", QUE ALIÁS CONTINUAM A CUSTAR AOS CONTRIBUINTES LOCAIS OS OLHOS DA CARA... MISTÉRIOS QUE SÓ UMA ESQUERDA ESCLARECIDA PODERIA EXPLICAR, MAS NÃO EXPLICA A QUEM OBRIGA A PAGAR... E SE NÃO PAGAR LÁ VAI O CARRINHO, A CASA OU O QUE FOR PRECISO PORQUE FUNCIONAR BEM SÓ A MÁQUINA DOS IMPOSTOS...
UMA LEI DE DEFESA PESSOAL SEM CHATICES E PROCESSOS JUDICIAS E ARMAS JÁ!!!!
OS SUÍÇOS SÃO UM POVO EM ARMAS.TÊM AS ARMAS DE GUERRA EM CASA.POR ISSO MESMO É QUE O POVO É BEM ESCUTADO E RESPEITADO...
POR CÁ OS CANDIDATOS E CORRUPTOS QUEREM E ESTÃO A DESARMAR O ZÉ POVINHO BOM PARA VOTAR EM CARNEIRADA DEPOIS DE LHE LAVAREM BEM A MENTE PELA MASSIVA PROPAGANDA MAS IMBECIL E IRRESPONSÁVEL PARA TER UMA ARMA À MÃO DE SEMEAR...
A PROGRESSIVA ESCRAVIZAÇÃO A QUE OS EX-FALSOS LIBERTADORES ESTÃO A SUJEITAR OS CIDADÃOS ATRAVÉS DE EXPERIÊNCIAS EXÓTICAS QUE METEM SEMPRE ROUBALHEIRAS E CORRUPÇÕES E DIFERENTES NÍVEIS DE BEM ESTAR RESULTADO DA TAL REDE TENTACULAR QUE TUDO FAZ POR SI E PELA FAMÍLIA NOMEADAMENTE O DAS "MISTURAS" VIRTUOSAS PARA QUE ALGUNS SE SINTAM MELHOR EM CASA...
QUE BANDIDO IMPORTADO SEJA UM BOM SELVAGEM PARA OS DITOS NÃO ADMIRA NADA, AGORA QUE INDÍGENA SEJA IMPEDIDO DE SE DEFENDER DO ARRASTO , MESMO EM CASA E DE NOITE É UM ACTO DE ALTA TRAIÇÃO COMETIDO PELAS DITAS ELITES QUE QUEREM IGUALAR A RÉGUA E ESQUADRO OS INDÍGENAS COM AS ARARAS QUE IMPORTAM DAS MAIS EXÓTICAS FLORESTAS TROPICAIS...
NÃO ME ADMIRA NADA QUE TENHAM JÁ ACONTECIDO CASOS EM QUE O EX-CAPATAZ EM ÁFRICA, DONDE FOI CORRIDO E SEM BENS TENHA COMO CAPATAZ, CÁ, MERCÊ DA DISCRIMINAÇÃO POSITIVA, ALGUM DOS SEUS EX-CHEFIADOS... ISSO É QUE É A MÁXIMA EJACULAÇÃO DESTA ESQUERDA TRAIDORA QUE DE EX-DESCOLONIZADORES PASSARAM DE MANSINHO A COLONIZADORES COM PREJUÍZO SEMPRE DO POVO QUE DIZEM ESCLARECIDAMENTE GOVERNAR...
CALCULEM LÁ QUANTO É QUE CUSTA ALOJAR E ALIMENTAR EM TODOS OS ASPECTOS QUASE 1000000
DE "IMPORTADOS" A MAIORIA MILAGROSAMENTE JÁ "NACIONAIS" COMO NO ANTIGAMENTE COMO SE NÃO TIVESSE HAVIDO "INDEPENDÊNCIAS", QUE ALIÁS CONTINUAM A CUSTAR AOS CONTRIBUINTES LOCAIS OS OLHOS DA CARA... MISTÉRIOS QUE SÓ UMA ESQUERDA ESCLARECIDA PODERIA EXPLICAR, MAS NÃO EXPLICA A QUEM OBRIGA A PAGAR... E SE NÃO PAGAR LÁ VAI O CARRINHO, A CASA OU O QUE FOR PRECISO PORQUE FUNCIONAR BEM SÓ A MÁQUINA DOS IMPOSTOS...
UMA LEI DE DEFESA PESSOAL SEM CHATICES E PROCESSOS JUDICIAS E ARMAS JÁ!!!!
OI OLHEM QUE O 25 FOI AINDA HÁ POUCO TEMPO...
sábado, 7 de Novembro de 2009
Escumalha Social-Democrata
Em cada época da história, e em cada sítio do mundo, constata-se que a grande maioria das pessoas não se consegue libertar das crenças do seu tempo. Não conseguem ou não querem pôr em questão os credos religiosos, políticos e científicos do seu tempo. Estão como cegas. Apegam-se ao status quo, qualquer que ele seja. Resumindo, são homens do seu tempo. São perfeitamente capazes de ver com olhos críticos outros tempos e outras sociedades do mundo. Mas estão convencidos que a sociedade em que vivem é mais justa, mais decente, do que aquela na qual viveram os seus antepassados. Acreditam ser superirores aos demais, mesmo que não o admitam abertamente. A moderna sociedade portuguesa não difere em nada deste padrão de arrogância, de auto-confiança inapropriada, e de ignorância.
O povão e as elites que o mandam estão convencidos que a Social-Democracia que se criou nos dois últimos séculos representa o cúmulo da evolução histórica e moral da sociedade. Todos vêem que há alguns problemas de “gestão corrente” do sistema que têm que ser resolvidos. Mas muitos poucos são aqueles que põem em causa os fundamentos do regime: socialismo e democracia. Se há algum problema, é atribuído à falta de democracia, esta moderna manifestação do Bem na terra. Não se acredita que se tenha atingido a perfeição, mas crê-se certamente que o presente sistema seja moralmente superior aos anteriores.
As aristocracias, as monarquias, o nazismo, os comunismos, os ditadores de direita à la Pinochet ou à Salazar, todos são vistos (com razão, alíás), como os opressores e criminosos que são. Curiosamente, os mesmos que tanto espírito crítico demonstram nestas instâncias, são incapazes de questionar a sua própria sociedade. Esta reflexão seria proveitosa. O presente regime pode ser criticado pelas mesmas razões que os anteriores: viola de forma sistemática a liberdade das pessoas.
Numa sociedade livre, cada um é antes de mais dono de si mesmo. Por isso, a sua integridade física deve ser respeitada. Com o seu corpo, pode apropriar-se da natureza virgem, ganhando domínio sobre esta misturando-lhe o seu trabalho. É desta forma que se acede, originalmente, à propriedade legítima. Devido ao seu direito de propriedade, cada um pode modificar, vender, dar, transformar e destruir o que lhe pertence. Cada um pode vender o seu trabalho em troca daquilo que achar proveitoso, porque é dono do “instrumento” criador deste trabalho: o seu próprio corpo. Como é preciso respeitar a integridade física e a propriedade dos outros, a única maneira de adquirir riqueza e de aumentar o seu bem-estar consiste em proceder a trocas mutuamente voluntárias com os demais, ou apropriar-se de segmentos da natureza que ainda sejam virgens. Trocas livres e contratos mutuamente voluntários são os únicos aceitáveis. Cada uma das partes tem o dever de respeitar as suas obrigações contratuais, sob pena de violar os direitos das outras partes (visto que em caso de não respeito contratual terão abdicado da sua propriedade ou trabalho sem contrapartida). A iniciativa da violência, contra as pessoas e contra os seus bens, nunca é aceite. Pelo contrário, só no caso de algum indivíduo ter violado a liberdade dos outros se torna legítimo usar da violência contra este, como forma de castigo e retribruição. Estas são as características duma sociedade livre.
