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Sunday, July 12, 2015

UMA DESCOLONIZAÇÃO SEMELHANTE ÀS AFRICANAS RESOLVE TUDO OU NÃO?

O peso da história não ajudou a que os africanos vingassem em Portugal. É uma questão de “tempo” e de “oportunidades”. Mas não só.

Muito antes dos imigrantes de Leste, os africanos foram os primeiros a chegar quando Portugal ainda tinha colónias. Depois de 1975, e com a descolonização, foram chegando cada vez mais. Apesar de o país ter uma ligação histórica com as comunidades africanas, é raro encontrar negros em cargos de topo e poucos são os que têm visibilidade pública. Os especialistas notam que de facto há dificuldades de representação destas comunidades em campos como a política e a justiça, mas salientam que, apesar de domínios e graus de desigualdade “relevantes”, há transformações importantes nas gerações mais novas. Mas a mudança ainda não fez os africanos chegarem a cargos de topo.

Para a angolana Ermelinda Liberato, especialista em estudos africanos, a falta de representatividade das minorias africanas na sociedade portuguesa explica-se essencialmente pela própria história. “A intensificação da política colonial e o próprio modelo colonialista impediram um maior relacionamento entre europeus e africanos”, refere, acrescentando que “a luta de libertação dos povos assentava nessa separação”. A melhor preparação dos africanos não se faz de um um dia para o outro. “É preciso tempo, e muito”, acrescenta. No entanto, a especialista conclui que já houve alguma evolução, embora ainda não significativa. E isso, diz, deve-se à própria condição a que os africanos foram sujeitos ao longo dos séculos.

O investigador da Universidade de Coimbra Pedro Góis lamenta a sub-representação destas comunidades e considera importante “um plano de ajustamento” que altere a situação a favor de uma “sociedade mais igual”. E aponta a política e a justiça como as áreas em que “espantosamente” não há negros. “Ainda temos dificuldade em lidar com a diferença, e não é apenas uma questão de cor de pele. Na ilusão de nos protegermos, rejeitamos o outro”, diz o professor, lembrando que em geral existe discriminação no acesso a postos de trabalho quando se é estrangeiro.

Para Ermelinda Liberato, que nasceu em Angola e veio para Portugal para se formar, a invisibilidade dos africanos em campos de decisão não se prende directamente com o racismo, como aconteceu no passado. “É mais uma questão de tempo e de oportunidades”, diz. Ou seja, estamos perante comunidades que, na sua maioria, se debatem com dificuldades económicas e sociais: “São pessoas carenciadas que têm de trabalhar desde muito cedo e têm com pouca escolaridade. Obviamente não têm conhecimentos e não investem em mais nada.”

Racismo? “Não posso afirmar que os portugueses já foram mais ou menos racistas. Ninguém nasce racista, torna-se racista”, observa. Contudo, reafirma que a política colonial portuguesa, assim como a dos outros países europeus, assentava numa base racista. E isso ainda hoje se reflecte na sociedade: “Toda a educação e cultura foi assente nestes pressupostos, que de certa forma ainda vigoram nas mentes dos mais conservadores. Obviamente isto não se altera em pouco tempo.” É preciso investir em educação e em verdadeiras políticas de integração, defende. Mas este processo não pode ser unilateral. A investigadora sublinha que é preciso que estas comunidades estejam receptivas a isso: “O próprio africano negro também é racista e contra os da sua própria cor.”

Pedro Góis concorda que os esforços para alterar esta situação têm de vir dos dois lados. Apresentar os africanos “como sofredores” não é a solução, mas é determinante apoiá-los, sobretudo no campo da educação e da formação. A começar na língua portuguesa, que, ao contrário do que se diz, nem toda a gente que vem dos PALOP domina.

Invisibilidade política O presidente da Associação Cabo-Verdiana em Portugal, Mário de Carvalho, diz que há “um mito de que os africanos não participam na vida política”. Mas, no seu entendimento, não se pode restringir a participação ao voto. “Há muitos africanos que lideram associações e sindicatos”, lembra. No entanto, não conseguem dar o salto para a política. E porquê? “Porque em Portugal há uma fila enorme de favores em que não impera a competência, mas sim a cunha”, responde.

Mário de Carvalho repara que em áreas como o desporto e as artes não há “entraves” na afirmação da sua cultura e identidade: “Quando há competência, não é possível não ser escolhido, mas na política ainda estamos muito longe disso.”

Por outro lado, refere ainda, não havendo ninguém na política que represente estas comunidades, é difícil que haja interesse no voto e na participação cívica. “Não há um elo de ligação”, constata o presidente da associação, que é também jurista. “Temos de inverter essa situação”, insiste. Apesar de ainda haver muita coisa a fazer e de este “processo ser lento”, o dirigente da associação não tem dúvidas de que já há uma evolução positiva na mudança de mentalidades.

Segundo dados de 2013, dos mais de 400 mil estrangeiros a residir em Portugal, mais de 100 mil eram africanos, a maioria provenientes dos PALOP. Cabo Verde é a comunidade mais representada. Há cerca de 42 mil cabo-verdianos a viver em Portugal.

A RAPAZIADA AFRICANA E OS SEUS DOUTRINADORES MINTERNACIONALISTAS SEJAM OU NÃO NEOLIBERAIS NUNCA FAZ MEA CULPA.OS BRANCOS ESSES DIABOS É QUE TÊM QUE A ASSUMIR TODINHA.EM ÁFRICA NÃO EXISTE RACISMO.SÓ MUITA CRIMINALIDADE QUE DESPACHA BRANCO COMO QUEM BEBE UM COPO DE ÁGUA.E COM SILÊNCIO CÚMPLICES DAS ESQUERDAS CASEIRAS CLARO

PS

ANTES DO 25 HAVIA CÁ AFRICANOS PARA CARAÇAS.POUQUINHOS E AINDA POR CIMA FUGIAM PARA A ARGÉLIA A MANDO DO SOL,DE MOSCOVO...QUE GUIAVA OS COMUNISTAS CASEIROS DO "DEITA ABAIXO"
DEPOIS DO 25 VIERAM POUCOS.DEPOIS DE EM ÁFRICA COMEÇAREM A FUZILAR A EITO É QUE MUITOS FUGIRAM.
MAIS MODERNAMENTE SÃO MAIS FILHOS DE GUERRILHEIROS DESCONTENTES A EITO...