Como é óbvio, os regimes de antigamente não eram liberais. Os aristocratas e reis de outrora viviam do tributo que lhes era pago por agricultores, comerciantes e servos. Os nazis oprimiam as massas pelo serviço militar, agrediam os estrangeiros pela guerra, e aniquilivam as minorias pelos campos de concentração. Os comunistas impunham uma chapa totalitária sobre a sociedade, acaparando todos os bens de produção para a mão do estado, ou seja, roubando massivamente a população. Sendo donos de toda a sociedade, impunham um sistema de comando em que todos os assuntos privados ou materiais eram decididos de cima, pela força policial. Esta tirania era mantida por um sistema de prisões, de espiões e de trabalho escravo. Quanto às ditaduras de direita, apesar de não aplicarem programas económicos tão destruidores, não deixavam de torturar, de violar a liberdade de expressão e de associação, e de impôr sobre as suas gentes uma chapa de impostos e burocracias destinados a financiar os seus militarismos e os seus projectos nacionalistas megalómanos.
As sociais-democracias, vistas do ponto de vista do liberalismo, são também elas opressivas. Não são substancialmente diferentes dos regimes concorrentes. O socialismo é simplesmente parasitismo organizado em grande escala. O estado impõe a alguns (os produtores, trabalhadores, empresários, proprietários) a obrigação de alimentar as necessidades ou os desejos de outros. Pela força policial, cria-se uma casta de parasitas que vivem dos bens arrancados aos outros (funcionários públicos, políticos, reformados, estudantes, beneficiários do estado-social, etc...). E tem-se o descaramento de justificar este sistema pela “solidariedade”. Como se houvesse solidariedade da parte dos políticos que distribuem o que não lhes pertence, com o intuito de serem reeleitos. Como nos tempos da servagem, não resta outra solução àqueles que pagam a factura senão a de trabalhar, pagar e assumir os outros... além de se assumirem a si mesmos! Caso não se submetam, algum polícia há de atirá-los muito depressa para uma gaiola. O produtor, nas nossas sociedades, não está numa posição fundamentalmente diferente daquela que sofria o escravo de outros tempos. Também não é dono de si mesmo, nem do seu trabalho.
Se o socialismo é uma extorsão, a democracia é quanto a ela uma rufianice de primeira ordem. A democracia permite à maioria impôr-se à minoria. Isto não é fundamentalmente diferente do que sucedia aos pretos do sul americano de outrora. Caso desagradassem por alguma razão, eram linchados por algum bando de brancos enraivecidos. Este é um exemplo entre muitos de democracia em acção. Custa a crer que se tenha que dar algum valor moral a qualquer política destas, a qualquer acção, só por ela ter o apoio da maioria. As pessoas têm direitos invioláveis. Têm o direito à liberdade. Sempre que a turbe se oponha à liberdade do indivíduo deveria ser vista como um bando de selvagens perigosos, e sofrer o opróbrio dos homens de bem. Mas pelo contrário, na nossa época considera-se que a “vontade popular” (entenda-se, a maioria) é sagrada!
Vê-se assim que os dois traços fundamentais das nossas sociedades, socialismo e democracia, são inaceitáveis para quem queira viver numa sociedade livre.
Além destes traços essenciais das nossas sociedades, as democracias do mundo inteiro costumam exibir defeitos imediatamente aparentes a quem aspira à liberdade. O contraste entre o que os regimes actuais pretendem defender e o que fazem transparece facilmente. Pretende-se que os regimes modernos tenham descartado os erros e os defeitos dos anteriores, quando o que sucede geralmente é que nada de fundamental mudou. A instauração da democracia simplesmente ditou um método novo para a selecção das chefias do estado, sem que as políticas deste sejam efectivamente alteradas. Pelo contrário, a tendência milenar JOUVENEL para o aumento do poder do estado, e para a diminuição da liberdade, só aumentou com a generalização da democracia. Praticamente todos os parasitismos de outrora são mantidos no presente sistema.
Os políticos e os seus assassinos de serviço continuam a fazer guerras por motivos fúteis. Já não se pretende querer colonizar outras raças. Já não se pretende querer expandir territorialmente o “reino”. Mas é exactamente isso que é feito, recorrendo-se a novas justificações balofas. Hoje em dia mata-se e conquista-se países alheios para “espalhar a democracia”, “instaurar a paz”, “libertar as mulheres oprimidas”, “combater o terrorismo”, “distribuir a ajuda humanitária”, “derrubar ditadores”. O resultado é o mesmo: políticos, militares, e fornecedores bélicos aumentam o seu poder. Temos hipócritas assassinos, que pretendem proteger os inocenes que matam.
Apesar de se pretender combater os grandes grupos económicos, para benefício das massas, mantêm-se e reforçam-se os privilégios que os estados lhes concedem. Vive-se no meio do corporatismo mais repugnante. Este sistema é falsamente associado ao capitalismo. O estado concede subsídios a qualquer palerma que chore um pouco e pretenda representar meia dúzia de empresas. Os bancos comerciais recebem montantes absurdos dos bancos centrais. São concedidos monopólios a grupos amigos do poder políticos. São criadas burocracias e regulamentações que esmagam os pequenos empresários, o que diminui a concorrência para as grandes firmas que se mantêm a funcionar. São impostas restrições ao comércio internacional. São fomentados cartéis profissionais: ordens de médicos, de advogados, de farmacêuticos, sindicatos, etc... Tudo isto tem como objectivo fomentar o bem-estar de certos indivíduos pela violência do estado. Estas “leis” implicam impedir as pessoas de usar a sua propriedade livremente; implicam extorção, ameaças, restrições. Impedem as pessoas de trabalhar sem ter para isso autorização – impedem as pessoas de ganhar a vida! Ou seja, violam as liberdades que existiriam numa ordem económica capitalista. Numa sociedade livre, o estado não pode violar a liberdade dos indivíduos, quer seja para distribuir benesses pelas massas, quer seja para favorecer algumas empresas.
Como se não bastasse todo este parasitismo, em nada diferente do que se observou noutros tempos, observa-se que os regimes democráticos têm umas pancadas que lhes são específicas. Em primeiro lugar, impôs-se em nome da “tolerância” um clima pouco são de... intolerância (vá-se lá perceber!). Chamemos-lhe o fenómeno das victimologias. Sob pretexto de defender minorias oprimidas (maricas, pretos, mulheres, estrangeiros, muçulmanos) viola-se de forma sistemática a liberdade de pessoas que nada fizeram a estes grupos. Já não se pode “discriminar”, ou seja, é-se obrigado a aceitar na sua propriedade, e nas suas relações comerciais e de trabalho, pessoas com quem não se quer ter envolvimento. A liberdade de não-associação, tão importante como a liberdade de associação, é assim violada. Por todo o mundo ocidental, já não se pode fazer comentários ou piadas racistas, homofóbicos, anti-semitas, xenófobos, sexistas, revisionistas (quanto à matança dos judeus na Segunda Guerra Mundial), anti-islâmicos, correndo-se o risco imediato de ser despedido e processado. A liberdade de expressão é assim violada em nome duma pseudo-tolerância. Tornou-se impossível discutir calmamente e racionalmente diferenças entre raças, grupos religiosos, sexos: parte-se imediatamente do pressuposto que quem não aceita a suposta igualdade de todos é um nazi (ou talvez algum escravagisa dono duma plantação de algodão) secretamente desejoso de matar todos aqueles que critica. Até crianças já estão a ser punidas por causa desta nova religião.
A democracia é completamente incapaz de resistir a grupos de pressão. Défices, dívidas e promessas acumulam-se ano após ano. Os diversos estados-sociais caminham alegremente para a bancarrota e o colapso. Reformar o monstro parece ser impossível. A carga fiscal é esmagadora, como nunca o foi ao longo da História. O suicídio do sistema parece ser o fim da estrada.Todos os grupos empresariais, sindicais, corporativos que chorem mais alto e obtenham a atenção pública são saciados e contentados. Está-se num estado de crise e de “luta” social constante; no entanto, mantem-se que esta sociedade caótica, na qual ninguém acredita convictamente, é o “final da História”. Por causa do processo eleitoral, são santificadas as massas. Supostamente, um conjunto de ignorantes e preguiçosos (cuja principal preocupação é a bola e as telenovelas) são inerentemente aptos a governarem os outros. Nunca é dito claramente que há princípios e valores que estão acima dos desejos da maioria. Contudo, o regime acaba por ser pouco “democrático”; muitas das decisões tomadas pelas chefias do estado não têm aprovação das bases. Não faz mal, quando chegarem as eleições já se esqueceram. Além disso, os corruptos lá do topo sempre arranjarão uns votozitos fazendo participar as bases na roubalheira ambiente. O estado social serve para isso.
Homens de princípios recusam-se a participar na palhaçada democrática. Caso queiram participar nela, não são eleitos: não fazem festinhas ao povão no sentido do pêlo. A independência do país é posta em causa por corpos globalistas como a NATO, Bruxelas, as Nações Unidas, em trocos duns subsídios, e duns almoços nas capitais imperiais. Quem se oponha a este processo de subjugação do país a burocracias estrangeiras é visto como um racista militarista, como se fosse algum horror não querer ser dominado por povos estrangeiros. Crusadas morais de carácter científico duvidoso, como a do aquecimento global , são utilizadas para impôr uma Nova Ordem Mundial, gerida por organismos internacionais liberticidas.
Todos os contratos são destruídos em nome da “liberdade”. Todos as hierarquias voluntárias e legítimas são enfraquecidas. A mulher é vítima, necessariamente (!), do seu marido. O consumidor é vítima do produtor. Os agricultores são vítimas dos supermercados. O devedor é vítima do banqueiro. O trabalhador é vítima do patrão. Já não se considera que a palavra dada e que os contratos sejam sagrados. As obrigações contratuais, apesar de livremente aceites, são “opressivas”. E por isso, o estado tem que intervir, impondo a sua hierarquia, coerciva esta sim, sobre todas as relações, e quebrando os contratos em detrimento de uma das partes. É preciso quebrar estas relações para “re-equilibrá-las”. Mas curiosamente o social-democrata não se queixa desta hierarquia, a do estado sobre a sociedade; esta, supostamente, não é opressiva...
Apesar disso tudo, o social-democrata vive contentado. O cheque da “Segurança social” vai caindo, por enquanto. Pode-se fornicar à vontade. Pode-se dizer mal dos políticos, e todos os quatros anos, pode-se pôr um voto, no meio de oito ou nove milhões. É suficiente para o Manel e a Maria se sentirem livres, mesmo que tenham que calar e comer no fim. Yuppie! Viva a Liberdade! 25 de Abril Sempre!
Não se pense que as elites sociais-democratas praticam o igualitarismo e a tolerância que pregam. Um espírito elitista coercivo e parasita domina o seu pensamento e as suas acções. O sistema social-democrata é intrinsecamente parasita, e por esta razão, tem que haver quem tente justificar o domínio de uns sobre os outros. O elitista actual veste a máscara do benfeitor. Ele é muito bonzinho. Sabe o que é melhor para os outros. Quer resolver os problemas de saúde, de educação, de transportes, de velhice, de acidentes, de segurança, e outros ainda, do seu rebanho. Até os aspectos mais íntimos da vida das pessoas têm solução: há um batalhão de psicólogos para nos ouvir choramingar, para nos aconselhar e perceber,. E com uma consulta de urologia, num hospital público, até os problemas de erecção têm solução. Nem o Professor Karamba tem tantos poderes. Mas ao pretender tomar conta das pessoas, como se duma dádiva se tratasse (pouco importa que isto tudo tenha custos fiscais...), o estado está na realidade a degradar os indivíduos. Indivíduos autónomos tornam-se crianças dependentes do poder político, e são vistas assim por este. Infelizmene, as saias da mamã têm picos. O generoso burocrata não nos quer simplesmente ajudar. Também nos quer controlar, e dizer-nos como temos de guiar as nossas vidas. E se por acaso os miúdos se rebelarem, serão “gentilmente” castigados pelas forças repressivas do estado. Como diria o Tocqueville, o poder não destrói, mas comprime e sufoca. Não se pense que as nossas mui-tolerantes elites abdicam dos capangas armados que lhes vieram de regimes passados. Precisam deles para controlar e gerir a sociedade, como se do seu jardim particular se tratasse. Elas tratam as suas jurisdições como propriedades particulares, à moda antiga dos reis, apesar de pretenderem representarem-nos e servir-nos.
Esta pseudo-tolerância é um verniz que estala bem depressa. O homem independente, o “egoísta” que não quer pagar impostos, o intolerante pacífico (aquele que não gosta dos grupos de Vítimas Credenciadas, mas que as deixa em paz), o rico, as elites naturais que não ganharam a sua posição proeminente pela força do estado, todos eles criam anti-corpos poderosos ao generoso benfeitor social-democrata. Não se pense que o carácter repressivo do presente regime se limita a uma certa direita mais conservadora. O progressista esquerdista, convencido da sua superioridade moral, convencido de fazer parte da corrente triunfante da História, sempre em busca de desigualdades a combater, de falhas de mercado, de opressões nas relações voluntárias, e que ocasionalmente gosta de fumar um charro encostado a uma parede suja do Bairro Alto, não é menos intolerante e adepto da bófia do que o conservador social-democrata de direita. Apesar de se dar ares de anti-autoritário, gosta muito da polícia: precisa dela e do estado para pôr em marcha o seu programa de “reforma” social. Contem com ele para legalizar o canábis; mas não se espere que ele deixe as pessoas guardar os seus rendimentos (há tantos “direitos sociais” a distribuir por aí!).
Em suma, este regime é injusto. Quer seja melhor ou pior que os outros é pouco importante. É este que nos pesa sobre os ombros, e por isso temos que combatê-lo. Seria bom que os abrilistas deixassem um pouco de lado a sua monomania com o Salaza. O canalha já morreu, não chateia mais, diabo! O seu ódio pela direita, ou pelos nazis, é um tanto ou quanto cómico. Os regimes anteriores e o presente, a esquerda e a direita, têm todos um ponto em comum. São parasitas liberticidas. Há entre estes grupos uma simples diferença de grau e de estilo, mas não de natureza. Seria interessante que se abrisse os olhos quanto ao presente sistema. Este regime é anti-liberal. Quer os sociais-democratas conservadores da direita, quer os progressistas delirantes e barulhentos da esquerda forma um bando de parasitas. Não têm qualquer respeito pela liberdade das pessoas. E as massas que, grosso modo, apoiam esta palhaçada, não merecem qualquer respeito.
O homem de bem só aspira a ser livre no meio de homens livres. Não pretende ter a missão de salvar os outros, nem exige que os outros lhe resolvam os seus problemas. Não se impõe, nem admite que se lhe imponham. É um homem pacífico, mas não é um carneiro.
Tem que se restaurar a liberdade, destruindo impostos, regulamentações, burocracias, restrições, proibições e monopólios. Tem que se defender sem pruridos o direito de propriedade privada, e o capitalismo. Tem que se reafirmar o direito de possuir armas. Sem elas, não há liberdade possível, face à canalha parasita que impera no país, pois esta está visceralmente convencida do seu direito de controlar os seus semelhantes. Em vez de passar dum regime opressivo ao outro, lute-se pelo liberalismo mais completo.
Morte à Social-Democracia!
Viva a Liberdade!
Por Pedro Velhinho Bandeira
Escumalha Social-Democrata
Em cada época da história, e em cada sítio do mundo, constata-se que a grande maioria das pessoas não se consegue libertar das crenças do seu tempo. Não conseguem ou não querem pôr em questão os credos religiosos, políticos e científicos do seu tempo. Estão como cegas. Apegam-se ao status quo, qualquer que ele seja. Resumindo, são homens do seu tempo. São perfeitamente capazes de ver com olhos críticos outros tempos e outras sociedades do mundo. Mas estão convencidos que a sociedade em que vivem é mais justa, mais decente, do que aquela na qual viveram os seus antepassados. Acreditam ser superirores aos demais, mesmo que não o admitam abertamente. A moderna sociedade portuguesa não difere em nada deste padrão de arrogância, de auto-confiança inapropriada, e de ignorância.
O povão e as elites que o mandam estão convencidos que a Social-Democracia que se criou nos dois últimos séculos representa o cúmulo da evolução histórica e moral da sociedade. Todos vêem que há alguns problemas de “gestão corrente” do sistema que têm que ser resolvidos. Mas muitos poucos são aqueles que põem em causa os fundamentos do regime: socialismo e democracia. Se há algum problema, é atribuído à falta de democracia, esta moderna manifestação do Bem na terra. Não se acredita que se tenha atingido a perfeição, mas crê-se certamente que o presente sistema seja moralmente superior aos anteriores.
As aristocracias, as monarquias, o nazismo, os comunismos, os ditadores de direita à la Pinochet ou à Salazar, todos são vistos (com razão, alíás), como os opressores e criminosos que são. Curiosamente, os mesmos que tanto espírito crítico demonstram nestas instâncias, são incapazes de questionar a sua própria sociedade. Esta reflexão seria proveitosa. O presente regime pode ser criticado pelas mesmas razões que os anteriores: viola de forma sistemática a liberdade das pessoas.
Numa sociedade livre, cada um é antes de mais dono de si mesmo. Por isso, a sua integridade física deve ser respeitada. Com o seu corpo, pode apropriar-se da natureza virgem, ganhando domínio sobre esta misturando-lhe o seu trabalho. É desta forma que se acede, originalmente, à propriedade legítima. Devido ao seu direito de propriedade, cada um pode modificar, vender, dar, transformar e destruir o que lhe pertence. Cada um pode vender o seu trabalho em troca daquilo que achar proveitoso, porque é dono do “instrumento” criador deste trabalho: o seu próprio corpo. Como é preciso respeitar a integridade física e a propriedade dos outros, a única maneira de adquirir riqueza e de aumentar o seu bem-estar consiste em proceder a trocas mutuamente voluntárias com os demais, ou apropriar-se de segmentos da natureza que ainda sejam virgens. Trocas livres e contratos mutuamente voluntários são os únicos aceitáveis. Cada uma das partes tem o dever de respeitar as suas obrigações contratuais, sob pena de violar os direitos das outras partes (visto que em caso de não respeito contratual terão abdicado da sua propriedade ou trabalho sem contrapartida). A iniciativa da violência, contra as pessoas e contra os seus bens, nunca é aceite. Pelo contrário, só no caso de algum indivíduo ter violado a liberdade dos outros se torna legítimo usar da violência contra este, como forma de castigo e retribruição. Estas são as características duma sociedade livre.
Como é óbvio, os regimes de antigamente não eram liberais. Os aristocratas e reis de outrora viviam do tributo que lhes era pago por agricultores, comerciantes e servos. Os nazis oprimiam as massas pelo serviço militar, agrediam os estrangeiros pela guerra, e aniquilivam as minorias pelos campos de concentração. Os comunistas impunham uma chapa totalitária sobre a sociedade, acaparando todos os bens de produção para a mão do estado, ou seja, roubando massivamente a população. Sendo donos de toda a sociedade, impunham um sistema de comando em que todos os assuntos privados ou materiais eram decididos de cima, pela força policial. Esta tirania era mantida por um sistema de prisões, de espiões e de trabalho escravo. Quanto às ditaduras de direita, apesar de não aplicarem programas económicos tão destruidores, não deixavam de torturar, de violar a liberdade de expressão e de associação, e de impôr sobre as suas gentes uma chapa de impostos e burocracias destinados a financiar os seus militarismos e os seus projectos nacionalistas megalómanos.
As sociais-democracias, vistas do ponto de vista do liberalismo, são também elas opressivas. Não são substancialmente diferentes dos regimes concorrentes. O socialismo é simplesmente parasitismo organizado em grande escala. O estado impõe a alguns (os produtores, trabalhadores, empresários, proprietários) a obrigação de alimentar as necessidades ou os desejos de outros. Pela força policial, cria-se uma casta de parasitas que vivem dos bens arrancados aos outros (funcionários públicos, políticos, reformados, estudantes, beneficiários do estado-social, etc...). E tem-se o descaramento de justificar este sistema pela “solidariedade”. Como se houvesse solidariedade da parte dos políticos que distribuem o que não lhes pertence, com o intuito de serem reeleitos. Como nos tempos da servagem, não resta outra solução àqueles que pagam a factura senão a de trabalhar, pagar e assumir os outros... além de se assumirem a si mesmos! Caso não se submetam, algum polícia há de atirá-los muito depressa para uma gaiola. O produtor, nas nossas sociedades, não está numa posição fundamentalmente diferente daquela que sofria o escravo de outros tempos. Também não é dono de si mesmo, nem do seu trabalho.
Se o socialismo é uma extorsão, a democracia é quanto a ela uma rufianice de primeira ordem. A democracia permite à maioria impôr-se à minoria. Isto não é fundamentalmente diferente do que sucedia aos pretos do sul americano de outrora. Caso desagradassem por alguma razão, eram linchados por algum bando de brancos enraivecidos. Este é um exemplo entre muitos de democracia em acção. Custa a crer que se tenha que dar algum valor moral a qualquer política destas, a qualquer acção, só por ela ter o apoio da maioria. As pessoas têm direitos invioláveis. Têm o direito à liberdade. Sempre que a turbe se oponha à liberdade do indivíduo deveria ser vista como um bando de selvagens perigosos, e sofrer o opróbrio dos homens de bem. Mas pelo contrário, na nossa época considera-se que a “vontade popular” (entenda-se, a maioria) é sagrada!
Vê-se assim que os dois traços fundamentais das nossas sociedades, socialismo e democracia, são inaceitáveis para quem queira viver numa sociedade livre.
Além destes traços essenciais das nossas sociedades, as democracias do mundo inteiro costumam exibir defeitos imediatamente aparentes a quem aspira à liberdade. O contraste entre o que os regimes actuais pretendem defender e o que fazem transparece facilmente. Pretende-se que os regimes modernos tenham descartado os erros e os defeitos dos anteriores, quando o que sucede geralmente é que nada de fundamental mudou. A instauração da democracia simplesmente ditou um método novo para a selecção das chefias do estado, sem que as políticas deste sejam efectivamente alteradas. Pelo contrário, a tendência milenar JOUVENEL para o aumento do poder do estado, e para a diminuição da liberdade, só aumentou com a generalização da democracia. Praticamente todos os parasitismos de outrora são mantidos no presente sistema.
Os políticos e os seus assassinos de serviço continuam a fazer guerras por motivos fúteis. Já não se pretende querer colonizar outras raças. Já não se pretende querer expandir territorialmente o “reino”. Mas é exactamente isso que é feito, recorrendo-se a novas justificações balofas. Hoje em dia mata-se e conquista-se países alheios para “espalhar a democracia”, “instaurar a paz”, “libertar as mulheres oprimidas”, “combater o terrorismo”, “distribuir a ajuda humanitária”, “derrubar ditadores”. O resultado é o mesmo: políticos, militares, e fornecedores bélicos aumentam o seu poder. Temos hipócritas assassinos, que pretendem proteger os inocenes que matam.
Apesar de se pretender combater os grandes grupos económicos, para benefício das massas, mantêm-se e reforçam-se os privilégios que os estados lhes concedem. Vive-se no meio do corporatismo mais repugnante. Este sistema é falsamente associado ao capitalismo. O estado concede subsídios a qualquer palerma que chore um pouco e pretenda representar meia dúzia de empresas. Os bancos comerciais recebem montantes absurdos dos bancos centrais. São concedidos monopólios a grupos amigos do poder políticos. São criadas burocracias e regulamentações que esmagam os pequenos empresários, o que diminui a concorrência para as grandes firmas que se mantêm a funcionar. São impostas restrições ao comércio internacional. São fomentados cartéis profissionais: ordens de médicos, de advogados, de farmacêuticos, sindicatos, etc... Tudo isto tem como objectivo fomentar o bem-estar de certos indivíduos pela violência do estado. Estas “leis” implicam impedir as pessoas de usar a sua propriedade livremente; implicam extorção, ameaças, restrições. Impedem as pessoas de trabalhar sem ter para isso autorização – impedem as pessoas de ganhar a vida! Ou seja, violam as liberdades que existiriam numa ordem económica capitalista. Numa sociedade livre, o estado não pode violar a liberdade dos indivíduos, quer seja para distribuir benesses pelas massas, quer seja para favorecer algumas empresas.
Como se não bastasse todo este parasitismo, em nada diferente do que se observou noutros tempos, observa-se que os regimes democráticos têm umas pancadas que lhes são específicas. Em primeiro lugar, impôs-se em nome da “tolerância” um clima pouco são de... intolerância (vá-se lá perceber!). Chamemos-lhe o fenómeno das victimologias. Sob pretexto de defender minorias oprimidas (maricas, pretos, mulheres, estrangeiros, muçulmanos) viola-se de forma sistemática a liberdade de pessoas que nada fizeram a estes grupos. Já não se pode “discriminar”, ou seja, é-se obrigado a aceitar na sua propriedade, e nas suas relações comerciais e de trabalho, pessoas com quem não se quer ter envolvimento. A liberdade de não-associação, tão importante como a liberdade de associação, é assim violada. Por todo o mundo ocidental, já não se pode fazer comentários ou piadas racistas, homofóbicos, anti-semitas, xenófobos, sexistas, revisionistas (quanto à matança dos judeus na Segunda Guerra Mundial), anti-islâmicos, correndo-se o risco imediato de ser despedido e processado. A liberdade de expressão é assim violada em nome duma pseudo-tolerância. Tornou-se impossível discutir calmamente e racionalmente diferenças entre raças, grupos religiosos, sexos: parte-se imediatamente do pressuposto que quem não aceita a suposta igualdade de todos é um nazi (ou talvez algum escravagisa dono duma plantação de algodão) secretamente desejoso de matar todos aqueles que critica. Até crianças já estão a ser punidas por causa desta nova religião.
A democracia é completamente incapaz de resistir a grupos de pressão. Défices, dívidas e promessas acumulam-se ano após ano. Os diversos estados-sociais caminham alegremente para a bancarrota e o colapso. Reformar o monstro parece ser impossível. A carga fiscal é esmagadora, como nunca o foi ao longo da História. O suicídio do sistema parece ser o fim da estrada.Todos os grupos empresariais, sindicais, corporativos que chorem mais alto e obtenham a atenção pública são saciados e contentados. Está-se num estado de crise e de “luta” social constante; no entanto, mantem-se que esta sociedade caótica, na qual ninguém acredita convictamente, é o “final da História”. Por causa do processo eleitoral, são santificadas as massas. Supostamente, um conjunto de ignorantes e preguiçosos (cuja principal preocupação é a bola e as telenovelas) são inerentemente aptos a governarem os outros. Nunca é dito claramente que há princípios e valores que estão acima dos desejos da maioria. Contudo, o regime acaba por ser pouco “democrático”; muitas das decisões tomadas pelas chefias do estado não têm aprovação das bases. Não faz mal, quando chegarem as eleições já se esqueceram. Além disso, os corruptos lá do topo sempre arranjarão uns votozitos fazendo participar as bases na roubalheira ambiente. O estado social serve para isso.
Homens de princípios recusam-se a participar na palhaçada democrática. Caso queiram participar nela, não são eleitos: não fazem festinhas ao povão no sentido do pêlo. A independência do país é posta em causa por corpos globalistas como a NATO, Bruxelas, as Nações Unidas, em trocos duns subsídios, e duns almoços nas capitais imperiais. Quem se oponha a este processo de subjugação do país a burocracias estrangeiras é visto como um racista militarista, como se fosse algum horror não querer ser dominado por povos estrangeiros. Crusadas morais de carácter científico duvidoso, como a do aquecimento global , são utilizadas para impôr uma Nova Ordem Mundial, gerida por organismos internacionais liberticidas.
Todos os contratos são destruídos em nome da “liberdade”. Todos as hierarquias voluntárias e legítimas são enfraquecidas. A mulher é vítima, necessariamente (!), do seu marido. O consumidor é vítima do produtor. Os agricultores são vítimas dos supermercados. O devedor é vítima do banqueiro. O trabalhador é vítima do patrão. Já não se considera que a palavra dada e que os contratos sejam sagrados. As obrigações contratuais, apesar de livremente aceites, são “opressivas”. E por isso, o estado tem que intervir, impondo a sua hierarquia, coerciva esta sim, sobre todas as relações, e quebrando os contratos em detrimento de uma das partes. É preciso quebrar estas relações para “re-equilibrá-las”. Mas curiosamente o social-democrata não se queixa desta hierarquia, a do estado sobre a sociedade; esta, supostamente, não é opressiva...
Apesar disso tudo, o social-democrata vive contentado. O cheque da “Segurança social” vai caindo, por enquanto. Pode-se fornicar à vontade. Pode-se dizer mal dos políticos, e todos os quatros anos, pode-se pôr um voto, no meio de oito ou nove milhões. É suficiente para o Manel e a Maria se sentirem livres, mesmo que tenham que calar e comer no fim. Yuppie! Viva a Liberdade! 25 de Abril Sempre!
Não se pense que as elites sociais-democratas praticam o igualitarismo e a tolerância que pregam. Um espírito elitista coercivo e parasita domina o seu pensamento e as suas acções. O sistema social-democrata é intrinsecamente parasita, e por esta razão, tem que haver quem tente justificar o domínio de uns sobre os outros. O elitista actual veste a máscara do benfeitor. Ele é muito bonzinho. Sabe o que é melhor para os outros. Quer resolver os problemas de saúde, de educação, de transportes, de velhice, de acidentes, de segurança, e outros ainda, do seu rebanho. Até os aspectos mais íntimos da vida das pessoas têm solução: há um batalhão de psicólogos para nos ouvir choramingar, para nos aconselhar e perceber,. E com uma consulta de urologia, num hospital público, até os problemas de erecção têm solução. Nem o Professor Karamba tem tantos poderes. Mas ao pretender tomar conta das pessoas, como se duma dádiva se tratasse (pouco importa que isto tudo tenha custos fiscais...), o estado está na realidade a degradar os indivíduos. Indivíduos autónomos tornam-se crianças dependentes do poder político, e são vistas assim por este. Infelizmene, as saias da mamã têm picos. O generoso burocrata não nos quer simplesmente ajudar. Também nos quer controlar, e dizer-nos como temos de guiar as nossas vidas. E se por acaso os miúdos se rebelarem, serão “gentilmente” castigados pelas forças repressivas do estado. Como diria o Tocqueville, o poder não destrói, mas comprime e sufoca. Não se pense que as nossas mui-tolerantes elites abdicam dos capangas armados que lhes vieram de regimes passados. Precisam deles para controlar e gerir a sociedade, como se do seu jardim particular se tratasse. Elas tratam as suas jurisdições como propriedades particulares, à moda antiga dos reis, apesar de pretenderem representarem-nos e servir-nos.
Esta pseudo-tolerância é um verniz que estala bem depressa. O homem independente, o “egoísta” que não quer pagar impostos, o intolerante pacífico (aquele que não gosta dos grupos de Vítimas Credenciadas, mas que as deixa em paz), o rico, as elites naturais que não ganharam a sua posição proeminente pela força do estado, todos eles criam anti-corpos poderosos ao generoso benfeitor social-democrata. Não se pense que o carácter repressivo do presente regime se limita a uma certa direita mais conservadora. O progressista esquerdista, convencido da sua superioridade moral, convencido de fazer parte da corrente triunfante da História, sempre em busca de desigualdades a combater, de falhas de mercado, de opressões nas relações voluntárias, e que ocasionalmente gosta de fumar um charro encostado a uma parede suja do Bairro Alto, não é menos intolerante e adepto da bófia do que o conservador social-democrata de direita. Apesar de se dar ares de anti-autoritário, gosta muito da polícia: precisa dela e do estado para pôr em marcha o seu programa de “reforma” social. Contem com ele para legalizar o canábis; mas não se espere que ele deixe as pessoas guardar os seus rendimentos (há tantos “direitos sociais” a distribuir por aí!).
Em suma, este regime é injusto. Quer seja melhor ou pior que os outros é pouco importante. É este que nos pesa sobre os ombros, e por isso temos que combatê-lo. Seria bom que os abrilistas deixassem um pouco de lado a sua monomania com o Salaza. O canalha já morreu, não chateia mais, diabo! O seu ódio pela direita, ou pelos nazis, é um tanto ou quanto cómico. Os regimes anteriores e o presente, a esquerda e a direita, têm todos um ponto em comum. São parasitas liberticidas. Há entre estes grupos uma simples diferença de grau e de estilo, mas não de natureza. Seria interessante que se abrisse os olhos quanto ao presente sistema. Este regime é anti-liberal. Quer os sociais-democratas conservadores da direita, quer os progressistas delirantes e barulhentos da esquerda forma um bando de parasitas. Não têm qualquer respeito pela liberdade das pessoas. E as massas que, grosso modo, apoiam esta palhaçada, não merecem qualquer respeito.
O homem de bem só aspira a ser livre no meio de homens livres. Não pretende ter a missão de salvar os outros, nem exige que os outros lhe resolvam os seus problemas. Não se impõe, nem admite que se lhe imponham. É um homem pacífico, mas não é um carneiro.
Tem que se restaurar a liberdade, destruindo impostos, regulamentações, burocracias, restrições, proibições e monopólios. Tem que se defender sem pruridos o direito de propriedade privada, e o capitalismo. Tem que se reafirmar o direito de possuir armas. Sem elas, não há liberdade possível, face à canalha parasita que impera no país, pois esta está visceralmente convencida do seu direito de controlar os seus semelhantes. Em vez de passar dum regime opressivo ao outro, lute-se pelo liberalismo mais completo.
Morte à Social-Democracia!
Viva a Liberdade!
Por Pedro Velhinho Bandeira
AOS MODERNOS COLONIZADORES POR NOSSA CONTA
La 'yihad' de Raquel
Casada con un terrorista huido y dominada por su marido, desapareció en 2001. Ahora aparece su rastro entre los escombros de una casa en Waziristán, el refugio de Bin Laden
JOSÉ MARÍA IRUJO 08/11/2009
Una nueva pieza en el complicado puzzle que retrata la presencia de Al Qaeda en España se acaba de encontrar entre los escombros de una vivienda asaltada por el Ejército paquistaní en Sherwangai, una población en la región tribal de Waziristán del Sur, el refugio más cálido y seguro de los talibanes. El pasaporte de la española Raquel Burgos García, convertida al islam, apareció junto al de Said Bahaji, uno de los miembros del comando que organizó el 11-S, un tipo que compartió apartamento en Hamburgo (Alemania) con Mohamed Atta, el jefe de los suicidas, y que finalmente no voló en los aviones secuestrados al no conseguir visado para entrar en Estados Unidos. Athar Abbas, portavoz del Ejército paquistaní, exhibió los documentos de ambos como si fueran trofeos de caza mayor. "No sabemos cuándo llegó, ni cuánto tiempo estuvo en Pakistán",dijo
"No sé nada de ella desde hace muchos años", confiesa su padre, triste y desanimado
La madrileña Raquel Burgos, de 34 años, es una persona conocida para los servicios secretos y la policía española, probablemente una de las mujeres más buscadas por ser la esposa de Amer el Azizi, Othman al Andalusi, apodo que obtuvo en los campos de entrenamiento en Afganistán, muyahid en Bosnia, supuesto jefe de Al Qaeda en Europa, sospechoso de inducir el 11-M y uno de los eslabones perdidos del 11-S. Un marroquí delgado y barbudo por el que más de un agente español entregaría hasta el último céntimo de su paga para interrogarlo y bucear en sus secretos.
Raquel y Amer se casaron en la mezquita de la M-30 y vivieron en Madrid, en el número 24 de la calle del Buen Gobernador, cerca de la plaza de toros de Las Ventas, en un bajo de 70 metros cuadrados sin ascensor que les cedió el padre de ella, propietario de un restaurante en la calle de Alcalá. Todos los meses este último les entregaba una "ayuda" de 300 euros porque Amer no trabajaba, salvo algunas traducciones para la Casa del Libro Árabe. En realidad dedicaba su tiempo a captar muyahidin y a enviarlos a hacer la yihad a distintos puntos del planeta. "No tiene trabajo conocido y se desconoce el origen de sus ingresos", dice un informe policial de aquella época.
Raquel Burgos vestía siempre de negro, cubría su rostro y cabello con un burka y no se relacionaba con el vecindario. "Jamás vimos su cabello. Iba siempre completamente cubierta. Alguna vez los dos pequeños subían a mi casa a por una galleta, pero los padres evitaban cualquier contacto con nosotros", asegura una vecina. "Oíamos las palizas que le daba, pero nunca se quejó ni nos dijo nada. Parecía una mujer sometida", asegura otra.
Cuando cayeron las Torres Gemelas, los policías de la BKA alemana registraron el piso de Atta en Hamburgo y encontraron en la agenda de Said Bahaji, el teléfono y la dirección en Madrid de Imad Eddin Barakat, Abu Dahdah, un sirio amigo de Azizi, otro jefe de Al Qaeda condenado años después. La policía española vigilaba a ambos desde 1995, les filmó en vídeo e intervino sus teléfonos, pero el marroquí, escurridizo como una anguila, huyó en dos ocasiones, la última disfrazado de mujer y ante las narices de la policía que vigilaba su casa. Los agentes acusaron al Centro Nacional de Inteligencia (CNI) de espantar a la pieza -dos espías tocaron el timbre de su casa- y de provocar su fuga. Desde entonces, octubre de 2001, el rastro de Amer el Azizi ha sido un misterio. Una información de inteligencia aseguró que había muerto en Irak durante un ataque suicida. "Algo que nunca hemos podido probar", admite un jefe policial.
Tras la fuga de su marido, Raquel y sus tres hijos dejaron Madrid y se establecieron en Marruecos, donde recibieron la ayuda de destacados islamistas. "Me comunicó que se trasladaba a Casablanca junto con su marido, pero no me dijo el motivo. Desde entonces no he tenido contacto con ella", declaró su padre a la policía días después de la huida. En verano de 2002 viajaron a Francia y allí se perdió su pista. Los servicios de inteligencia sospechaban que los Azizi estaban en Turquía hasta la reaparición de la imagen de Raquel en el fortín talibán de Waziristán, una zona tribal en la que se sospecha se oculta Osama Bin Laden y su escudero Ayman al Zawahiri. "Es una mujer dispuesta a casi todo por su marido. Desde 2001 su vida ha tenido que ser un infierno", asegura una persona que trató a la pareja y que pide el anonimato. "No sé nada de ella desde hace muchos años. Nadie me ha avisado de que ha aparecido su pasaporte en Pakistán", reconoce ahora su padre en una conversación telefónica en la que se percibe tristeza y desánimo.
El hallazgo del pasaporte de Raquel Burgos y de Said Bahaji, miembro del comando que preparó el 11-S y uno de los hombres más buscados, en la misma casa de Pakistán no es baladí. Es otra muestra de la extraordinaria red de contactos que los autores del ataque contra las Torres Gemelas tenían en España. Azizi está vinculado con Mohamed Belfatmi, un extremista argelino residente en Vilaseca (Tarragona) que ayudó a Atta y a Ramzi Binalshibh durante la cumbre que celebraron en Cataluña varias semanas antes del atentado. El 3 de septiembre de 2001 Bahaji y Belfatmi volaron en el mismo avión a Karachi (Pakistán). Huían juntos hacia territorio seguro.
El marroquí Zacarias Moussaui, uno de los pilotos que entrenaban en Estados Unidos y que finalmente no participó en la acción terrorista, tenía en su agenda el teléfono de Azizi, el marido de Raquel. Said Bahaji, el piloto frustrado del 11-S, guardaba el teléfono de Abu Dahdad con el que Raquel y Amer el Azizi celebraron el nacimiento de una de sus hijas, una niña morena de pelo rizado, en el verano de 2001, sin saber que los pocos agentes que entonces cubrían el terrorismo islamista vigilaban la fiesta familiar. Los vínculos entre estos islamistas, residentes entonces en España, y los ejecutores del 11-S son inquietantes y una prueba más de la formidable presencia de Al Qaeda en España.
El marido de Raquel es, también, un eslabón perdido del 11-M. El marroquí Jamal Zougam, único condenado como autor material del atentado contra los trenes de Atocha, otros siete terroristas se suicidaron en un piso de Leganés, era amigo de Azizi, un tipo exaltado y nervioso que en una ocasión se enfrentó en la principal mezquita de Madrid a los embajadores árabes y les tachó de incrédulos. "Estaba loco", asegura Mohamed, un marroquí que rezaba con él en Lavapiés, el barrio por el que los ejecutores de la matanza de Atocha se movían como pez en el agua.
La pasada primavera, la familia Burgos incineró en Madrid a Henar, la madre de Raquel, fallecida tras padecer una larga enfermedad. Su hija no acudió a la cita.
POR CÁ OS INTERNACIONALISTAS TRAIDORES TUDO FAZEM PARA NOS ENCHER DESTA RIQUEZA E DOUTRAS SEMELHANTES...QUE NOS AFRICANIZAM E NOS TORNAM SERVOS...
Casada con un terrorista huido y dominada por su marido, desapareció en 2001. Ahora aparece su rastro entre los escombros de una casa en Waziristán, el refugio de Bin Laden
JOSÉ MARÍA IRUJO 08/11/2009
Una nueva pieza en el complicado puzzle que retrata la presencia de Al Qaeda en España se acaba de encontrar entre los escombros de una vivienda asaltada por el Ejército paquistaní en Sherwangai, una población en la región tribal de Waziristán del Sur, el refugio más cálido y seguro de los talibanes. El pasaporte de la española Raquel Burgos García, convertida al islam, apareció junto al de Said Bahaji, uno de los miembros del comando que organizó el 11-S, un tipo que compartió apartamento en Hamburgo (Alemania) con Mohamed Atta, el jefe de los suicidas, y que finalmente no voló en los aviones secuestrados al no conseguir visado para entrar en Estados Unidos. Athar Abbas, portavoz del Ejército paquistaní, exhibió los documentos de ambos como si fueran trofeos de caza mayor. "No sabemos cuándo llegó, ni cuánto tiempo estuvo en Pakistán",dijo
"No sé nada de ella desde hace muchos años", confiesa su padre, triste y desanimado
La madrileña Raquel Burgos, de 34 años, es una persona conocida para los servicios secretos y la policía española, probablemente una de las mujeres más buscadas por ser la esposa de Amer el Azizi, Othman al Andalusi, apodo que obtuvo en los campos de entrenamiento en Afganistán, muyahid en Bosnia, supuesto jefe de Al Qaeda en Europa, sospechoso de inducir el 11-M y uno de los eslabones perdidos del 11-S. Un marroquí delgado y barbudo por el que más de un agente español entregaría hasta el último céntimo de su paga para interrogarlo y bucear en sus secretos.
Raquel y Amer se casaron en la mezquita de la M-30 y vivieron en Madrid, en el número 24 de la calle del Buen Gobernador, cerca de la plaza de toros de Las Ventas, en un bajo de 70 metros cuadrados sin ascensor que les cedió el padre de ella, propietario de un restaurante en la calle de Alcalá. Todos los meses este último les entregaba una "ayuda" de 300 euros porque Amer no trabajaba, salvo algunas traducciones para la Casa del Libro Árabe. En realidad dedicaba su tiempo a captar muyahidin y a enviarlos a hacer la yihad a distintos puntos del planeta. "No tiene trabajo conocido y se desconoce el origen de sus ingresos", dice un informe policial de aquella época.
Raquel Burgos vestía siempre de negro, cubría su rostro y cabello con un burka y no se relacionaba con el vecindario. "Jamás vimos su cabello. Iba siempre completamente cubierta. Alguna vez los dos pequeños subían a mi casa a por una galleta, pero los padres evitaban cualquier contacto con nosotros", asegura una vecina. "Oíamos las palizas que le daba, pero nunca se quejó ni nos dijo nada. Parecía una mujer sometida", asegura otra.
Cuando cayeron las Torres Gemelas, los policías de la BKA alemana registraron el piso de Atta en Hamburgo y encontraron en la agenda de Said Bahaji, el teléfono y la dirección en Madrid de Imad Eddin Barakat, Abu Dahdah, un sirio amigo de Azizi, otro jefe de Al Qaeda condenado años después. La policía española vigilaba a ambos desde 1995, les filmó en vídeo e intervino sus teléfonos, pero el marroquí, escurridizo como una anguila, huyó en dos ocasiones, la última disfrazado de mujer y ante las narices de la policía que vigilaba su casa. Los agentes acusaron al Centro Nacional de Inteligencia (CNI) de espantar a la pieza -dos espías tocaron el timbre de su casa- y de provocar su fuga. Desde entonces, octubre de 2001, el rastro de Amer el Azizi ha sido un misterio. Una información de inteligencia aseguró que había muerto en Irak durante un ataque suicida. "Algo que nunca hemos podido probar", admite un jefe policial.
Tras la fuga de su marido, Raquel y sus tres hijos dejaron Madrid y se establecieron en Marruecos, donde recibieron la ayuda de destacados islamistas. "Me comunicó que se trasladaba a Casablanca junto con su marido, pero no me dijo el motivo. Desde entonces no he tenido contacto con ella", declaró su padre a la policía días después de la huida. En verano de 2002 viajaron a Francia y allí se perdió su pista. Los servicios de inteligencia sospechaban que los Azizi estaban en Turquía hasta la reaparición de la imagen de Raquel en el fortín talibán de Waziristán, una zona tribal en la que se sospecha se oculta Osama Bin Laden y su escudero Ayman al Zawahiri. "Es una mujer dispuesta a casi todo por su marido. Desde 2001 su vida ha tenido que ser un infierno", asegura una persona que trató a la pareja y que pide el anonimato. "No sé nada de ella desde hace muchos años. Nadie me ha avisado de que ha aparecido su pasaporte en Pakistán", reconoce ahora su padre en una conversación telefónica en la que se percibe tristeza y desánimo.
El hallazgo del pasaporte de Raquel Burgos y de Said Bahaji, miembro del comando que preparó el 11-S y uno de los hombres más buscados, en la misma casa de Pakistán no es baladí. Es otra muestra de la extraordinaria red de contactos que los autores del ataque contra las Torres Gemelas tenían en España. Azizi está vinculado con Mohamed Belfatmi, un extremista argelino residente en Vilaseca (Tarragona) que ayudó a Atta y a Ramzi Binalshibh durante la cumbre que celebraron en Cataluña varias semanas antes del atentado. El 3 de septiembre de 2001 Bahaji y Belfatmi volaron en el mismo avión a Karachi (Pakistán). Huían juntos hacia territorio seguro.
El marroquí Zacarias Moussaui, uno de los pilotos que entrenaban en Estados Unidos y que finalmente no participó en la acción terrorista, tenía en su agenda el teléfono de Azizi, el marido de Raquel. Said Bahaji, el piloto frustrado del 11-S, guardaba el teléfono de Abu Dahdad con el que Raquel y Amer el Azizi celebraron el nacimiento de una de sus hijas, una niña morena de pelo rizado, en el verano de 2001, sin saber que los pocos agentes que entonces cubrían el terrorismo islamista vigilaban la fiesta familiar. Los vínculos entre estos islamistas, residentes entonces en España, y los ejecutores del 11-S son inquietantes y una prueba más de la formidable presencia de Al Qaeda en España.
El marido de Raquel es, también, un eslabón perdido del 11-M. El marroquí Jamal Zougam, único condenado como autor material del atentado contra los trenes de Atocha, otros siete terroristas se suicidaron en un piso de Leganés, era amigo de Azizi, un tipo exaltado y nervioso que en una ocasión se enfrentó en la principal mezquita de Madrid a los embajadores árabes y les tachó de incrédulos. "Estaba loco", asegura Mohamed, un marroquí que rezaba con él en Lavapiés, el barrio por el que los ejecutores de la matanza de Atocha se movían como pez en el agua.
La pasada primavera, la familia Burgos incineró en Madrid a Henar, la madre de Raquel, fallecida tras padecer una larga enfermedad. Su hija no acudió a la cita.
POR CÁ OS INTERNACIONALISTAS TRAIDORES TUDO FAZEM PARA NOS ENCHER DESTA RIQUEZA E DOUTRAS SEMELHANTES...QUE NOS AFRICANIZAM E NOS TORNAM SERVOS...
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